Guia Completo: Cultura, Doenças e Pragas do Arroz e Milho

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Cultura do Arroz: Ciclo e Exigências Climáticas

Ciclo de Desenvolvimento

  • O ciclo das plantas de arroz varia de 100 a 210 dias.

Fases do Ciclo

  • Fase Vegetativa: Período mínimo de crescimento.
  • Fase Reprodutiva: A diferenciação floral ocorre em função da soma térmica e do fotoperíodo.

Temperatura Ideal

  • Ideal: 25 a 30°C.
  • Acima de 40°C: Causa a morte de plântulas.

Fase Reprodutiva: Momento Crítico

A partir da Diferenciação do Primórdio da Panícula (DPP), os entrenós do colmo começam a se alongar rapidamente e a planta cresce a taxas muito elevadas.

Este é um momento crítico no desenvolvimento da planta, pois é quando se define o número de grãos por panícula. Por isso, é fundamental que, durante este período, a planta não sofra estresses, principalmente os causados por temperatura baixa (inferior a 17°C) e deficiência de nutrientes.

Cultivo da Soca

O cultivo da soca refere-se ao manejo do rebrote do arroz, que permite a segunda colheita. A soca de arroz oferece a oportunidade de aumentar a produção de grãos por unidade de área cultivada, pois apresenta menor duração de crescimento do que um novo cultivo. Deve-se explorar a soca de genótipos com reconhecida capacidade produtiva nas duas colheitas.

Doenças do Arroz

Mancha Parda (Bipolaris oryzae) e Brusone

Período de Maior Suscetibilidade

  • Início do perfilhamento.

Sintomas

  • Lesões de coloração castanha, contendo centro claro, que crescem no sentido das nervuras.
  • Em condições favoráveis, as lesões coalescem e causam a morte das folhas e, muitas vezes, da planta inteira.
  • Sintomas nos nós: Lesões de cor marrom que podem atingir as regiões do colmo próximas aos nós atacados.
  • A brusone da panícula pode provocar a esterilidade de grãos e até mesmo de toda a panícula.
  • Sementes manchadas e com menor peso.

Condições Favoráveis

  • Alta umidade/chuvas.
  • Cultivares suscetíveis.
  • Lavoura sombreada.

Controle

  • Uso de estrobilurina/triazol.

Pragas e Plantas Daninhas do Arroz

Pragas

A bicheira da raiz e os caramujos são pragas do arroz apenas no estágio pré-germinado. Os sintomas de ataque de caramujos incluem o tombamento de plântulas no início da emergência, bem como o corte e arranque de plantas até o final do perfilhamento.

Manejo do Arroz Vermelho (Planta Daninha)

Recomendação: Utilizar o herbicida Only com o adjuvante Dash em aplicação sequencial, retirando-se a água para a germinação e emergência do arroz vermelho em cultivo inundado.

Cultura do Milho: Doenças e Manejo

Mancha de Cercóspora

Sintomas

  • Manchas de coloração cinza, retangulares a irregulares.
  • Lesões se desenvolvem paralelas às nervuras.

Epidemiologia

  • Disseminação por esporos e restos de cultura.
  • Os restos de cultura são a principal fonte de inóculo.

Manejo da Doença

  • Utilizar cultivares resistentes.
  • Realizar rotação de culturas (soja, sorgo, girassol, algodão e outras).
  • O milho é o único hospedeiro da Cercospora.
  • Evitar o plantio de milho após milho (sucessão).
  • Utilizar diferentes cultivares e épocas de plantio.

Outras Doenças Foliares do Milho

Ferrugem Polissora (Puccinia polysora)

  • Pústulas circulares a ovais, marrom-claras.
  • Pústulas localizadas principalmente na face superior das folhas, muito pouco na face inferior.

Ferrugem Comum (Puccinia sorghi)

  • Pústulas abundantes nas folhas.
  • Pústulas formadas nos dois lados das folhas.
  • Formato circular a alongado, que se rompem rapidamente.

Ferrugem Tropical (Physopella zeae)

  • Pústulas brancas/amareladas, em pequenos grupos.
  • De 0,3 a 1,0 mm de comprimento.
  • Pústulas na face superior das folhas.
  • Desenvolvem-se paralelamente às nervuras das folhas.

Mancha de Helmintosporiose (Exserohilum turcicum)

  • Lesões alongadas, elípticas, de coloração cinza/marrom.
  • Comprimento variável entre 2,5 a 15 cm.
  • Ocorre inicialmente nas folhas inferiores.

Mancha Foliar de Feosféria (Phaeosphaeria maydis)

Inicialmente, as lesões são pequenas e cloróticas, tornando-se maiores posteriormente (com até 2 cm), arredondadas a oblongas, com coloração esbranquiçada e bordos escuros. Pode haver coalescência de lesões, o que leva à morte parcial ou total da folha. Peritécios e picnídios podem ser encontrados no centro das lesões.

Controle Químico

O controle pode ser realizado com Mancozebe.

Tecnologia VT PRO3 e Controle de Pragas

A tecnologia VT PRO3 favorece o controle das seguintes pragas:

  • Lagarta-do-cartucho e lagarta-da-espiga.
  • Lagarta-elasmo e broca-do-colmo.
  • Larva-alfinete.

Além disso, permite o controle de plantas daninhas suscetíveis ao glifosato.

Benefícios do VT PRO3

  • Maior controle de pragas e manejo eficiente de plantas daninhas.
  • Controle para as 3 principais lagartas do milho:
    • Broca-do-colmo.
    • Lagarta-do-cartucho.
    • Lagarta-da-espiga.

Fisiologia e Nutrição do Milho

Estádios de Desenvolvimento

  • A inflorescência masculina é denominada de pendão.
  • Entre os estádios VE e V3, o ponto de crescimento está a 2,5 e 4 cm abaixo do solo, logo acima do mesocótilo, na coroa, onde se origina o sistema radicular definitivo.
  • No estádio V3, com a terceira folha completamente expandida (2-3 semanas após a emergência), é definido o número de folhas e espigas, além do potencial de rendimento.
  • No estádio R6, o milho atinge sua maturidade fisiológica com o maior peso seco quando a camada dura de amido chega à ráquis. Ocorre a obstrução dos vasos e o desligamento da planta mãe, caracterizado pela camada negra.

Manejo Fisiológico e Cultural

  • Do ponto de vista fisiológico, é fundamental que a área foliar esteja protegida durante o período crítico ao redor do florescimento, onde ocorre grande demanda energética da planta.
  • A eficiência da interceptação da radiação solar e da absorção de água e nutrientes, além de aprimorar o controle cultural de plantas invasoras e reduzir as perdas de água por evaporação do solo, são permitidas quando se reduz o espaço entre linhas na população recomendada.

Sintomas de Deficiência Nutricional

  • Deficiência de Nitrogênio (N): É observada pelo amarelecimento da ponta para a base da folha em forma de "V" invertido, que progride ao longo da nervura central.
  • Deficiência de Magnésio: Em folhas mais velhas de milho, é caracterizada pelas margens das folhas amarelecidas e consequente aspecto de estrias entre as nervuras, podendo evoluir para as folhas mais novas.

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