Guia do Ipê-Amarelo, Árvores Nativas e Plantas Medicinais
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Ipê-Amarelo (Tabebuia): A Árvore Símbolo do Brasil
| Ipê-Amarelo (Tabebuia) |
Algumas espécies:
- Tabebuia alba (Ipê-amarelo-da-serra)
- Tabebuia chrysotricha (Ipê-amarelo-cascudo)
- Tabebuia ochracea
- Tabebuia serratifolia (Pau-d’arco-amarelo)
Família: Bignoniaceae.
Ciclo de Vida: Perene.
Origem: Brasil.
Porte: Conforme a espécie, são encontrados de 4 a 25 metros de altura.
Folhas: Compostas, pilosas quando jovens, com 3 a 7 folíolos.
O ipê-amarelo é uma espécie “heliófita”, ou seja, uma planta adaptada a crescer em ambiente aberto com incidência de luz direta e que perde as folhas em determinada fase do ano.
É encontrada na Floresta Pluvial da Mata Atlântica e da Floresta Latifoliada Semidecídua, facilmente encontrada em sub-bosques de pinhais. Em média, possuem 30 metros de altura, com tronco reto e tortuoso, e fuste de 5 a 8 metros. Seus ramos são grossos, tortuosos e compridos; possui uma copa alongada e alargada na base.
As folhas são deciduais, digitadas e compostas. Os pecíolos das folhas medem de 2,5 a 10 cm de comprimento, tendo de 5 a 7 folíolos. Cada flor possui coloração amarelo-ouro e um tamanho médio de 8 x 15 cm.
Os frutos têm uma forma parecida à de uma vagem, com grande quantidade de sementes membranáceas esbranquiçadas e aladas. As sementes se dispersam pelo vento. A planta é hermafrodita, tendo a sua frutificação nos meses de setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Relativo ao clima, ocorre em locais de clima tropical, subtropical úmido, subtropical de altitude e temperado. Relativo ao solo, a árvore prefere solos úmidos não muito ondulados.
É considerada a árvore símbolo do Brasil, descrita inicialmente em 1832 por Chamiso como Tecoma alba. O nome alba se deve à coloração branca das folhas e ramos novos, devida aos pelos que as recobrem.
| Ipê-Amarelo (Tabebuia) - Ramo jovem |
| Ipê-Amarelo (Tabebuia) - Detalhe das vagens |
| Ipê-Amarelo (Tabebuia) - Detalhe das sementes aladas |
Tronco reto ou levemente tortuoso, casca externa grossa, cinza-rosa, com fissuras longitudinais esparsas e profundas.
Com ramos grossos, tortuosos e compridos, o ipê-amarelo-da-serra possui copa alongada e alargada na base. As raízes de sustentação e absorção são vigorosas e profundas.
| Ipê-Amarelo (Tabebuia) - Detalhe do tronco |
Luminosidade: Sol pleno.
Água: Manter o solo ligeiramente úmido quando a planta ainda for jovem; uma vez estabelecida, só regar no caso de estiagens prolongadas, 1 vez por semana. Não gosta de encharcamento.
Clima: Quente e úmido.
Poda: Realizar poda de formação, eliminando galhos desnecessários e brotos que vão surgindo, de forma a conduzi-la no formato de uma árvore.
Cultivo: Prefere solo areno-argiloso e deve ter boa drenagem.
Fertilização: Por ocasião do plantio, abra uma cova no tamanho 40 x 40 cm e misture bem a terra retirada com 20 a 30 litros de esterco animal bem curtido ou 10 colheres de sopa de NPK, fórmula 10-10-10. Depois, pode ser feita adubação de cobertura 4 vezes por ano, começando com 3 colheres de sopa e aumentando à medida que a planta crescer; coloque sempre na projeção da copa, nunca junto ao caule.
Utilização: Em grandes jardins e praças públicas. Por ter um porte menor em relação às demais espécies, a Tabebuia chrysotricha tem sido a mais usada pelos paisagistas.
Propagação: Por sementes.
