Governo FHC: Reformas e Tripé Macroeconômico
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FHC: Continuidade no Plano Real e na âncora cambial.
No primeiro mandato, mais precisamente no de 1997, FHC (como ficou conhecido) deu continuidade ao processo de reformas estruturais com a finalidade de evitar a volta da inflação, procurando deixar a economia estável. Durante este mandato, o presidente pautou-se pela privatização de várias estatais brasileiras, como a Companhia Vale do Rio Doce (setor de mineração e siderurgia), a Telebrás (telecomunicações) e o Banespa (banco pertencente ao governo do estado de São Paulo). A compra das empresas estatais ocorreu, sobretudo, por grupos estrangeiros, que faziam a aquisição das ações ou compravam grande parte dessas; assim, tornavam-se sócios majoritários.
Seu segundo mandato ficou marcado por dificuldades de ordem econômica. A prática de juros altos, baixos investimentos e um câmbio sobrevalorizado acabaram provocando problemas econômicos estruturais. A política cambial vigente tornou-se insustentável com a queda dos preços das commodities (mercadorias) brasileiras, causada pela Crise Asiática de 1997 e pela Crise Russa de 1998, obrigando o governo a adotar um câmbio flutuante, no qual o valor da moeda varia de acordo com a oferta e a demanda do mercado.
Tripé Macroeconômico: consiste em um conjunto de três elementos:
- 1. Câmbio flutuante: É o regime cambial adotado no Brasil. Segundo este regime, o preço de uma moeda em relação a outra no mercado de câmbio varia de acordo com a oferta e a procura por aquela moeda. Por conta da adoção desse regime é que, diariamente, anuncia-se um valor diferente para o dólar, por exemplo.
- 2. Meta de inflação: Através desse mecanismo, um órgão do Governo Federal determina a taxa de inflação que a economia brasileira deve ter a cada ano. De posse dessa informação, as autoridades monetárias que compõem o Comitê de Política Monetária (Copom) se reúnem periodicamente e estabelecem qual deverá ser a taxa básica de juros (Selic) para alcançar a inflação desejada.
- 3. Meta fiscal: Muitas vezes referida como meta de superávit, a meta fiscal é definida anualmente pelo Congresso Nacional, por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA). Caso queira alterar essa meta, o Executivo deve pedir autorização ao Legislativo. Seu descumprimento pode ser considerado crime de responsabilidade e levar ao impeachment do chefe do Poder Executivo.