Guia de Fitopatologia: Videira, Tomate e Batata
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Cultura da Videira (Uva)
01. Exercício de Verdadeiro (V) ou Falso (F)
- (V) Plasmopara viticola pode sobreviver como oósporos em restos culturais.
- (V) O agente causal da antracnose é favorecido pelo excesso de chuva.
- (F) O oídio da videira é frequente em regiões frias e úmidas do sul do Brasil. (Nota: Ocorre em regiões secas, com baixa umidade relativa do ar).
- (V) Evitar cachos compactados é uma estratégia de controle do mofo cinzento.
- (F) A aplicação de calda sulfocálcica no florescimento reduz o míldio. (Nota: É utilizada no período de inverno).
- (V) O agente causal da fusariose pode ser disseminado pelas mudas.
- (F) O principal mecanismo de disseminação de viroses são os pulgões. (Nota: Em videiras, o principal é o uso de mudas contaminadas; o vírus GLRaV é transmitido por cochonilhas farinhentas e de carapaça).
- (F) Pelo tipo de sistema de irrigação é possível controlar o nematoide das galhas. (Nota: A irrigação não controla nematoides).
- (V) A eliminação de restos culturais é importante para a redução do inóculo de patógenos fúngicos.
- (V) A principal forma de disseminação de vírus em videiras é pela utilização de material propagativo infectado.
- (V) Pelo tipo de sistema de irrigação é possível evitar ou reduzir a podridão de bagas.
02. Julgamento de Afirmativas sobre Doenças da Videira
- (V) A principal medida de controle de vírus associados à cultura da videira é a utilização de material propagativo sadio.
- (F) A podridão da uva madura causada por Phomopsis viticola (fase imperfeita) é disseminada principalmente por respingos de chuva. (Nota: A fase imperfeita do fungo causador da podridão da uva madura é Colletotrichum gloeosporioides).
- (V) A podridão da uva madura causada por Colletotrichum gloeosporioides (fase imperfeita) é disseminada principalmente por respingos de chuva.
- (V) O desenvolvimento do oídio da videira é favorecido em condições de baixa umidade relativa e temperaturas entre 20 e 27°C.
- (F) O desenvolvimento do oídio da videira é favorecido em condições de alta umidade relativa e temperaturas entre 20 e 27°C. (Nota: Favorecido por baixa umidade relativa).
- (V) O desenvolvimento de uma massa de esporos cinza-esverdeados no cacho é característica da doença denominada mofo cinzento.
- (F) Uma das medidas de controle do mofo cinzento é a utilização de variedades que apresentem cachos compactos, com pouca aeração entre as bagas. (Nota: O correto é o contrário; o sistema deve ser mais arejado).
- (V) As principais medidas de controle para o míldio da videira consistem na poda e aeração da copa, utilização de fungicidas cúpricos no inverno e fungicidas protetores e sistêmicos nas fases vegetativa e reprodutiva.
03. Medidas de Controle para Implantação de Vinhedo
Pergunta: Quais medidas de controle adotar para prevenir doenças ao implantar uma videira?
Resposta: Para implantar um vinhedo com menor risco de doenças, deve-se utilizar mudas sadias e certificadas, escolher uma área bem drenada e ventilada, adotar irrigação por gotejamento, manter a copa arejada por meio de podas, eliminar restos culturais e realizar o monitoramento constante de plantas e vetores. O controle químico deve ser preventivo, com uso adequado de fungicidas conforme o ciclo da cultura.
04. Estudo sobre o Míldio da Videira (Plasmopara viticola)
Pergunta: Descreva o agente etiológico, formas de sobrevivência, disseminação e medidas de controle.
Resposta: O agente etiológico é o Plasmopara viticola. Sobrevivência: Ocorre via micélio no interior dos tecidos e oósporos em restos culturais, folhas e ramos mortos. Disseminação: Esporângios pelo vento, zoósporos por respingos de chuva ou irrigação e mudas infectadas. Medidas de controle: Poda de limpeza, sistema de condução com cobertura plástica (para evitar molhamento), evitar excesso de irrigação por aspersão, favorecer a aeração, aplicar fungicidas cúpricos no inverno, além de fungicidas protetores e sistêmicos específicos nas fases vegetativa e reprodutiva, monitorando a doença com sistemas de previsão de infecção.