Pragas e Doenças
De acordo com CARVALHO (2003), possui como praga a espécie de coleópteros Cydianerus bohemani da família Curculionoideae e um outro coleóptero da família Chrysomelidae. Apesar da constatação de elevados índices populacionais do primeiro, os danos ocasionados até o momento são leves. Nas praças e ruas de Curitiba - PR, 31% das árvores foram atacadas pela cochonilha Ceroplastes grandis.
ZIDKO (2002), ao estudar no município de Piracicaba a associação de coleópteros em espécies arbóreas, verificou a presença de insetos adultos da espécie Sitophilus linearis da família Curculionidae em estruturas reprodutivas. Os insetos adultos da espécie emergiram das vagens do ipê, danificando as sementes desta espécie nativa.
ANDRADE (1928) assinalou diversas espécies de Cerambycidae atacando essências florestais vivas, como ingazeiro, cinamomo, cedro, caixeta, jacarandá, araribá, jatobá, entre outras, como o ipê-amarelo.
O Ipê-Amarelo é a árvore brasileira mais conhecida, a mais cultivada e a mais bela. É, na verdade, um complexo de nove ou dez espécies com características mais ou menos semelhantes, com flores brancas, amarelas ou roxas. Não há região do país onde não exista pelo menos uma espécie dele, porém a existência do ipê em habitat natural nos dias atuais é rara entre a maioria das espécies (LORENZI, 2000).
A espécie Tabebuia alba, nativa do Brasil, é uma das espécies do gênero Tabebuia que possui “Ipê-Amarelo” como nome popular. O nome alba provém de albus (branco em latim) e é devido ao tomento branco dos ramos e folhas novas. Infelizmente, a espécie é considerada vulnerável quanto à ameaça de extinção.
Animais que frequentam o Ipê-Amarelo
Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura), fotografado em Brasília-DF, Brasil.
Eupetomena macroura (Gmelin, 1788): tesoura; swallow-tailed hummingbird.
Destaca-se das espécies estudadas pelo maior porte e pela cauda comprida e bifurcada, o que lhe valeu o nome popular. Como é comum entre os beija-flores, é uma espécie agressiva que disputa com outras o seu território e fontes de alimento.
10 Tipos de Árvores Nativas
Angico-Branco
Albizia niopoides (Spruce ex Benth.) Burkart
Sinonímia: Pithecellobium niopoides Spruce ex Benth., Albizia hasslerii (Chodat) Burr.
Família: Fabaceae.
Nomes comuns: angico-branco, angico farinha-seca, farinha-seca, frango-assado.
Floração: julho a setembro.
Frutificação: agosto a outubro.
Fitofisionomia: floresta semidecídua.
Características gerais:
Uma característica bem marcante do angico-branco é o seu tronco branco-amarelado. É uma árvore de grande porte, com copa densa, porém irregular. A espécie é bastante suscetível ao ataque de xilófagos (insetos que se alimentam de madeira). O tronco é coberto por uma fina camada que se esfarela, por isso a espécie também pode ser alcunhada de farinha-seca. Os frutos são vagens secas, cor de palha. As flores são de coloração branca ou bege. A Albizia niopoides é uma espécie decídua: perde as folhas nos meses de setembro e outubro, período no qual os frutos estão maduros.



Capitão-do-Campo
Sinonímia: Terminalia modesta Eichl.
Nomes comuns: capitão-da-mata, capitão-do-campo, capitão-do-mato, capitão.
Floração: julho a setembro.
Frutificação: julho a setembro.
Período para coleta de sementes: julho.
Fitofisionomia: Campos, Cerradão, Cerrado e Mata de Galeria.
Características gerais:
As folhas, agrupadas no ápice dos ramos (daí o nome Terminalia), são prateadas quando jovens (por isso a denominação argentea). Além disso, estão dispostas em uma configuração espiralada e possuem um par de glândulas bastante característico na base. Esta espécie, de grande porte, pode chegar à altura de 8m a 16m, sustentada por um tronco ereto ou levemente tortuoso, formando uma copa exuberante. As flores, de coloração creme ou amarelo-esverdeadas, são de tamanho reduzido (até 1cm de diâmetro). Os frutos são secos e duplamente alados, favorecendo a anemocoria (dispersão das sementes pelo vento). A Terminalia argentea é uma árvore bastante elegante e ornamental, ideal para ser usada no paisagismo.



