Guia Completo de Exame Físico: Técnicas e Achados Clínicos
Classificado em Medicina e Ciências da Saúde
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Exame Abrangente: Do Primeiro Contato ao Diagnóstico Preciso
Ideal para Pacientes Já Conhecidos
Este guia abrangente descreve as etapas essenciais de um exame físico completo, com foco em pacientes já conhecidos. Abordaremos desde a anamnese até a interpretação de achados clínicos, fornecendo as ferramentas necessárias para um cuidado eficaz.
Métodos Propedêuticos Essenciais
Aprofundaremos os seguintes métodos propedêuticos, explorando suas nuances e aplicações práticas:
- Inspeção
- Palpação
- Percussão
- Ausculta
Etapas do SAE (Sistematização da Assistência de Enfermagem)
1. Inspeção e Coleta de Dados
Anamnese completa e exame físico minucioso são pilares para uma coleta de dados abrangente, crucial para direcionar o cuidado individualizado.
2. Diagnóstico e Interpretação de Demandas
Analisaremos as informações coletadas para interpretar as necessidades do paciente, utilizando o raciocínio clínico e a expertise profissional.
3. Planejamento e Priorização do Cuidado
Elaboraremos um plano de cuidados personalizado, priorizando intervenções e considerando as necessidades, valores e preferências do paciente.
4. Implementação do Plano de Cuidado
Nesta etapa, o plano de cuidado é colocado em prática, com foco na segurança do paciente e na administração de medicamentos e terapias, se necessário.
5. Avaliação e Ajustes
A evolução do paciente é monitorada de perto, avaliando a eficácia das intervenções e realizando ajustes no plano de cuidado, se necessário.
Dominando a Ausculta Pulmonar
Sons Normais e Anormais
Diferenciaremos os murmúrios vesiculares, sons respiratórios normais, de ruídos adventícios, que indicam alterações patológicas. Abordaremos:
- Roncos
- Sibilos
- Crepitações (estertores)
- Atrito pleural
- Cornagem
Características Semiológicas
Para cada ruído adventício, detalharemos as características a serem observadas, incluindo:
- Intensidade
- Timbre
- Duração (fase inspiratória, expiratória ou ambas)
- Localização
Interpretando os Sons Pulmonares
Crepitações (Estertores)
Sons homogêneos que ocorrem devido à abertura súbita de pequenas vias aéreas contendo líquidos. Auscultados durante a inspiração, sugerem:
- Pneumonia
- Edema pulmonar
- Bronquite
Roncos
Sons graves e contínuos, auscultados principalmente na expiração, causados pela passagem de ar por vias aéreas estreitas com secreções. Indicam:
- Pneumonia
- Bronquite
Sibilos
Sons musicais agudos, semelhantes a um assobio, produzidos pela passagem de ar por vias aéreas estreitas. Auscultados na inspiração e/ou expiração, sugerem:
- Crise asmática
- Broncoespasmo
- Broncoconstrição
Atrito Pleural
Som semelhante a couro atritado, causado pela fricção entre as pleuras inflamadas. Sugere:
- Pleurite
Cornagem
Respiração ruidosa e intensa, audível sem estetoscópio, causada por obstrução da laringe ou traqueia. Sugere:
- Tumores
- Corpo estranho
Ausculta Cardíaca: Identificando Bulhas e Ritmos
Bulhas Cardíacas
Sons gerados pelo funcionamento do coração, sendo as duas primeiras (B1 e B2) normalmente audíveis. Exploraremos a ausculta das bulhas cardíacas, diferenciando sons normais de anormais, como sopros cardíacos e ruídos de próteses.
Ritmo Cardíaco
Analisaremos o ritmo cardíaco, classificando-o como:
- Regular
- Irregular
- Dicrótico (batimentos divididos em dois)
Avaliação Neurológica: Escala de Glasgow e Avaliação Pupilar
Escala de Glasgow
Utilizada para avaliar o nível de consciência, a Escala de Glasgow será detalhada, incluindo seus componentes:
- Abertura ocular (A)
- Resposta verbal (B)
- Resposta motora (C)
Avaliação Pupilar
A avaliação pupilar é crucial na avaliação neurológica. Abordaremos os seguintes aspectos:
- Isocóricas: Pupilas com diâmetros iguais.
- Anisocóricas: Uma pupila maior do que a outra, indicando possível lesão cerebral.
- Midríase: Pupila dilatada.
- Miose: Pupila contraída.
- Fotorreagentes: Pupilas que reagem à luz, contraindo-se na presença de luz e dilatando-se no escuro.
Exoftalmia
Abordaremos a exoftalmia, que se refere ao abaulamento do globo ocular, e sua importância clínica.
Hipertensão Arterial: Classificação e Manejo
Discutiremos a classificação da hipertensão arterial, utilizando os valores da pressão arterial para determinar o estágio da doença. Abordaremos também as diferentes faixas de pressão arterial, incluindo:
- Normal: 120/80 mmHg
- Pré-hipertensão: 121-139/81-89 mmHg
- Hipertensão Estágio 1: 140-159/90-99 mmHg
- Hipertensão Estágio 2: 160-179/100-109 mmHg
- Hipertensão Estágio 3: ≥ 180/110 mmHg
Por exemplo, um paciente com pressão arterial de 150/90 mmHg seria classificado como hipertenso estágio 1.