Guia Completo de Primeiros Socorros: Procedimentos Essenciais

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Primeiros Socorros: Procedimentos Essenciais

Primeiros socorros são procedimentos simples com o intuito de manter vidas em situações de emergência, realizados por pessoas comuns com conhecimentos básicos, até a chegada de atendimento médico especializado.

É fundamental obter treino em primeiros socorros antes de precisar usar os procedimentos em qualquer situação de emergência.

Diversas situações podem necessitar de primeiros socorros. As situações mais comuns são para atender vítimas de acidentes automobilísticos, atropelamentos, incêndios, tumultos, afogamentos, catástrofes naturais, acidentes industriais, ou para atender pessoas que passem mal subitamente, como em casos de apoplexia (ataque cardíaco), ataques epilépticos, convulsões, etc.

Tão importante quanto os próprios primeiros socorros é providenciar atendimento especializado. Ao informar as autoridades, deve-se ser direto e preciso sobre as condições da(s) vítima(s) e o local da ocorrência.

Índice

  • 1 Avaliação da Cena ou Sinistro
  • 2 Avaliação das Condições Gerais da Vítima
  • 3 Assistência
    • 3.1 Posição Lateral de Segurança (PLS)
      • 3.1.1 O que fazer
  • 4 Respiração
    • 4.1 Abertura das Vias Respiratórias
    • 4.2 Respiração Artificial
      • 4.2.1 Procedimentos
    • 4.3 Asfixia / Sufocação
      • 4.3.1 O que fazer
      • 4.3.2 Procedimentos que, em hipótese alguma, devem ser praticados
    • 4.4 Crise Asmática
      • 4.4.1 O que fazer
    • 4.5 Convulsão
      • 4.5.1 O que fazer
  • 5 Circulação
    • 5.1 Avaliação
    • 5.2 Massagem Cardíaca
  • 6 Hemorragias
    • 6.1 Hemorragias Externas
      • 6.1.1 O que fazer
    • 6.2 Hemorragia Nasal
      • 6.2.1 O que fazer
      • 6.2.2 O que NÃO Fazer
    • 6.3 Hemorragia na Palma da Mão
    • 6.4 Sintomas (Relacionados a Ataque Cardíaco)
    • 6.5 Diagnóstico (Relacionado a Ataque Cardíaco)
    • 6.6 Exames (Relacionados a Ataque Cardíaco)
    • 6.7 Tratamento (Relacionado a Ataque Cardíaco)
    • 6.8 Cuidados (Relacionados a Ataque Cardíaco)
    • 6.9 Prevenção (Relacionada a Ataque Cardíaco)
  • 7 Desmaio
    • 7.1 O que fazer
    • 7.2 O que NÃO Fazer
  • 8 Estado de Choque
  • 9 Ferimentos
    • 9.1 Picadas
      • 9.1.1 O que fazer
    • 9.2 Mordeduras
      • 9.2.1 O que fazer
    • 9.3 Perfurações
  • 10 Queimaduras
    • 10.1 Queimaduras de 1º Grau
    • 10.2 Queimaduras de 2º Grau
    • 10.3 Queimaduras de 3º Grau
    • 10.4 Queimaduras de 4º Grau
    • 10.5 Queimaduras de 5º Grau
      • 10.5.1 O que deve fazer
      • 10.5.2 O que NÃO Fazer
  • 11 Entorses
    • 11.1 O que Fazer
  • 12 Fraturas
    • 12.1 O que fazer
    • 12.2 O que NÃO Fazer
  • 13 Choques Elétricos
  • 14 Envenenamento e Intoxicação
    • 14.1 Envenenamento por Via Digestiva
      • 14.1.1 Por Produtos Alimentares
      • 14.1.2 O que fazer
      • 14.1.3 Por Medicamentos
      • 14.1.4 O que deve Fazer
      • 14.1.5 Por Produtos Tóxicos
  • 15 Insolação / Golpe de Calor
    • 15.1 O que deve Fazer
  • 16 Transporte de Vítimas
  • 17 Orientações Gerais
    • 17.1 Contatos para Socorro Especializado no Brasil
    • 17.2 Contatos de Emergência em Portugal
    • 17.3 Em Outros Países
  • 18 Ver Também
  • 19 Ligações Externas
  • 20 Notas

É muito importante salientar que, para a abordagem de uma vítima, primeiro você deverá ter ideia de um contexto geral da situação, pois apenas com uma pré-avaliação do local podemos conhecer o tipo de vítima com a qual está lidando. Assim, sendo classificada de uma forma muito simples: Clínica (mal súbito, problemas fisiológicos), ou Trauma (Mecanismos de troca de Energia). A avaliação da cena também é importante para que se possa dimensionar os riscos potenciais existentes na cena, prevenindo assim que a pessoa que tem o intuito de aplicar os PS não se torne mais uma vítima da ocorrência.

Avaliação das Condições Gerais da Vítima

Todo procedimento de primeiros socorros deve começar com a avaliação das condições da(s) vítima(s).

Deve-se observar sinais (tudo o que se observa ao examinar uma vítima: respiração, pele fria, palidez, etc.), sintomas (é o que a vítima informa sobre si mesma: náusea, dor, vertigem, etc.) e sinais vitais (sinais cuja ausência ou alteração indica irregularidade no funcionamento do organismo. São eles: pulso (batimentos cardíacos), respiração, pressão arterial e temperatura. Existem estudos, à luz das evidências científicas atuais, que o estado de consciência pode ser considerado o quinto sinal vital, uma vez que somente os vivos sentem dor).

