Guia Completo do Manejo Integrado de Pragas (MIP)
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Métodos do MIP
Os métodos incluem: Legislativos, Físicos, Mecânicos, Resistência de plantas, Culturais, Agroecológicos, Comportamentais, Plantas inseticidas, Controle biológico e Químico.
Técnicas de Manejo
- Inseticidas e controle biológico;
- Feromônios e manipulação genética de pragas;
- Variedades resistentes a insetos;
- Manipulação do ambiente e métodos culturais.
Decisão de Manejo
Baseia-se na mortalidade natural (alimento, condições ambientais, inimigos naturais) no agroecossistema, níveis de controle, amostragem (conhecimento do comportamento da praga-alvo) e taxonomia.
Controle Biológico
Fenômeno natural que consiste na regulação do número de plantas e animais por inimigos naturais (agentes de mortalidade).
Os agentes podem ser inespecíficos (peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos) ou específicos (insetos, ácaros, outros artrópodes e entomopatógenos).
- Por parasitoide: Mata o hospedeiro e exige apenas um indivíduo para completar seu desenvolvimento; o adulto tem vida livre. Alta dependência da presa. Pode parasitar ovos, larvas, ninfas, pupas e adultos. Ordens principais: Hymenoptera e Diptera.
- Por predador: Organismo de vida livre durante todo o ciclo; geralmente maior que a presa e requer mais de um indivíduo para completar o ciclo de vida. Pouca dependência da presa.
Plantações de Eucalipto no Brasil
Caracterizam-se por lavoura contínua, baixa diversidade e sistemas de cultivo específicos.
Origem e Definição do MIP
O MIP surgiu devido ao aparecimento de pragas secundárias, ressurgência de pragas, contaminação ambiental, ação sobre organismos não-alvo e resistência de insetos a inseticidas.
Definição: Sistema de decisão para uso de táticas de controle de pragas, isoladas ou associadas, baseado em análises de custo/benefício que consideram o impacto nos produtores, sociedade e ambiente.
Implementação do MIP
- Reconhecimento das pragas mais importantes;
- Avaliação dos inimigos naturais;
- Estudo dos fatores climáticos que afetam a dinâmica populacional;
- Determinação do nível de dano econômico e de controle;
- Avaliação populacional (amostragem);
- Avaliação dos métodos mais adequados.
Certificação Ambiental
Selos como FSC, PEFC e CERFLOR atestam que a madeira provém de processos ambientalmente corretos, socialmente justos e economicamente viáveis. O processo segue: contato inicial, avaliação, adequação, certificação e monitoramento.
Níveis de Controle (NDE e NC)
- NDE (Nível de Dano Econômico): Menor densidade populacional capaz de causar danos econômicos. Conecta biologia e ecologia com amostragem.
- NC (Nível de Controle): Regra operacional que indica quando medidas de controle devem ser tomadas para evitar que a população atinja o NDE.
Fatores que afetam o NDE: Custo do controle (C), Valor da produção (V), Dano por unidade de injúria (D) e Eficiência da tática (K).
Controle Silvicultural
Práticas para tornar o ambiente menos propício ao desenvolvimento de pragas: rotação de espécies, aração do solo, higiene florestal, manutenção de hospedeiros alternativos e adubação.
Controle Físico e Mecânico
- Mecânico: Catação manual, barreiras e remoção de cascas.
- Físico: Uso de fogo (restrito), temperatura, luz visível, som e manipulação de radioatividade (esterilidade).
Controle Legislativo e Quarentenário
Medidas para evitar a entrada de pragas exóticas (A1 e A2) e regular o uso de defensivos. Inclui fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras.
Controle Químico
Envolve a classificação toxicológica e formulação de agrotóxicos. A avaliação toxicológica (aguda e crônica) é essencial para a proteção da saúde pública e do meio ambiente, utilizando indicadores como a DL50.