Guia Completo de Planejamento e Gestão Ambiental
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O que é Planejamento?
Existem vários conceitos. É um meio sistemático de determinar o estágio em que você está, onde deseja chegar e qual o melhor caminho para chegar lá. É um processo contínuo que envolve a coleta, organização e análise sistematizadas das informações por meio de procedimentos e métodos, para chegar a decisões ou a escolhas acerca das melhores alternativas para aproveitamento dos recursos disponíveis.
Ação Planejada versus Ação Improvisada
Planejar é antecipar racionalmente uma ação, um resultado que se quer, uma guerra ou batalha, uma construção ou a reorganização do espaço. O planejamento pressupõe um plano e, embora exista desde a pré-história, expandiu-se com o pensamento racional.
O que é um Plano?
É uma antecipação do futuro com objetivos e meios ou recursos, levando em conta um tempo com suas etapas ou fases. Vem depois (ou a partir) de um diagnóstico, um estudo da realidade onde se vai intervir; ao diagnóstico segue-se um prognóstico e, deste, propostas de ação. Um plano deve levar em conta:
- Tempo: curto, médio ou longo prazo;
- Espaço: área de abrangência;
- Atividade: setores abrangidos;
- Recursos: disponíveis;
- Estratégias: implementação e cronograma.
Tipos de Planejamento para Gestores Ambientais
- Planejamento regional;
- Planejamento municipal e urbano;
- Planejamento do turismo;
- Planejamento ambiental;
- Planejamento para o desenvolvimento sustentável;
- Planejamento educacional, escolar e de aulas;
- Planejamento demográfico e familiar;
- Planejamentos setoriais (transportes, energia, etc.).
Fases do Planejamento Ambiental
- Definição dos objetivos;
- Diagnóstico;
- Levantamento de alternativas;
- Tomada de decisão.
As fases do planejamento objetivam a implementação metodológica e operativa, a análise e sistematização de indicadores ambientais, o diagnóstico do meio com identificação dos impactos, riscos e a proposição de medidas de proteção e/ou compensação.
Gerenciamento de Bacia Hidrográfica (GBH)
A bacia hidrográfica (BH) é adotada como unidade de planejamento, havendo a necessidade de se estudar o gerenciamento do recurso natural como um todo, sem redução temática. A adoção da BH como unidade de gestão figura como um dos princípios fundamentais do gerenciamento dos recursos hídricos. A gestão ambiental ou a gestão de recursos hídricos para bacia hidrográfica devem ser tratados globalmente, e não isoladamente.
Auditorias Ambientais
As auditorias ambientais começam a aparecer em meados do século XX como parte dos trabalhos de avaliação de desastres de grandes proporções. Na década de 1970, torna-se um instrumento autônomo de gestão ambiental com o objetivo de averiguar o cumprimento das leis ambientais. Com o tempo, a expressão tornou-se elástica, podendo significar uma diversidade de atividades de caráter analítico voltadas para identificar, averiguar e apurar fatos e problemas ambientais. Podem ser aplicadas em organizações, locais, produtos, processos e sistemas de gestão.
EIA/RIMA: Questões e Observações
O EIA deve considerar, como um de seus principais aspectos, as alternativas do projeto. Entre as alternativas, deve ser avaliada a de não execução do projeto. De maneira geral, o EIA foi criado principalmente com o intuito de ser um instrumento poderoso no planejamento e implementação de empreendimentos, sendo uma visão alternativa ao mero ponto de vista econômico.
Projetos sujeitos à elaboração de EIA/RIMA
- Estradas de rodagem com duas ou mais faixas de rolamento e ferrovias;
- Portos e terminais de minério, petróleo, produtos químicos e aeroportos;
- Oleodutos, gasodutos, troncos coletores e emissários de esgotos sanitários;
- Linhas de transmissão de energia elétrica acima de 230kV;
- Obras hidráulicas para exploração de recursos hídricos;
- Extração de combustível fóssil.
Estudos Ambientais
A percepção de que o sistema de aprovação de projetos não podia considerar apenas aspectos tecnológicos e de custo-benefício, excluindo questões culturais, sociais e a participação de comunidades, levou os EUA a uma legislação ambiental que culminou com a implantação do sistema de Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Esse sistema nasceu para monitorar os conflitos entre manter um ambiente saudável e o desenvolvimento, priorizando a prevenção de impactos. O EIA pode ser dividido em duas fases:
- 1ª Fase - Diagnóstico: consideram-se todos os efeitos positivos e negativos associados ao projeto como um todo.
- 2ª Fase - Prognóstico: estuda-se como o projeto pode ser desenvolvido para gerar o menor número possível de efeitos sociais e ambientais negativos, minimizando sua intensidade para que sejam aceitáveis pela sociedade.