Desta forma, um ponto importante tanto para o socorrista profissional ou leigo será em primeiro momento avaliar o nível de consciência de sua vítima usando um parâmetro muito simples, chamado AVDI:

  • A (Alerta)
  • V (Voz)
  • D (Dor)
  • I (Inconsciência)

Em primeiro lugar, ao abordar a vítima, independente do mecanismo ser traumático ou clínico: se ao tocar na vítima o socorrista percebe uma reação espontânea, que ela conclui estar na fase A (Alerta). Isto é um indício de que existe atividade neurológica: o cérebro está sendo suprido de oxigênio, pois para isto acontecer ele tem de estar estimulando o grupo muscular da respiração, como musculatura diafragmática e intercostal (caixa torácica).

Já a fase V (Voz) é percebida quando a vítima não responde ao ser chamada pelo nome. É bom lembrar que a audição é um dos últimos sentidos a serem perdidos antes de o cérebro entrar em estado de inconsciência.

Não havendo nenhuma resposta à solicitação verbal, estimularemos a D (Dor): o socorrista deve usar a mão e, com a área da dobra dos dedos, friccionar o esterno da vítima, que fica localizado no meio do tórax, na junção das costelas. Havendo uma resposta muscular da vítima, seja em tentar inibir o estímulo ou qualquer outra, saberemos que ainda existe uma atividade neurológica funcional, ou seja, o cérebro ainda recebe oxigênio.

Entretanto, se não houver nenhum tipo de resposta, como não estar em Alerta, não responsivo à Voz ou à Dor, a vítima está no estágio de I (Inconsciência), no qual o cérebro não mais recebe oxigênio e, por falta deste, não haverá estímulo muscular. O que preocupa é a possibilidade de necrose, que é a morte de parte dos tecidos do cérebro por escassez de oxigênio. Isso pode levar à paralisia, ao coma e, em casos mais graves, à morte. Acontece também o que chamamos de relaxamento muscular generalizado, e o músculo da cavidade bucal, localizado imediatamente abaixo da língua, pode fazê-la inclinar-se para trás, o que obstrui a passagem de ar.

Assistência

Posição Lateral de Segurança (PLS)

A Posição Lateral de Segurança pode ser utilizada em várias situações que necessitam de primeiros socorros, em que a vítima esteja inconsciente, mas respirando e com um bom pulso, uma vez que esta posição permite uma melhor ventilação, libertando as vias aéreas superiores.

Esta não deve ser realizada quando a pessoa:

  • Não estiver a respirar;
  • Tiver uma lesão na cabeça, pescoço ou coluna;
  • Tiver um ferimento grave.

O que fazer?

  1. Com a vítima deitada, ajoelhe-se ao seu lado;
  2. Vire a cara da vítima para si. Incline a cabeça desta para trás, colocando-a em hiperextensão para abrir as vias aéreas e impedir a queda da língua para trás e a sufocação por sangue. Se a vítima estiver inconsciente, verifique a boca e remova possíveis materiais que possam estar dentro dela;
  3. Coloque o braço da vítima que estiver mais próximo de si ao longo do seu corpo, prendendo-o debaixo das nádegas dela;
  4. Coloque o outro braço da vítima sobre o peito dela;
  5. Cruze as pernas da vítima, colocando a perna que estiver mais afastada de si por cima da canela da outra perna;
  6. Apoie a cabeça da vítima com uma mão e segure a vítima pela roupa, na altura das ancas, virando-a para si;
  7. Dobre o braço e a perna da vítima que estiverem voltados para cima até formarem um certo ângulo em relação ao corpo;
  8. Puxe o outro braço da vítima, retirando-o debaixo do corpo dela;
  9. Certifique-se de que a cabeça mantém-se inclinada para trás de forma a manter as vias aéreas abertas.

Respiração

A respiração é crítica para a sobrevivência do organismo; garanti-la é o ponto fundamental de qualquer procedimento de primeiros socorros. O cérebro tem lesões irreversíveis (necroses) no máximo de 6 minutos após a interrupção da respiração. Após 10 minutos, a morte cerebral é quase certa.

Para verificar a respiração, flexione a cabeça da vítima para trás, coloque o seu ouvido próximo à boca do acidentado, ao mesmo tempo em que observa o movimento do tórax. Ouça e sinta se há ar saindo pela boca e pelas narinas da vítima. Veja se o tórax se eleva, indicando movimento respiratório.

Se não há movimentos respiratórios, isso indica que houve parada respiratória.

Abertura das Vias Respiratórias

O primeiro procedimento é verificar se há obstrução das vias aéreas do paciente. Para isso, mantenha o queixo da vítima levemente erguido para facilitar a respiração. Usando os dedos, remova da boca objetos que possam dificultar a respiração: próteses, dentaduras, restos de alimentos, sangue e líquidos. Os movimentos do pescoço devem ser limitados e com o máximo cuidado: lesões na medula podem causar danos irreparáveis. É bom também ressaltar: nunca aproxime a mão ou os dedos na boca de uma vítima que esteja sofrendo convulsões ou ataques epilépticos.

Respiração Artificial

É o processo mecânico empregado para restabelecer a respiração, que deve ser ministrado imediatamente em todos os casos de asfixia, mesmo quando houver parada cardíaca.

Os pulmões precisam receber oxigênio, caso contrário ocorrerão sérios danos ao organismo no aspecto circulatório, com grandes implicações para o cérebro.

