Guia Alimentar: Saúde, Cultura e Comportamento
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Guia Alimentar para a População Brasileira
SLIDE 4: Guia Alimentar: O Guia Alimentar para a População Brasileira se constitui em uma das estratégias para implementação da diretriz de promoção da alimentação adequada e saudável que integra a Política Nacional de Alimentação e Nutrição. A alimentação adequada e saudável é um direito humano básico que envolve a garantia ao acesso permanente e regular, de forma socialmente justa, a uma prática alimentar adequada aos aspectos biológicos e sociais do indivíduo e que deve estar em acordo com as necessidades alimentares especiais; ser referenciada pela cultura alimentar e pelas dimensões de gênero, raça e etnia; acessível do ponto de vista físico e financeiro; harmônica em quantidade e qualidade, atendendo aos princípios da variedade, equilíbrio, moderação e prazer; e baseada em práticas produtivas adequadas e sustentáveis.
A diretriz de promoção da alimentação adequada e saudável compreende um conjunto de estratégias que objetivam proporcionar aos indivíduos e coletividades a realização de práticas alimentares apropriadas. Essa diretriz também é uma prioridade na Política Nacional de Promoção da Saúde e, como tal, deve ser implementada pelos gestores e profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com atores de outros setores, privilegiando a participação popular. A ampliação da acessibilidade e qualidade da rede de serviços de atenção básica à saúde nos últimos anos configura-se como oportunidade para estimular e apoiar a inclusão das práticas de promoção da saúde nos processos de trabalho das equipes de saúde nos diferentes territórios do País. Corroboram para isso outras políticas e planos desenvolvidos no âmbito do SUS, como a Política Nacional de Educação Popular em Saúde e o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis no Brasil. No contexto intersetorial, a elaboração desta nova edição do guia alimentar ocorre em meio ao fortalecimento da institucionalização da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, desencadeada a partir da publicação da Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional e do reconhecimento e inclusão do direito à alimentação como um dos direitos sociais na Constituição Federal.
O que tem no novo guia?
A alimentação que promove a saúde das pessoas pode e deve ser fonte de prazer. Saúde e prazer não são vistos neste Guia como opostos, antes pelo contrário. Uma parcela considerável da população ainda preserva padrões de alimentação próximos àqueles que maximizam a saúde e que são consistentes com o convívio social, com a proteção da cultura e com a preservação do ambiente.
O ato de comer no novo guia
Há igualmente evidências de que as dimensões sociais que envolvem o ato de se alimentar – por exemplo, comer sozinho, sentado no sofá e diante da televisão ou compartilhar uma refeição, sentado à mesa com familiares ou amigos – são importantes para determinar quais alimentos serão consumidos e, mais importante, em que quantidades. A dimensão cultural do ato de comer, refletida no valor simbólico que alimentos, combinações específicas de alimentos e preparações culinárias singulares assumem em cada sociedade, está fortemente relacionada com a identidade e o sentimento de pertencimento social das pessoas e com a satisfação que elas terão com a alimentação.
Novas recomendações
- Alimentos in natura;
- Alimentos processados;
- Produtos alimentícios;
- Alimentos processados;
- Alimentos ultraprocessados.
SLIDE 6: Formação do Comportamento Alimentar
O hábito alimentar inclui:
- Qualidade: tipo de alimento;
- Quantidade: volume das refeições;
- Forma de preparo e de consumo.
Atende a necessidades orgânicas, sociais e afetivas.
Comportamento alimentar e a EAN crítica
- Internos: Necessidades de nutrientes individuais.
- Externos: Modelos (família, amigos, escola), sociedade (rede social), padrões culturais, oferta alimentar (acesso ao alimento) e condições econômicas.
Fatores fisiológicos
- Experiências intrauterinas;
- Paladar do recém-nascido;
- Aleitamento materno;
- Neofobia;
- Regulação da ingestão de alimentos.
Fatores ambientais
- Alimentação dos pais;
- Comportamento do cuidador;
- Condições socioeconômicas;
- Influência da televisão;
- Alimentação em grupo.