Guia de Controle de Biofilme e Saúde Periodontal

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Controle de biofilme profissional: Consiste em orientar a técnica de escovação e motivar o paciente, controlar o biofilme, remover o cálculo supragengival e eliminar áreas de retenção do biofilme bacteriano.

Paciente: Deve estar motivado e controlar o biofilme através da escovação e do uso do fio dental.

Sequência para controle de biofilme:

  • Orientação e motivação do paciente;
  • Remoção de cálculo supragengival;
  • Reavaliação de superfície;
  • Profilaxia.

Trauma de escovação: Causado por agentes abrasivos utilizados nos dentifrícios e pressão excessiva utilizada durante a escovação. Como sequelas, tem-se a recessão gengival, abrasão dental e hipersensibilidade.

Troca de escova: Deve ocorrer quando as cerdas perdem as características de forma e disposição, geralmente entre 2 a 3 meses.

Biofilme/Placa: Encontrado em superfícies duras supragengivais ou subgengivais.

  • Fase reversível: Aderência inicial bacteriana, localizadas na superfície ou no interior da película, isoladas ou em grupos, aderidas por forças iônicas e de van der Waals.
  • Fase irreversível: A bactéria aderida inicia a multiplicação e a interação entre microrganismos.

A produção de carboidratos e polissacarídeos auxilia na formação da matriz intermicrobiana, dentre elas as levanas, que auxiliam na produção de reservas de energia bacteriana. Ocorre crescimento celular dependente de nutrientes e síntese de matriz extracelular; a espessura do biofilme aumenta, desenvolvendo um meio anaeróbico com aumento de fermentação.

Biofilme Subgengival: Depende do biofilme supragengival; para sua remoção, é necessária ação mecânica. Características: maior espessura do biofilme, presença de biofilme aderido à superfície dental e não aderido, fluido gengival, exsudato inflamatório e sangue responsáveis pela nutrição bacteriana.

Retenção do biofilme: Posicionamento dental, anormalidade anatômica, região de furca, restauração, prótese e bandas ortodônticas.

Película Adquirida (PA): Promove a aderência inicial bacteriana sobre a superfície dental. Forma-se sobre a superfície dental pela adsorção de glicoproteínas e componentes do fluido gengival. Este filme aumenta a eficiência de adesão bacteriana, e algumas bactérias possuem estruturas específicas de adesão, como fímbrias.

Colonização primária: Feita por cocos gram-positivos anaeróbios, composta por Streptococcus; na próxima fase, gram-positivos como Actinomyces sp. superam os estreptococos. Receptores da superfície de cocos e bastonetes gram-positivos permitem a aderência de microrganismos gram-negativos, como Veillonella e demais bactérias gram-negativas.

Tratamento da gengivite: Controle mecânico do biofilme bacteriano, escovação e uso de fio dental, restabelecendo a normalidade do tecido gengival após a remoção do agente etiológico.

Matéria Alba: Agregados bacterianos, leucócitos e células epiteliais descamativas que se acumulam na superfície da placa e dos dentes. Não possui estrutura interna. É removível por jato de água e não é aderida à superfície dental.

Cálculo: A hidroxiapatita é predominante na camada interna do cálculo. Aderência: Calcificação da película, abaixo da placa, entrando em contato com cristais de esmalte, cemento ou dentina; irregularidades da superfície dental facilitam o embricamento dos cristais do cálculo. Etiologia: Facilita a retenção de biofilme bacteriano, coberto por superfície não mineralizada de placa, o que dificulta a higiene do paciente.

Mecanismo de defesa da gengiva: Descamação celular do epitélio gengival, migração de leucócitos através do epitélio juncional e sulco gengival, e fluido gengival.

Fluido gengival: É um exsudato inflamatório e pode ser utilizado como auxílio de diagnóstico. Saúde periodontal: Ausência de placa, biofilme bacteriano compatível com a saúde periodontal, não ocorre destruição tecidual. Sangramento e exsudato caracterizam a presença de inflamação.

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