A respiração artificial é feita de cinco modos:

a) Boca-a-boca
b) Boca-nariz
c) Boca-nariz-boca
d) Boca-máscara
e) Por aparelhos (entubação)

A máscara de respiração é indicada para preservar o socorrista do contágio de doenças.

Procedimentos

Os procedimentos são os seguintes:

- Deitar a vítima de costas sobre uma superfície lisa e firme;
- Retirar da boca da vítima próteses (dentaduras, aparelhos de correção, se possível) e restos de alimentos, desobstruindo as vias aéreas;
- Elevar com delicadeza o queixo da vítima, estabilizando a coluna cervical (é importante o cuidado com a medula e que a vítima não se movimente, em especial atenção em casos de possível traumatismo);
- Tampar as narinas com o polegar e o indicador e abrir a boca da vítima completamente;
- A partir daí, o socorrista deverá respirar fundo, colocar sua boca sobre a boca da vítima (sem deixar nenhuma abertura) e soprar com força por duas vezes seguidas até encher os pulmões, que se elevarão;
- Afastar-se, tomar ar novamente e repetir a operação em média 12 vezes por minuto, de maneira uniforme e sem interrupção (ou seja, a cada 5 segundos a pessoa deve repetir a operação).

É importante dizer que a ausência de pulsação requer o procedimento de compressão torácica externa (massagem pulmonar) ou reanimação cardíaca.

Asfixia / Sufocação

Dependendo da gravidade da asfixia, os sintomas podem ir de um estado de agitação, palidez, dilatação das pupilas (olhos), respiração ruidosa e tosse, a um estado de inconsciência com parada respiratória e cianose (tonalidade azulada) da face e extremidades (dedos dos pés e das mãos).

O que fazer?

  • Manobra de Heimlich

Se a asfixia for devida a um corpo estranho, proceda assim (numa criança pequena):

  • Se o objeto estiver no nariz, peça à criança para assoar com força, comprimindo com um dedo a outra narina;
  • Se for na garganta, abra a boca e tente extrair o objeto, se este ainda estiver visível, usando o dedo indicador em gancho ou uma pinça, com cuidado para não empurrar o objeto;
  • Coloque a criança de cabeça para baixo, sacuda-a e dê tapas (não violentos, mas vigorosos) no meio das costas, entre as omoplatas, com a mão aberta.

Quando há algum objeto impedindo a passagem de ar, muitas vezes médicos se veem obrigados a perfurar com uma caneta, ou objeto equivalente, a parte inferior frontal do pescoço, perfurando a pele onde há uma pequena cavidade (na parte final da laringe, já próxima à traqueia). Retirada a caneta, a pessoa pode passar a respirar pelo pequeno orifício. Destacamos que tal procedimento deve ser adotado por pessoas com conhecimento avançado de anatomia, para que não sejam atingidas artérias, cordas vocais, etc.

É válido ressaltar que ninguém pode ser condenado criminalmente por tentar salvar a vida de terceiro, ainda que no socorro acabe provocando lesões como a fratura de uma costela, fato comum na hipótese de reanimação cardíaca. Isso ocorre na hipótese da excludente de ilicitude denominada Inexigibilidade de Conduta Diversa. [Carece de fontes?]

Procedimentos que, em hipótese alguma, devem ser praticados

  • Abandonar o asfixiado para pedir auxílio

Crise Asmática

A criança/jovem com asma é capaz de responder a uma crise de falta de ar em situações de exercício intenso (nomeadamente a corrida), conflito, ansiedade, castigos, etc. Caracteriza-se por uma tosse seca repetitiva e dificuldade em respirar, respiração sibilante, audível, ruidosa (pieira e/ou farfalheira), ar aflito, ansioso, respiração rápida e difícil, pulso rápido, palidez, suores e prostração, apatia.

Na fase de agravamento da crise, a respiração é muito difícil, lenta e há cianose das extremidades, isto é, as unhas e os lábios apresentam-se arroxeados.

O que fazer

  • Tranquilizar a situação. É importante ser capaz de conter a angústia e a ansiedade da criança/jovem, falando-lhe calmamente, e assegurando-lhe rápida ajuda médica;
  • Manter a criança/jovem em local arejado onde não haja pó, odores ou fumaça;
  • Colocá-lo numa posição que lhe facilite a respiração;
  • Contactar e informar a família;
  • Se tiver conhecimento, pode administrar o tratamento aconselhado pelo médico para as crises;
  • Se não houver melhoria, a criança deve ser transportada para o hospital.

Recomenda-se aos asmáticos "em crise" que deitem diretamente num chão de madeira ou num colchão fino para deixar a coluna reta.

Em seguida, convém respirar com calma, pegando bastante ar com o nariz, com uso do diafragma, jogando o ar em direção ao estômago de modo a encher bem os pulmões. Após isso, convém soltar o ar com a boca bem devagar, esvaziando ao máximo os pulmões sem pressa. Mantendo a sequência, a pessoa recupera o controle da respiração.

Se alguém estiver junto, pode colocar uma mão (sem fazer peso) sobre o pulmão do asmático para acalmá-lo.

É bom cuspir qualquer secreção decorrente do trato respiratório durante o exercício.

É recomendável o ingresso em atividade de natação, que auxilia bastante nessa parte de controle e desenvolvimento da respiração.

Convulsão

É muitas vezes conhecida por "ataque" e caracteriza-se por alguns dos seguintes sinais e/ou sintomas:

  • Movimentos bruscos e incontrolados da cabeça e/ou extremidades,
  • Perda de consciência com queda desamparada,
  • Olhar vago, fixo e/ou "revirar dos olhos",
  • "Espumar pela boca",
  • Perda de urina e/ou fezes,
  • Morder a face e/ou lábios.

