Gestão de Serviços de Saúde e a Prática do Enfermeiro

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Gerência dos Serviços de Saúde

  • Atribuições básicas de gerência: dirigir, organizar e controlar pessoas ou grupos de pessoas.
  • É uma função que lida com pessoas, sendo o responsável pela consecução dos objetivos da organização. O produto de seu trabalho é avaliado através do desempenho de sua equipe.
  • O desempenho da função gerencial requer conhecimentos e habilidades que passam pelas dimensões técnica, administrativa, política e psicossocial.
  • Sendo o papel do gerente planejar, organizar, coordenar, controlar e avaliar o trabalho para que a organização possa atingir seus objetivos, ele deve possuir conhecimentos e habilidades aperfeiçoadas de planejamento e controle das atividades organizacionais.
  • A prática administrativa do planejamento, direção, coordenação e controle constitui o fulcro da gerência, independentemente do tamanho e mesmo da autonomia de gestão; isto significa planejar e controlar pessoas e recursos na realização de tarefas que permitam que a organização atinja seus objetivos.
  • A função gerencial não implica apenas que o gerente possua conhecimentos administrativos e teóricos, mas a capacidade de lidar com pessoas e motivá-las para a realização da tarefa organizacional.
  • A função gerencial requer um conhecimento adequado da organização, naquilo que é definido formalmente e naquilo que normalmente se chama de informal, que gera o clima organizacional.
  • O baixo desempenho verificado no setor público não pode ser atribuído apenas à incompetência, à desmotivação, aos baixos salários ou às más condições de trabalho, mas também à inexistência da responsabilidade gerencial de um indivíduo capaz de conduzir seu grupo para os objetivos organizacionais.

Estilos de Gerência

Os estilos de gerência caracterizam determinadas maneiras de conduzir a organização a atingir seus objetivos, segundo a maneira como utilizam o planejamento, a organização, a liderança e o controle:

  • Estilo burocrático: cada uma destas práticas administrativas é mais detalhada, formalizada, diretiva e com controles abrangentes.
  • Estilo situacional: as características das práticas administrativas variam em função das tarefas.
  • O que determina o estilo não é a formalização, mas a capacidade do gerente de adaptar-se às necessidades da tarefa e da organização.
  • O estilo de gerência muda conforme a organização, sua tarefa e as pessoas que a realizam.
  • A eficácia das organizações ocorre na medida em que conseguem livrar-se das práticas burocráticas que as imobilizam e as tornam menos sensíveis e mais vagarosamente suscetíveis à mudança.
  • Se não podemos afirmar que exista uma forma ótima de gerenciar, podemos identificar os fatores obstaculizadores a uma gerência eficaz dos serviços de saúde.
  • Esse tipo de organização possui tarefas inovadoras e rotineiras, com complexidades diferentes e com pessoas que estão mais propensas a aceitar valores mais grupais que individuais, onde a tolerância por padrões rígidos tende a diminuir.
  • O que tem caracterizado a prestação dos serviços públicos de saúde é a ineficiência e a baixa qualidade.
  • Isto não pode ser atribuído apenas às más condições de trabalho, aos baixos salários ou à falta de recursos humanos, mas a todos esses fatores em conjunto.
  • O êxito do trabalho da equipe de saúde requer repensar o papel de cada profissional no desempenho de sua tarefa e na interação que estabelecem entre si, mediada pela tecnologia, para atender às necessidades de saúde dos usuários.

A Formação e a Prática Gerencial do Enfermeiro

  • A práxis transformadora é caracterizada pela indeterminação e imprevisibilidade, o que permite ao homem, como ser consciente e social, enfrentar novas necessidades e situações, produzindo algo novo a partir da realidade ou de elementos preexistentes; para tal, prescinde da intervenção da consciência e da ação humana.
  • O perfil profissional para a práxis transformadora requer competências para a manipulação simbólica e para as subjetividades nas relações, em superação à manipulação tecnológica excessiva.
  • Nesse contexto, o sujeito é priorizado: o aluno é o objeto do processo ensino-aprendizagem, o cliente é o objetivo do processo de trabalho em saúde e na enfermagem, e cada trabalhador é objeto no trabalho em equipe.

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