Cagaita
(Eugenia dysenterica DC.)
Sinonímia: Myrtus dysenterica Mart., Stenocalyx dysentericus (DC) O. Berg., Hexachlamys macedoi Legrand
Família: Myrtaceae.
Nomes comuns: cagaita, cagaiteira
Floração: suas flores desabrocham entre os meses de agosto a setembro, momento em que a árvore fica praticamente sem folhas.
Frutificação: os frutos amadurecem logo após a floração, entre os meses de setembro a outubro.
Fitofisionomia: Cerrado sentido restrito e Cerradão.
Características gerais:
É uma árvore de médio a grande porte, apresentando copa densa de formato variado. O tronco é tortuoso, assim como os ramos, e possui uma casca grossa e fissurada. Seu fruto amarelo é utilizado para a produção de sucos, polpas, licores, geleias e sorvetes. A fruta in natura deve ser consumida com cautela por possuir propriedades laxantes. Deve-se evitar o consumo das mesmas quando já caídas do pé, pois podem estar fermentadas, o que aumenta a possibilidade de ocorrer seu efeito laxante. Os frutos são também consumidos por aves. No paisagismo apresenta estonteante beleza ornamental, com todas as suas fases marcantes. Na época de floração, a copa fica completamente florida e praticamente sem folhas. Após esta fase, a copa se colore de cor chocolate, cor de suas novas folhas. E no período de frutificação, um amarelo intenso e vibrante contagia a paisagem.





Quaresmeira
Tibouchina candolleana (Mart. ex DC.) Cogn.
Sinonímias: Lasiandra candolleana D.C., Lasiandra lanceolata Mart., Lasiandra macarantha Rich., Rhexia candolleana Mart., Pleoroma candolleanum Triana.
Família: Melastomataceae
Nomes comuns: Quaresmeira-roxa-nativa, quaresmeira, quaresmeira-da-serra, quaresmeira-roxa.
Floração: de setembro a outubro suas flores com cinco pétalas, violetas ou lilases, desabrocham.
Frutificação: os frutos amadurecem de outubro a novembro.
Fitofisionomia: agrupadas às margens de matas de galeria ou áreas alagadas.
Características gerais:
A quaresmeira-roxa-nativa é uma árvore de pequeno a médio porte, com copa globosa e bastante ramificada. Suas folhas, bem características, possuem aspecto alongado, de consistência bastante firme, com coloração verde-escura e brilho intenso. Os frutos se assemelham a pequenas cabaças secas que liberam minúsculas sementes. O tronco é bege esbranquiçado, densamente estriado. As flores transmitem um violeta intenso que se destaca na vegetação, atraindo abelhas para a polinização.




Mulungu
(Erythrina mulungu Mart)
Nomes comuns: Mulungu, amansa-senhor, capa-homem, mulungu-coral, sapatinho-de-judeu, uinã, tiricero.
Floração: Suas belas flores vermelhas enchem de beleza nossos meses de julho a agosto.
Frutificação: Os frutos, que são legumes escuros e compridos, com sementes duras, brilhosas e rajadas, amadurecem nos meses de agosto a outubro.
Período para coleta de sementes: Outubro.
Fitofisionomia: Matas ciliares.
Onde achar?
Universidade de Brasília (no final do ICC sul); na Região Administrativa de Taguatinga, no Parque Lago Cortado; na Região Administrativa do Gama, no Parque Ecológico Urbano Vivencial; na Avenida do Contorno, na Vila Planalto. Também pode ser encontrado nas seguintes coordenadas: 0192747 e 8254918 (prec.: ± 3m).
Características gerais:
Árvore majestosa, de beleza exótica, é de grande porte, espinhenta e com copa ampla, tronco corticoso e casca avermelhado-fulva e sulcada. Suas flores avermelhadas, com estandarte amplo e recurvo, são bastante atrativas para pássaros e abelhas. Pode ser utilizado na arborização de parques, grandes áreas, bosques urbanos, avenidas e na recomposição de áreas degradadas.




Pinheiro-Bravo
Podocarpus sp.
Sinonímias: não encontrado.
