Guia Clínico: HIV, Malária, Febre Amarela e Outras
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HIV
Fase aguda: PCR para RNA viral e ELISA para antígeno p24.
Fase crônica: ELISA 4ª geração, teste molecular e depois Western blot.
Vacinas obrigatórias (CD4 200–350): influenza, hepatite B, pneumocócica P23, dT — hepatite A?
TARV: lamivudina, tenofovir e dolutegravir.
Malária
Plasmodium falciparum
Tratamento: clindamicina + artesunato IV 7 dias + dose única de primaquina VO ao final (grave) / artesunato + mefloquina VO 3 dias (não grave).
Plasmodium vivax
Tratamento: cloroquina 3 dias + primaquina 7 dias VO.
Profilaxia
Mefloquina: iniciar 2 semanas antes da viagem, continuar durante a viagem e por mais 4 semanas após o retorno; VO, semanalmente. Associar primaquina 7 dias ao final quando indicado.
Diagnóstico laboratorial
- Extensão de sangue periférico corada por Giemsa e analisada em microscopia — identificar o parasita.
- Gota espessa corada por Giemsa: analisar em microscopia os trofozoítos fora das hemácias — quantificar.
Febre Amarela
Exames: MAC-ELISA, PCR, sorologia; TGO > TGP; VHS = 0; hemograma.
Tratamento: sintomáticos e hidratação.
Profilaxia: vacina. Pode ser administrada em crianças a partir de 9 meses (em áreas endêmicas a partir de 6 meses). Quem for viajar deve receber a vacina até 10 dias, no máximo, antes da partida.
Leishmaniose
Forma aguda: febre alta e hepatoesplenomegalia dolorosa.
Forma crônica: febre alta, hepatoesplenomegalia indolor e pancitopenia.
Diagnóstico: extensão do aspirado de medula corada por Giemsa e aspirado de baço em meio NNN.
Exames complementares: hemograma, eletroforese de proteínas.
Tratamento: anfotericina B IV por 14 dias.
Cura: melhora clínica + teste de Montenegro + sorologia negativa.
Esquistossomose
Dermatite com vermelhidão e prurido no local da penetração da cercária.
Fase aguda: síndrome mononucleóide, síndrome de Löeffler e diarreia.
Fase crônica hepato-intestinal: quase sempre assintomático, com alterações intestinais.
Fase crônica hepatoesplênica compensada: hipertensão portal isolada.
Fase crônica hepatoesplênica descompensada: sinais de insuficiência hepática.
Diagnóstico: fase aguda: hemograma com eosinofilia >20% e pesquisa de antígeno.
Fase crônica: exame parasitológico de fezes (Lutz / Kato-Katz) + USG abdominal e avaliação da veia porta + EDA + biópsia retal.
Tratamento: praziquantel VO dose única.
Febre Tifoide
Quadro: diarreia volumosa líquida, hepatoesplenomegalia, roséola tífica, sinal de Faget, febre, dor em FID (fossa ilíaca direita).
Diagnóstico: hemocultura e coprocultura em meio SS.
Exames complementares: hemograma e mielocultura.
Tratamento: ciprofloxacino VO/IV por 7–10 dias.
Crônico: ciprofloxacino VO por 4 semanas a 4 meses.
Complicações: perfuração de alça — metronidazol; enterorragia — hidratação vigorosa e transfusão quando necessário.