O que fazer

  • Afastar todos os objetos onde a pessoa possa se machucar;
  • Proteger a vítima contra os traumatismos, amortecendo a cabeça com almofadas ou casacos, ou ainda com as mãos;
  • Ter o devido cuidado para não colocar os dedos na boca da vítima durante a crise.
  • Tornar o ambiente calmo, afastando os curiosos;
  • Anotar a duração da convulsão;
  • Acabada a fase de movimentos bruscos, colocar a pessoa na Posição Lateral de Segurança;
  • Manter a criança/jovem em ambiente tranquilo e confortável;
  • Avisar os pais;
  • Enviar ao hospital sempre que:
  • For a primeira convulsão
  • Durar mais de 8 a 10 minutos
  • Se repetir

Circulação

Avaliação

A circulação é inicialmente avaliada através do pulso: a onda de pressão que é sentida quando o coração bombeia o sangue através das artérias, indicando condições cardíacas.

É sentida nas artérias carótidas, que se localizam uma de cada lado do pescoço, ao lado do Pomo-de-Adão, no sulco entre a traqueia e o músculo do pescoço. Existem diversos outros pontos onde se pode sentir o pulsar das artérias, entre elas a artéria radial (logo abaixo da mão). O pulso deve ser sentido com os dedos indicador e médio, que devem pressionar levemente o local.

Dada a complexidade da avaliação do pulso, em formações para leigos, a medição do pulso foi eliminada, na medida em que seriam necessários mais de 10 segundos para uma correta medição do pulso. Dado isto, os sinais de circulação são avaliados pela existência de tosse, movimentos corporais voluntários (excluindo convulsões, espasmos) e sinais respiratórios.

Massagem Cardíaca

É o procedimento mecânico para reanimação do coração em caso de parada cardíaca. Deve ser feita da seguinte forma.

  1. Posicione-se ao lado da vítima, na altura do tórax; a vítima deverá estar em decúbito dorsal (barriga para cima), sobre superfície dura e plana.
  2. Encontre o apêndice xifóide e conte três dedos acima; posicione a mão com a palma para baixo e intercale os dedos com a segunda mão; (O lugar preciso para a aplicação da pressão também pode ser encontrado a partir do esterno: localize o osso final entre as costelas (esterno) e dois/três dedos acima dele) coloque a palma da sua mão esquerda e sobre o dorso da mesma a mão direita. Os dedos deverão estar entrelaçados;
  3. Estique os braços e realize a força com o peso do corpo (a compressão deve ter a força necessária para gerar um afundamento de 4 a 5 cm).
  4. Realize 30 compressões seguidas (a uma velocidade de 80 a 100 compressões por minuto), antes de reavaliar o pulso. Se houver parada respiratória, intercale 2 ventilações a cada 30 compressões e realize 5 ciclos:
30 massagens e 2 respirações (x5)

Ao final, reavalie o pulso carotídeo e, se não houver sucesso, repita o procedimento.

A pressão realizada no tórax contra uma superfície rígida provoca uma compressão do coração entre o esterno e a coluna dorsal e um aumento da pressão intratorácica, provocando o esvaziamento ativo e enchimento passivo das cavidades do coração, fazendo o sangue circular por todo o organismo.

Hemorragias

Hemorragias Externas

Uma hemorragia é a perda de sangue devido à ruptura de vasos sanguíneos, que pode ser interna ou externa. A hemorragia externa é o derramamento, para fora do corpo, do sangue proveniente de uma ferida.

Um derramamento de sangue pode provocar quebra da tensão arterial ou um colapso. Os sinais de colapso da circulação sanguínea são: sensação de estar mal, frio, angústia; palidez; transpiração; pulso muito rápido. As pessoas com um colapso precisam de assistência médica urgente.

O que fazer

  • Deitar horizontalmente a vítima (facilita a circulação sanguínea entre o coração e o cérebro);
  • Se for possível, calçar luvas descartáveis;
  • Aplicar sobre a ferida uma compressa esterilizada ou, na sua falta, um pano lavado (de modo a limitar o risco de infecção), exercendo uma pressão firme com uma ou as duas mãos, um dedo ou com uma ligadura limpa, conforme o local e a extensão do ferimento;
  • Se o penso ficar saturado de sangue, colocar outro por cima, mas sem retirar o primeiro;
  • Fazer durar a compressão até a hemorragia parar (pelo menos 10 minutos). Caso a hemorragia não pare, não deve ser comprimida a artéria;
  • A pressão manual no local deve ser em seguida substituída com uma ligadura compressiva;
  • Quando a hemorragia parar, deve ser aplicado um penso compressivo.

Durante este procedimento, deve-se:

  • Acalmar a vítima, mantendo-a acordada;
  • Mantê-la confortavelmente aquecida;
  • Não a deixar comer ou beber.

Se se tratar de uma ferida dos membros com hemorragia abundante, pode ser necessário aplicar um esganador ou torniquete. Este pode ser feito com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) e deve ser aplicado logo acima do ferimento. Este tipo de procedimento não é indicado a pessoas leigas, pois pode ocorrer a necrose (morte) do membro por falta de circulação/oxigenação.

Hemorragia Nasal

A hemorragia nasal é causada pela ruptura de vasos sanguíneos da mucosa nasal. Caracteriza-se pela saída de sangue pelo nariz, por vezes abundante e persistente, e se a hemorragia é grande, o sangue pode sair também pela boca.