Família: Podocarpaceae
Nomes comuns: pinheiro-bravo, pinho-bravo, pinheiro-do-mato, pinho-brabo, pinheirinho, atambu-açu.
Floração: setembro a dezembro.
Frutificação: fevereiro a maio.
Fitofisionomia: no Bioma Cerrado, ocorre em Mata de Galeria e em terrenos alagados.
Características gerais:
O pinheiro-bravo é uma espécie de grande porte com tronco de casca escamosa. As suas folhas são delicadas e se projetam como filetes a partir dos ramos. Os frutos, quando maduros, adquirem aspecto carnoso e coloração roxo-escura. As inflorescências, amarelas ou ligeiramente albas, são bastante discretas. O nome científico Podocarpus vem do grego podus (pé) + carpus (fruto), uma referência ao aspecto do pedicelo (sustentáculo carnoso) do pseudofruto.



Pimenta-de-Macaco
Xylopia aromatica (Lam.) Mart.
Sinonímia: Uvaria aromatica Lam., Xylopia grandiflora St. Hil.
Família: Annonaceae.
Nomes comuns: pimenta-de-macaco, embireira-cheirosa ou pimenta-de-negro.
Floração: as flores surgem entre os meses de setembro a novembro.
Frutificação: abril a julho.
Período para coleta de sementes: julho.
Fitofisionomia: ocorre no Cerrado sentido restrito, Cerradão e em borda de matas.
Características gerais:
Árvore de pequeno a médio porte, a pimenta-de-macaco apresenta um tronco reto e escuro. Suas folhas são lanceoladas ou oblongas. Os frutos são carnosos, de coloração verde-amarelada, com sementes negras, glabras, bastante apreciadas pela fauna – aves em especial. O nome pimenta-de-macaco é uma alusão ao uso que se faz das sementes desta árvore, muito utilizadas como condimento. As flores, polinizadas principalmente por besouros, são bem perfumadas (aromáticas), com três pétalas livres e coloração alba. A espécie apresenta aspectos ornamentais, principalmente no que se refere ao formato de sua copa, bastante peculiar.



Aroeira
Myracrodruon urundeuva Allemão.
Sinonímia: Astronium juglandifolium Griseb., Astronium urundeuva (All.) Engl.
Família: Anacardiaceae.
Nomes comuns: urundeúva, aroeira, aroeira-do-sertão, aroeira-do-campo, aroeira-da-serra, urindeúva, arindeúva, arendiúva, aroeira-preta.
Floração: julho e agosto.
Frutificação: agosto a outubro.
Fitofisionomia: Mata Seca e Cerradão.
Características gerais:
A aroeira é uma árvore de grande porte, majestosa e que pode, em solos férteis, ultrapassar os vinte metros de altura. Costuma, entretanto, ocorrer em terrenos secos e rochosos. Esta espécie é decídua (folhas caem em determinada época do ano, neste caso em julho e agosto) e possui uma copa irregular. Seu tronco, bastante característico, possui uma casca bastante fissurada. Sua madeira, bastante resistente, é também pouco suscetível à deterioração. A inflorescência, de cor castanha, é bastante discreta. Já os frutos, do tipo drupa, têm formato globuloso e, assim como as folhas e as flores, podem causar princípios alérgicos. A Myracrodruon urundeuva está relacionada na Lista Oficial das Espécies da Flora Brasileira Ameaçadas de Extinção.


Baru
(Dipteryx alata – Leg.)
Sinonímia: Coumarouma alata Taub., Dipteryx pterota Mart.
Família: Fabaceae.
Nomes comuns: baru, baruzeiro, cumaru, cumarurana, cumbaru.
Floração: outubro a dezembro.
Frutificação: agosto a outubro.
Fitofisionomia: Cerrado sentido restrito, Cerradão mesotrófico e Mata Seca.
Características gerais:
É uma bela e grande árvore, muito utilizada para paisagismo por ser majestosa e proporcionar uma excelente sombra. É recomendada para plantio em parques, bosques, avenidas, grandes áreas e ruas largas. Seus frutos, muito apreciados pelos animais, são muitas vezes utilizados na dieta do gado. Na alimentação humana, costuma ser consumido na forma de castanha ou farinha, no preparo de pé-de-moleque, paçoca ou rapadura. Possui alto valor nutricional e, quando comparada à castanha-do-pará e à castanha-de-caju, a semente de baru é mais proteica.