Culturas do Tomate e da Batata
01. Exercício de Verdadeiro (V) ou Falso (F)
- (V) Alternaria solani causa a doença da pinta preta em folhas de tomate e batata.
- (F) Phytophthora infestans necessita de ferimento em folhas para iniciar a infecção. (Nota: Causa infecção direta, não necessita de ferimento).
- (F) O amarelão é uma doença de tomate controlada com aplicação de acibenzolar. (Nota: Controla-se com mudas sadias e controle do vetor).
- (F) Podridão mole é comum em tubérculos de batata armazenados em condições de estresse hídrico. (Nota: O excesso de água favorece a doença).
- (F) A vassoura-de-bruxa da batata pode ser transmitida por sementes. (Nota: Transmitida por insetos vetores).
- (F) Indução de brotação de tubérculos é uma técnica de controle para vírus. (Nota: A brotação não controla vírus).
- (F) O vigor do vírus do vira-cabeça é maior em cultivares com híbridos resistentes. (Nota: Ocorre o contrário).
- (V) A requeima pode ser monitorada por sistema de previsão de doença.
- (V) O agente causal da septoriose é disseminado principalmente por respingos de água.
- (V) O fungo Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici pode ser dispersado pelo solo infestado.
- (V) A principal estratégia para evitar o nematoide das galhas é o uso de cultivares ou híbridos resistentes.
- (V) Batata-semente sadia é uma medida para controle de Ralstonia solanacearum.
- (F) O vetor do vírus do vira-cabeça do tomateiro é a mosca-branca. (Nota: O vetor é o tripes).
- (V) Nematoides de galha em tomateiro podem ser controlados por híbridos resistentes.
- (V) Alternaria solani, agente causal da pinta preta, infecta tomate e batata.
- (F) Podridão mole (Pectobacterium) ocorre com frequência onde há estresse hídrico. (Nota: O excesso de água favorece a doença).
02. Diagnose de Amarelecimento e Murcha no Tomateiro
Pergunta: Informe três possíveis doenças, agentes causais e sinais para diagnose.
- Rizoctoniose (Rhizoctonia solani): Caracteriza-se pela coloração pardo-avermelhada no caule e na raiz.
- Podridão mole ou talo oco (Pectobacterium carotovorum e P. atrosepticum): Apresenta sintomas de canela-preta ou talo oco.
- Murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum): Identificada pelo teste do copo (presença de pus bacteriano).
03. Murcha Bacteriana (Ralstonia solanacearum)
a) Sintoma principal e teste de confirmação: Ocorre a murcha da planta em reboleiras. O teste simples é o teste do copo: se houver a exsudação de "pus bacteriano" ao mergulhar o caule cortado na água, a bactéria está presente.
b) Formas de disseminação: Movimentação de solo infestado (água, implementos, máquinas), batata-semente, mudas infectadas e nematoides.
c) Medidas de controle: Uso de batata-semente e mudas sadias; cultivo em áreas novas; rotação de culturas com gramíneas; evitar solos argilosos, compactados e úmidos; evitar movimentação de solo infestado; eliminar plantas voluntárias e hospedeiras; evitar excesso de irrigação e injúrias nos tubérculos.
04. Viroses no Tomateiro: Vira-Cabeça
Resposta: O Vírus do vira-cabeça do tomateiro (Tospovírus) é de grande importância econômica. Disseminação: Ocorre por mudas infectadas e pelo vetor (tripes). Medidas de controle: Uso de cultivares resistentes ou tolerantes, mudas sadias produzidas em local protegido, evitar plantios próximos a outras solanáceas ou hospedeiros do vetor (cebola, alho, pimentão, etc.), eliminar plantas voluntárias e realizar o controle químico do vetor com inseticidas.