O que fazer

  • Sentar a pessoa com o tronco inclinado para a frente para evitar a deglutição do sangue;
  • Comprimir com o dedo a narina que sangra;
  • Aplicar gelo ou compressas frias exteriormente;
  • Não permitir assoar;
  • Se a hemorragia não parar, introduzir na narina que sangra um tampão coagulante ou compressa, fazendo pressão para que a cavidade nasal fique bem preenchida.

O que NÃO Fazer

  • Deitar a vítima;
  • Colocar água oxigenada ou qualquer desinfetante.

Nota: Se a hemorragia persistir por mais de 10 minutos, transportar a vítima para o hospital.

Hemorragia na Palma da Mão

  • O ferido deve fechar fortemente a mão sobre um rolo de compressas esterilizadas ou, na sua falta, um rolo de pano lavado, de modo a fazer compressão sobre a ferida;
  • Colocar em seguida uma ligadura ou pano dobrado à volta da mão;
  • Colocar o braço ao peito com a ajuda de um lenço grande, mantendo a mão com a ferida bem levantada.

Nota: No caso de uma hemorragia abundante, é uma situação grave que necessita de transporte urgente para o hospital. Deve-se, portanto, chamar uma ambulância, nunca se devendo transportar sozinho um ferido para o hospital, uma vez que os solavancos durante o transporte podem interromper o afluxo de sangue ao coração.

"Ataque Cardíaco (Apoplexia)"

Um ataque cardíaco acontece quando parte do seu coração não recebe oxigênio em quantidade suficiente.

O coração é um músculo como os outros do corpo, precisa de oxigênio, pelo que este é fornecido pelo sangue dos vasos sanguíneos, conhecidos como artérias coronárias. Um coágulo sanguíneo em uma dessas artérias pode bloquear o fluxo de sangue para o músculo cardíaco, o que acarreta prejuízos ao coração e, dependendo do tempo de duração deste bloqueio, uma parte do coração necrosa (morre), fazendo com que pare de funcionar corretamente.

Ataques cardíacos podem ocorrer caso seu coração passe a precisar subitamente de mais oxigênio durante exercícios intensos. Tanto homens como mulheres têm ataques cardíacos, e este risco aumenta com a idade.

Placas de ateroma (fragmentos de colesterol) podem crescer no interior das artérias, diminuindo seu diâmetro. Além disso, coágulos sanguíneos podem então se formar nesta artéria estreitada e bloqueá-la.

Sintomas

  • Dor no peito irradiando para o lado esquerdo
  • Dor no ombro, braço, barriga ou mandíbula
  • Falta de ar
  • Suor intenso
  • Náusea
  • Fraqueza ou tontura
  • Palidez

Ataques cardíacos são possíveis durante descanso ou exercícios, portanto é importante que mantenha seu médico informado sobre possíveis riscos.

Diagnóstico

O médico examinará você e perguntará sobre o histórico médico. Pode ser necessário a realização de alguns exames para verificar como o seu coração está trabalhando.

Exames

  • ECG (eletrocardiograma)
  • Ecocardiograma
  • CPK (Fosfoquinase)
  • CK-MB (Fração MB da Creatinofosfoquinase)
  • Troponinas T e I
  • Mioglobina

Tratamento

  • Permanecerá no hospital por 2 a 7 dias.
  • Receberá oxigênio, por um determinado período, para melhorar a função e oxigenação do músculo cardíaco.
  • Realizará um cateterismo cardíaco (cineangiocoronariografia e ventriculografia) para verificar qual artéria do coração (coronária) está danificada (bloqueada total ou parcialmente) e quanta função cardíaca foi avariada, e assim realizar uma angioplastia imediatamente ou programar angioplastia ou revascularização miocárdica ou tratamento clínico.
  • Pode ser necessário a realização de uma cirurgia para abrir ou criar um caminho acessório (Bypass) para a artéria bloqueada.
  • Poderá receber medicação para dissolver o coágulo.
  • Outros medicamentos podem ser administrados.

Todo tratamento é a critério médico.

Assim que melhorar, o médico criará um programa de cuidados. Quando for para casa, pode ser necessário que use um pequeno monitor cardíaco nos primeiros dias que gravará os batimentos cardíacos.

Cuidados

  • Siga o plano de tratamento feito por seu médico.
  • Coma alimentos saudáveis, pobres em sal e gordura.
  • Perca peso, se necessário. Mantenha-se no seu peso ideal.
  • Inicie a realização de exercícios quando seu médico liberar para tal atividade e aumente a intensidade dos mesmos de acordo com as recomendações.
  • Não fume.
  • Tenha sempre disponível a sua medicação. A criação de uma lista com os nomes, as dosagens e os horários que deve tomar é útil.
  • Tente manter seu colesterol normal.

Consiga informações específicas de seu médico sobre as providências a serem tomadas ao sentir dor no peito, incluindo:

  • Quais medicações deve tomar.
  • Quando chamar o médico.
  • Quando chamar um serviço de emergência.

Chamar o serviço de emergência no momento apropriado aumenta a chance de permanecer vivo e também diminui os danos ao coração.

Prevenção

Existem muitas maneiras de proteger o coração e diminuir os riscos:

  • Não fume.
  • Se tem diabetes, tente mantê-lo sob controle.
  • Alimente-se bem.
  • Controle a sua pressão sanguínea.
  • Coma alimentos pobres em sal e gordura.
  • Pratique exercícios regularmente.

Desmaio

É provocado por falta de oxigênio ou açúcar no cérebro, ao que o organismo reage de forma automática, com perda de consciência e queda do corpo. Diversas são as causas: excesso de calor, fadiga, falta de alimentos, etc. Caracteriza-se por palidez, suores frios, falta de forças e pulso fraco.