Cedro
Cedrela fissilis Vell.
Sinonímia: Cedrela brasiliensis A. Juss., Surenus fissilis (Vell.) O. Kunt., Cedrela barbata DC., Cedrela hirsuta DC., Cedrela longiflora DC., Cedrela regnelli DC., Cedrela tubiflora Bert., Cedrela macrocarpa Ducke, Cedrela huberi Ducke, Cedrela elliptica Rizzini.
Família: Meliaceae.
Nomes comuns: cedro, cedro-rosa, cedro-vermelho, cedro-branco, cedro-batata, cedro-amarelo, cedro-cetim, cedro-da-várzea.
Floração: agosto a setembro.
Frutificação: junho a agosto.
Fitofisionomia: Florestas Semidecídua e Pluvial Atlântica.
Características gerais:
É uma árvore de grande porte, com altura que varia de 20m a 35m. É uma espécie elegante e imponente, com copa frondosa, tronco reto, com casca grossa e sulcada. As folhas são grandes e uma característica marcante da espécie é que, quando estas se desprendem dos ramos, exalam um odor semelhante ao da cebola, bastante desagradável. Por ser decídua, perde suas folhas no mês de maio, recebendo os frutos praticamente desfolhada, o que facilita a dispersão das sementes. As pequenas flores amarelas são delicadas e tímidas, bem discretas entre as folhagens. Os frutos lenhosos, marrons e rugosos abrem-se em cápsulas. As sementes são aladas em apenas um dos lados, com coloração que varia do bege ao avermelhado. Esta espécie possui madeira moderadamente pesada, macia ao corte e durável em ambientes secos; costuma ser empregada na fabricação de compensados, molduras, esquadrias e móveis em geral. No paisagismo é muito apreciada pelo porte impetuoso, sendo recomendada para o plantio em parques, bosques e ruas largas, porém o plantio homogêneo deve ser evitado devido ao ataque de brocas.



Plantas Medicinais
Graviola
A graviola, de nome científico Annona muricata L., é uma fruta também conhecida como jaca-do-pará ou jaca-de-pobre. É utilizada na medicina por ser uma fonte rica em fibras e vitaminas, sendo o seu consumo recomendado em casos de prisão de ventre, diabetes e obesidade. A fruta possui um formato oval, com a casca na cor verde-escuro e coberta de “espinhos”. A parte interna é formada por uma polpa branca com o sabor levemente adocicado e um pouco ácido, sendo utilizada na preparação de vitaminas e sobremesas.
Propriedades da graviola:
- Diurética e sedativa;
- Antiespasmódica e vermífuga;
- Expectorante e adstringente;
- Anti-inflamatória e antirreumática.
Para que serve a graviola:
Serve para tratar: gastrite, úlcera, obesidade, prisão de ventre, diabetes, problemas digestivos, doenças no fígado, hipertensão, depressão, insônia, enxaquecas, gripes, vermes, diarreia e reumatismos.
Mulungu
Mulungu, de nome científico Erythrina mulungu, é uma planta medicinal também conhecida como canivete, bico-de-papagaio e corticeira. Essa planta é muito eficaz no tratamento de problemas psicológicos relacionados com o estresse. O mulungu possui propriedades relaxantes que diminuem os sintomas de ansiedade e de agitação, deixando o indivíduo mais tranquilo para as tarefas diárias.
Propriedades do Mulungu:
Calmante, antiasmático, analgésico, diurético, expectorante, hipnótico, hipotensivo, narcótico, sedativo, tranquilizante, antidepressivo, hepatoprotetor, antibacteriano, antiespasmódico, tônico e anti-inflamatório.
Para que serve o Mulungu:
Histeria, insônia, neurose, ansiedade, agitação, depressão, ataque de pânico, compulsão, distúrbio de sono, hepatite, esclerose, pressão alta, cistite, epilepsia, irritação nos olhos, problemas de lactação, edemas, dor de cabeça, hérnia, espasmos, diarreia, insuficiência urinária, gengivite, estresse, palpitação, tosse, asma, afecções na boca, bronquite asmática, coqueluche, crises nervosas, dores reumáticas, dores musculares e febre.
