Governança Corporativa: Modelos, Princípios e Práticas
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IV - A Dinâmica da Governança Corporativa
Aperfeiçoamento da estrutura jurídica, institucional e regulamentada da Governança Corporativa (G.C.).
Orientação para as partes interessadas:
Princípios da G.C.
- 1. Direitos dos Acionistas: A estrutura da G.C. deve proteger os direitos dos acionistas.
- 2. Equidade: Deve assegurar tratamento igualitário a todos os acionistas.
- 3. Papel dos Stakeholders: Deve reconhecer os direitos das partes interessadas conforme previsto em lei.
- 4. Transparência: Deverá assegurar a divulgação oportuna e precisa de todos os fatos relevantes à empresa.
- 5. Conselho Responsável: Deve garantir a orientação estratégica e a fiscalização efetiva da diretoria.
Os princípios englobam todas as práticas relevantes para o bom funcionamento de um sistema de gestão.
Modelos de Governança
- PRONSE: Construção dos conselhos.
- LA PORTA: Concentração e minoritários.
- BERGLOF: Financiamento.
- FRANKS E MAYER: Controle interno e externo.
Essas abordagens sintetizam os modelos praticados nos EUA e Reino Unido.
Modelo Anglo-Saxão
- Pulverização do controle acionário;
- Separação entre propriedade e gestão;
- Conflito entre acionistas e gestores;
- Proteção legal aos minoritários;
- Outsiders no conselho;
- Influência de investidores na gestão.
Modelo Alemão
- Forte papel dos bancos;
- Mercado de ações restrito;
- Gestão coletiva, aberta e democrática;
- Conselho dividido em Gestão e Supervisão (empregados, sindicatos e bancos).
Modelo Japonês
- Orientação stakeholder e gestão consensual;
- Forte presença de bancos e propriedade concentrada;
- Conselho focado na estratégia corporativa.
Modelo Latino-Europeu
- Grande número de corporações familiares;
- Forças externas menos atuantes;
- Conflitos de agência por fraca proteção a minoritários.
Modelo Latino-Americano
- Propriedade e controle familiar concentrados;
- Propriedade e gestão sobrepostas;
- Conselho de administração com vínculos familiares;
- Proteção legal fraca aos minoritários.
V - A G.C. sob a Ótica Econômica e Organizacional
Os principais objetivos do IBGC são: divulgar conceitos de Governança Corporativa, otimizar práticas nas sociedades, atuar como fórum de discussão e formar profissionais para Conselhos de Administração.
- A Propriedade: Acionistas e sócios possuem o voto como base; a assembleia geral é o órgão soberano.
- Conselho de Administração: Protege o patrimônio e maximiza o retorno do investimento (5 a 9 membros).
- Gestão (CEO) e Diretoria: O CEO executa as diretrizes do conselho; relatórios seguem normas contábeis internacionais.
- Fiscalização (Conselho Fiscal): Controle independente que fiscaliza as atividades do Conselho de Administração.
- Conduta e Conflitos de Interesses: Código de ética obrigatório, elaborado pela diretoria e aprovado pelo conselho.
A nova Lei das Sociedades por Ações visa promover um ambiente transparente e proteger investidores. O Novo Mercado da B3 exige práticas avançadas de governança para negociação de ações.
VI - Benefícios dos Padrões de Governança Corporativa
A separação entre propriedade e controle gerou desafios de agência. Problemas de desperdício de recursos e superinvestimentos nos anos 90 levaram à necessidade de monitoramento de desempenho. Práticas como transparência, responsabilidade e disciplina gerencial influenciam diretamente a valorização das ações. A B3 oferece níveis diferenciados de governança para empresas que buscam maior atratividade e transparência no mercado.