O que fazer

Se nos apercebermos de que a pessoa está prestes a desmaiar devemos
  • Sentá-la e colocar-lhe a cabeça entre as pernas, ou deitá-la e levantar-lhe as pernas
  • Molhar-lhe a cabeça com água fria
  • Desapertar-lhe as roupas
Se a pessoa já estiver desmaiada
  • Deitá-la com a cabeça de lado (PLS) e as pernas mais baixas.
  • Desapertar-lhe as roupas
  • Mantê-la confortavelmente aquecida
  • Logo que recupere os sentidos, dar-lhe de beber bebidas açucaradas
  • Consultar o médico posteriormente
  • Caso não recupere os sentidos, fazer uma papa com muito açúcar e pouca água e colocá-la debaixo da língua da vítima. O açúcar deve ser "empapado em água" (não dissolvido, mas sim misturado apenas com algumas gotas de água); (Acionar de imediato os meios de emergência médica)

O que NÃO Fazer

  • Dar-lhe de beber enquanto a vítima não recuperar os sentidos, pois pode sufocar/afogar-se com os líquidos.
Nota
  • Se o desmaio for superior a 2 minutos, dirigir-se ao hospital
  • Em caso de dúvida, administrar sempre açúcar em papa debaixo da língua, pois se estiver em hipoglicemia estaremos a contribuir para a melhoria do estado da vítima, e se estiver em hiperglicemia, pouco irá fazer subir os níveis. Além disso, é sempre preferível níveis altos do que muito baixos.
  • Usar e abusar do açúcar à menor suspeita, pois tomado em exagero quando não prejudica, enquanto a falta ou o atraso ataca o cérebro e pode levar ao coma e à morte.

Estado de Choque

No caso de a vítima estar em Estado de Choque, é necessário deitá-la de costas com a cabeça baixa e de lado, coloca-se também as pernas da vítima a formarem um ângulo de 45 graus com o solo. Caso a vítima já se encontre deitada, devemos mantê-la nessa posição. Posteriormente, devemos desapertar-lhe a roupa que possa dificultar-lhe a circulação ou a ventilação, e tentar acalmar a vítima e seus acompanhantes. A temperatura corporal do indivíduo deve manter-se constante, sendo necessário tapá-lo/cobri-lo. Depois, chama-se a ambulância para que o sinistrado tenha acompanhamento médico.

Caso se trate de um Estado de Choque que provoque a inconsciência da vítima, deve-se colocá-la em posição lateral (PLS), com os mesmos procedimentos continuando. Nota importante: nunca administrar líquidos ao sinistrado. São vários os fatores que ocasionam o Estado de Choque, considerado reação comum em vítimas de acidentes com hemorragias internas ou externas, emoções fortes, choques elétricos, queimaduras, etc..

Ferimentos

Picadas

As crianças, devido à sua enorme curiosidade e devido ao facto de lhes agradar as atividades ao ar livre, estão muitas vezes suscetíveis a picadas de insetos, nomeadamente de abelhas e vespas, e também a picadas de peixes venenosos, ouriços e alforrecas (medusas, águas-vivas), quando as crianças frequentam a praia.

O que fazer

Existem alguns cuidados relativos às picadas. Em relação às picadas de abelhas e vespas deve:

  • Não retirar os ferrões com pinças nem os espremer. Raspe o local com lâmina;
  • Desinfetar com álcool ou outro antisséptico (Betadine dérmico);
  • Aplicar gelo localmente.

No entanto, por vezes necessita-se de cuidados especiais e de transporte urgente para o hospital. É o caso de picadas múltiplas (enxame), picadas em pessoas alérgicas e picadas na boca e garganta (devido ao risco de asfixia).

Em relação às picadas de peixes venenosos/ouriços/alforrecas, deve:

  • Aplicar no local cloreto de etilo ou, na sua falta, álcool, ou gelo, pois estas picadas provocam, muitas vezes, dores muito intensas.

Mordeduras

Os tipos de mordeduras mais comuns são as de cães e de gatos, e outros animais. Menos comuns, mas, geralmente, mais perigosas, são as mordeduras de cobras e roedores. Os problemas de saúde consequentes de uma mordedura dependem do tipo de animal e da gravidade da mordedura, e incluem:

  • Raiva: infecção grave, causada por um vírus que ataca o sistema nervoso central e que, geralmente, é fatal;
  • Veneno;
  • Hemorragia;
  • Infecção;
  • Perda de tecido, em ferimentos desfigurantes;
  • Tétano: em que ocorre uma libertação de uma toxina, que causa endurecimento persistente do maxilar inferior e que pode ser prevenida pela vacina contra o tétano;
  • Reações alérgicas;

O que fazer

Mordedura de Cão
  • Desinfetar o local da mordedura;
  • Se a ferida estiver inchada, aplicar gelo embrulhado num pano limpo por 10 minutos;
  • Informar-se se o cão está corretamente vacinado;
  • Providenciar que a vítima receba a vacina do tétano, se não a tiver tomado.

Nota: É uma situação que necessita de transporte para o hospital

Mordedura de Gatos / Ratos
  • Desinfetar o local da mordedura;
  • Transportar sempre a vítima para o hospital.
Mordedura de Humanos SEM hemorragia importante
  • Lavar o ferimento com água e sabão durante pelo menos 5 minutos, sem esfregar com força;
  • Desinfetar o local da mordedura;
  • Cobrir o ferimento com compressa esterilizada;
  • Se estiver inchado, aplicar gelo.