Espinheira-Santa
A espinheira-santa é uma planta medicinal muito útil no combate às dores de estômago, gastrite, úlcera, azia e queimação. Outros nomes populares são: espinheira-divina, maiteno, salva-vidas, sombra-de-touro, erva-cancerosa, cangorça e espinho-de-deus. Seu nome científico é Maytenus ilicifolia.
Propriedades da espinheira-santa:
Cicatrizante, anti-inflamatória, antiulcerosa, calmante, analgésica, tonificante, antisséptica, diurética; facilita a eliminação dos gases e tem leve efeito laxante.
Para que serve a espinheira-santa:
Tratamento de dor de estômago, úlcera, gastrite, azia, queimação, dispepsia e gases. É eficaz também contra a H. pylori.
Plantago Ovata
Plantago ovata é uma planta medicinal, também conhecida por Psyllium, que pertence à família Plantaginaceae. Ela ajuda a emagrecer, controlar o colesterol e atua como laxante, melhorando o funcionamento intestinal.
Propriedades da Plantago ovata:
Laxante, estimulante, antidiabética e sudorífica.
Para que serve a Plantago ovata:
Emagrecer, prisão de ventre, controle do colesterol, promoção da saciedade, gases, diabetes tipo 2, diminuição do ácido úrico e redução do risco de doenças do coração.
Camomila
A camomila é uma planta medicinal de nome científico Matricaria recutita, conhecida popularmente como margaça, camomila-vulgar, camomila-comum, macela-nobre, macela-galega, camomila-romana ou camomila-germânica.
Para que serve a camomila:
Irritações cutâneas, resfriados, inflamações nasais, sinusite, diarreia, insônia, ansiedade, nervosismo e dificuldade para dormir.
Propriedades da camomila:
Rica em flavonoides e cumarina, tem ação estimulante da cicatrização, antiespasmódica e calmante.
Poemas sobre a Natureza
Poema 1
A natureza, como é divina, a sua mata me fascina.
Tua sabedoria me domina, a natureza é bela,
porém não há coisa mais singela. A tua beleza
se encontra nos detalhes, no canto de um sabiá
ou na sensação de ver um filhote ao se alimentar.
A natureza é bela, sem ela não sabemos o que nos espera.
Espero um dia poder olhar para ela e dizer aos
meus filhos como ela é pura e singela.
Poema 2
Olha só a natureza,
ela com sua beleza!
Homens destruidores,
querendo apagar o brilho de nossas flores,
mas quando ela se revoltar,
quero ver se vocês vão ficar...
Poema 3: A Árvore Milenar
Feliz da árvore milenar
Neste planeta já marcado
para exaurir-se e se esgotar.
Ela é vencedora do homem.
Campeã do vil machado,
da serra e das motosserras.
Dos tratores e das correntes.
Do fogo e das queimadas.
Dá sombra, flores e frutos
ao homem que só pensa em te matar.
Quando ela acabar, acabará
também os frutos que a terra dá.
Fábulas
A Árvore Inútil
Era uma vez uma árvore que não produzia frutos. Muito triste ela se sentia por isso e estava torcendo para o lenhador cortá-la para dar a ela outra utilidade; quem sabe faria um barco, uma casa, algo que aquela árvore pudesse se sentir útil. Ficou tão triste que teve vontade de morrer. Suas folhas foram caindo, ela foi ficando sem nenhuma folha, só os galhos secos. No silêncio de sua dor, ouviu um pássaro piar.
O pássaro pediu que a árvore não fizesse isso, que ela não morresse, porque ele e a família dele dependiam dela para sobreviver, pois ele tinha feito o ninho para seus filhotes. A árvore começou a perceber que muitos dependiam dela: insetos, macacos e o joão-de-barro. Aí ela começou a se sentir útil e ficou feliz por isso. Então, aqueles galhos secos se encheram de flores amarelas e ela ficou linda e muito feliz, pois, além de ajudar os animais, ela enfeitava a floresta...