Se notar qualquer sinal de infecção, como vermelhidão, pus, febre, deve contactar o médico.

Perfurações

Queimaduras

Uma queimadura pode ter vários graus de gravidade e pode ser considerada grave quando as suas características fazem com que seja necessária uma consulta médica ou a hospitalização. A gravidade da queimadura depende de vários fatores: da zona atingida pela queimadura (localização), da extensão da queimadura, profundidade, natureza ou causa da queimadura e da fragilidade do indivíduo.

A complicação mais imediata de uma queimadura grave é o estado de choque e a paragem cardiorrespiratória, causados pela dor, pela perda de plasma em correspondência com a zona queimada e pelas substâncias libertadas pelos tecidos lesionados. As complicações tardias são de dois tipos: a infecção da queimadura; uma cicatrização insuficiente que requer um enxerto cutâneo.

É caracterizada, sobretudo, por:

De acordo com a profundidade atingida, as queimaduras classificam-se em 3 graus:

Queimaduras de 1º Grau

São as queimaduras menos graves; apenas a camada externa da pele (epiderme) é afetada. A pele fica avermelhada e quente e há a sensação de calor e dor (queimadura simples).

Queimaduras de 2º Grau

Às características das queimaduras de 1º grau junta-se a existência de bolhas com líquido ou flictenas. Esta queimadura já atinge a derme e é bastante dolorosa (queimadura mais grave).

Queimaduras de 3º Grau

Às características das queimaduras de 1º e 2º grau, junta-se a destruição de tecidos. A queimadura atinge tecidos mais profundos, provocando lesão grave, e a pele fica carbonizada (queimadura muito grave). A vítima pode entrar em estado de choque.

Queimaduras de 4º Grau

Exposição de músculos, tendão, ossos (geralmente por eletricidade)

Queimaduras de 5º Grau

Carbonização do corpo. Acaba resultando em óbito.

O que deve fazer

  • Se a roupa estiver em chamas, envolva a vítima numa toalha molhada ou, na sua falta, faça-a rolar pelo chão ou envolva-a num cobertor (cuidado com os tecidos sintéticos);
  • Se a vítima se queimou com água ou outro líquido a ferver, despeça-a imediatamente.
  • Dar água a beber frequentemente;
Se a queimadura for de 1º grau
  • Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente, até a dor acalmar;
  • Aplicar cremes para queimados.
Se a queimadura for de 2º grau
  • Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente, até a dor acalmar;
  • Lavar cuidadosamente com um antisséptico (não aplicar álcool);
  • Se as bolhas não estiverem rebentadas, não as rebentar; aplicar gaze e compressa esterilizada;
  • Se as bolhas rebentarem, não cortar a pele da bolha esvaziada; tratar como qualquer outra ferida. O penso deve manter-se 48 horas e só depois expor a zona queimada ao ar para evitar risco de infecção/tétano;
  • Transportar a vítima para o hospital.
Se a queimadura for de 3º grau (profunda)
  • Arrefecer a região queimada com soro fisiológico ou, na sua falta, com água fria corrente, até a dor acalmar;
  • Lavar cuidadosamente com um antisséptico (não aplicar álcool);
  • Tratar como qualquer outra ferida;
  • Se a queimadura for muito extensa, envolver a vítima num lençol lavado e que não largue pelos, previamente umedecido com soro fisiológico ou, na sua falta, com água simples.

Nota: Situação grave necessita de transporte para o hospital.

Se a queimadura for de 4º grau

Queimadura por choque elétrico, chamar o serviço de emergência.

O que NÃO Fazer

  • Retirar qualquer pedaço de tecido que tenha ficado agarrado à queimadura;
  • Rebentar as bolhas ou tentar retirar a pele das bolhas que rebentaram;
  • Aplicar sobre a queimadura cubos de gelo;
  • Aplicar sobre a queimadura outros produtos além dos referidos.

Nota: O tratamento das queimaduras finais deve ser sempre feito no hospital.

Entorses

Uma entorse é uma lesão nos tecidos moles (cápsula articular e/ou ligamentos) de uma articulação. Manifesta-se por uma dor na articulação, progressiva ou imediata, um inchaço na articulação lesada e pela incapacidade de mexer a articulação lesada.

O que Fazer

  • Evitar movimentar a articulação lesionada;
  • Elevar o membro;
  • Aplicar gelo ou deixar correr água fria sobre a articulação;
  • Alternar as aplicações frias com a aplicação de uma ligadura elástica para comprimir o membro;
  • Consultar o médico posteriormente;
  • Ir rapidamente a um hospital

Fraturas

Uma fratura é caracterizada por dor intensa no local, inchaço, falta de força, perda total ou parcial dos movimentos, e encurtamento ou deformação do membro lesionado.

Em caso de fratura ou de suspeita de fratura, o osso deve ser imobilizado. Qualquer movimento provoca dores intensas e deve ser evitado.

O que fazer

  • Expor a zona da lesão (ou se necessário desapertar/cortar a roupa);
  • Verificar se existem ferimentos;
  • Tentar imobilizar as articulações antes e depois da fratura usando talas apropriadas, ou na sua falta, improvisadas;
  • Dar analgésico (Ben-u-ron) se a criança estiver consciente e com dor, mantendo-a em jejum pela possibilidade de cirurgia;
  • Em caso de fratura exposta, cobrir o ferimento com gaze ou pano limpo.

Nota: As talas devem ser sempre previamente almofadadas e bastante sólidas.

O que NÃO Fazer

  • Tentar encaixar as extremidades do osso partido;
  • Provocar apertos ou compressões que dificultem;
  • Colocar sal no ferimento;
  • Procurar, numa fratura exposta, colocar para dentro as partes dos ossos que estejam visíveis.

Choques Elétricos

Choque Elétrico

A morte causada pela eletricidade é também conhecida como eletrocussão e consiste na passagem de uma corrente elétrica pelo corpo. A eletrocussão pode provocar a morte instantânea, perda dos sentidos mais ou menos prolongada, convulsões e queimaduras no ponto de contacto. É necessário tomar cuidado com quem está sujeito ao choque, tocá-lo pode ser perigoso. O ideal é pegar num objeto constituído por plástico, pois conduzem pouca eletricidade; afastar a vítima do objeto que lhe dá o choque, e verificar os sinais vitais da vítima. Caso esta se encontre em parada cardiorrespiratória, deve-se retirar objetos adjacentes a ela, como por exemplo, dentaduras, óculos, etc., desapertar a roupa e expor o tórax, e proceder então à reanimação, colocando sobre o tórax as duas mãos sobrepostas e realizar 30 compressões seguidas de duas insuflações. Se a vítima estiver inconsciente, mas com pulso e a ventilar, deve-se colocá-la em PLS e contactar o 112 para obter transporte ao hospital mais próximo.

Envenenamento e Intoxicação

O envenenamento é o efeito produzido no organismo por um veneno que seja introduzido.

Envenenamento por Via Digestiva

Por Produtos Alimentares

Caracteriza-se por arrepios e transpiração abundante, dores abdominais, náusea e vômitos, prostração, desmaio, agitação e delírio.

O que fazer

  • Se possível, interrogar a vítima no sentido de tentar perceber a origem do envenenamento;
  • Manter a vítima confortavelmente aquecida;
  • É uma situação grave que necessita de transporte imediato para o hospital.

Por Medicamentos

Dependendo do medicamento ingerido, podem observar-se: vômitos, dificuldade respiratória, perda de consciência, sonolência, confusão, etc.

O que deve Fazer

  • Se possível, interrogar a vítima no sentido de tentar obter o maior número de dados possível sobre o envenenamento;
  • Pedir imediatamente orientações para o Centro de Informação Antivenenos (em Portugal: 808 250 143);
  • Manter a vítima aquecida;
  • É uma situação grave que necessita de transporte imediato para o hospital.

Por Produtos Tóxicos

Alguns dos sintomas incluem: vômitos ou diarreia, espuma na boca, face, lábios e unhas azuladas, dificuldade respiratória, queimaduras à volta da boca (venenos corrosivos), delírio e convulsões, e inconsciência. - NUNCA provocar o vômito! Nota: É uma situação grave que necessita de transporte imediato ao hospital.

Insolação / Golpe de Calor

O suor é o nosso ar condicionado natural. À medida que ele evapora da nossa pele ocorre o resfriamento do corpo. Porém, esse sistema pode falhar se ocorrer uma exposição prolongada ao calor, num local fechado e superaquecido (ex: dentro de uma viatura fechada, ao sol) ou se ocorrer uma exposição prolongada ao sol.

A insolação é caracterizada por: cefaleias (dores de cabeça), tonturas, vômitos, excitação, pele fria e pegajosa, boca seca, fadiga e fraqueza, pulso rápido e inconsciência.

O que deve Fazer

É importante baixar a temperatura do corpo, para tal:

  • Coloque a pessoa num local fresco e à sombra;
  • Desaperte-lhe a roupa, ou remova as roupas e envolva a pessoa num lençol fresco e úmido;
  • Coloque compressas frias na cabeça e axilas;
  • Eleve a cabeça da vítima;
  • Dê a beber água fresca, se a vítima estiver consciente;
  • Se estiver inconsciente, coloque-a em PLS (Posição Lateral de Segurança).

Nota: Esta é uma situação grave, principalmente nas crianças, que pode provocar hemorragia cerebral e, tal como, necessita de transporte urgente para o hospital.

Transporte de Vítimas

Quando TRANSPORTAR

1. Quando não for possível prestar o atendimento básico no local; 2. Quando não for possível esperar ajuda especializada (locais desprovidos de instituições habilitadas a dar atendimento); 3. Quando o local oferecer risco iminente.

Obs.: Em caso de risco iminente, o socorrista deve atentar para a sua segurança profissional.

COMO TRANSPORTAR

O método de transporte escolhido deve se adequar:

1. Ao número de socorristas; 2. À força e habilidade dos socorristas; 3. Aos tipos de lesão da vítima e seu estado de consciência; 4. Ao peso da vítima; 5. À proporção de tamanho entre socorrista e vítima; 6. À proporção de tamanho entre os socorristas que vão transportar; 7. Distância do local e tipo de terreno; 8. Material disponível para auxiliar no transporte.

Orientações Gerais

  • Manter a vítima calma;
  • Procure socorro;
  • Evite mover a vítima;
  • Sinalizar o local onde ocorreu o acidente;
  • Ligar para socorro médico

Contatos para Socorro Especializado no Brasil

Em todo o território nacional, discar:

  • Polícia: 190
  • Emergência Médica (SAMU): 192
  • Bombeiros: 193
  • Polícia de Trânsito - 194
  • Polícia Rodoviária Federal: 191
  • FONE 0800 ****** nas rodovias de concessão. Vale a pena ter tal telefone antes de pegar a estrada, visto que em tais rodovias costuma haver serviço de auxílio médico e mecânico ao usuário

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