A Força da Inveja
Era uma vez uma árvore linda. Nasceu de uma semente saudável, feita de amor e carregada por um passarinho colorido numa manhã de primavera. Cresceu exuberante e reinou absoluta com seus galhos fortes, folhas e frutos. As flores amarelas completaram a sua beleza, ciclicamente, durante anos, até que surgiu uma árvore nas redondezas. Ela era tão linda e exuberante quanto a primeira, só que mais alta, jovem e esguia.
A árvore antiga não gostou daquilo. Todos admiravam a beleza da nova árvore, comentando o quanto ela era bonita. Então, a antiga começou a se achar velha e feia; ficou muito triste e começou a se encolher. Encolhida, foi entortando mais ainda e, de tanto entortar, acabou ficando fraca e com os galhos quebradiços.
A lagarta do medo então se aproximou e comeu as folhas secas que restavam. Depois foi a vez do verme da inveja, que secou todos os frutos. Finalmente veio o fungo do orgulho, que impediu o nascimento das flores. Pobre árvore invejosa. Em pouco tempo estava completamente morta.
A Árvore Mentirosa
Era uma vez uma árvore muito mentirosa. Ela gostava de brincar com as outras árvores pregando peças nelas. Sempre gritava: "Ai meu Deus, lá vem o lenhador!". As outras árvores morriam de medo. Um dia, o lenhador realmente veio e ela gritou: "Ai meu Deus, o lenhador!". Mas nenhuma das árvores acreditou e, então, o lenhador cortou e levou a árvore...
Desmatamento no Brasil
O Brasil é o segundo país com a maior cobertura vegetal do mundo, ficando atrás apenas da Rússia. Entretanto, o desmatamento está reduzindo de forma significativa a cobertura vegetal no território brasileiro. São aproximadamente 20 mil quilômetros quadrados de vegetação nativa desmatada por ano em consequência de derrubadas e incêndios.
Esse processo acarreta vários fatores negativos ao meio ambiente, entre eles se destacam: perda da biodiversidade, empobrecimento do solo, emissão de gás carbônico na atmosfera, alterações climáticas e erosões.
O desmatamento no Brasil ocorre principalmente para a prática da atividade agropecuária. Porém, a construção de estradas, hidrelétricas, mineração e o processo intensivo de urbanização contribuem significativamente na redução das matas.
Conforme cálculos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a área desmatada na Amazônia até o ano de 2002 era superior ao tamanho do território francês. Isso se deve principalmente à extração de madeira e atividade agropecuária. De acordo com pesquisas do Ministério do Meio Ambiente, foi constatado que 80% da extração da madeira na Amazônia ocorre de forma ilegal.

Queimada: técnica nociva para o solo e atmosfera.
A Mata Atlântica perdeu aproximadamente 93% da sua cobertura vegetal, restando apenas 7%. Do território brasileiro, 15% era ocupado pela Mata Atlântica. Hoje é considerada a quinta área mais ameaçada do planeta.
No Cerrado, a partir da década de 1950, intensificou-se o desmatamento. Isso ocorreu principalmente pela expansão das fronteiras agrícolas e políticas públicas para a ocupação do Centro-Oeste brasileiro. A intensa urbanização e as atividades agropecuárias são os principais responsáveis pelo desmatamento do Cerrado. Conforme estudos do Ministério do Meio Ambiente, 67% do bioma sofreu modificação.
A Caatinga teve sua vegetação reduzida pela metade devido ao desmatamento. São aproximadamente 500 mil hectares devastados por ano.
A busca por um desenvolvimento econômico imediatista é o principal responsável pelos desmatamentos no Brasil, desprezando um possível desenvolvimento social e ecológico, o que futuramente acarretará problemas em grandes proporções.
Bibliografia
- http://www.infoescola.com/plantas/ipe-amarelo/
- http://www.arvoresdf.com.br/especies_exoticas.htm
- http://ecoparquesperry.com.br/wordpress/?p=123
- http://www.arvoresbrasil.com.br/
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Ip%C3%AA-amarelo-da-serra
- http://www.flickr.com/photos/flaviocb/4859022188/
- http://www.mundoeducacao.com/geografia/desmatamento-no-brasil.htm
- http://www.tuasaude.com/c/plantas-medicinais/