Guia de Perfilagem de Poços na Indústria do Petróleo

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Introdução à Perfilagem de Poços de Petróleo

Este exercício utiliza cinco registros (logs) incidindo principalmente sobre duas porções diferentes de uma seção estratigráfica: uma cujo potencial de rocha reservatório (areia não consolidada) contém água salgada e outra na qual a rocha reservatório contém hidrocarbonetos gasosos (gás natural ou metano). Os perfis são de 1 polegada e 5 polegadas em suas grades, obtidos em águas profundas do Golfo do México, cujos registros são de poços de um dos primeiros campos desenvolvidos naquela região.

Registros de Potencial Espontâneo (SP) e de Raios Gama (GR) são usados para diferenciar entre siltitos (folhelhos) e litologias não-folhelhos (areia não consolidada). Logs de Resistividade são utilizados para reconhecer fluidos nos poros — salmoura e hidrocarbonetos. Registros Sônicos são usados para mostrar que a cimentação dentro das areias pode levar a uma alta resistividade, o que pode ser interpretado erroneamente como hidrocarbonetos. Por último, os logs de Densidade e Nêutrons são utilizados para reconhecer hidrocarbonetos gasosos devido ao cruzamento (crossover) entre eles.

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Log #1 – GR-ILD-Sônico (11.050 – 11.800 pés)

  1. Olhe para a escala de profundidade do log. É de uma polegada ou 5 polegadas?
    1 Polegada.
  2. Que profundidade as linhas horizontais representam?
    10 pés.
  3. Identifique as localizações das curvas e determine o nome, unidades e medição:
    • SP: Potencial Espontâneo / Ohm-metros (OHMM) / Diferença de potencial entre a água da formação e a lama de perfuração.
    • GR: Raios Gama / Cps / Radioatividade.
    • SFL: Esfericamente Focado / Ohm-metros (OHMM) / Resistividade.
    • ILD: Indução (Resistividade) / Ohm-metros (OHMM) / Resistividade em poços de água.
    • CILD: Condutividade / (µS/cm) / Variação do fluido ao longo do poço.
    • DT: Sônico / Porcentagem (%) / Velocidade de propagação.
    • DTL: Sônico / Porcentagem (%) / Velocidade de propagação.
  4. Sobre a curva GR do track 1:
    • Um GR elevado é lido à direita, o qual indica elevadas quantidades de radiação natural.
    • Consequentemente, deflexões para a direita indicam litologia de folhelho.
    • Deflexões para a esquerda indicam litologia de não-folhelho.
    • Deflexões em direção a baixos valores à esquerda da linha de base indicam não-folhelho.
  5. Sobre a curva SP no track 1:
    • Relação entre SP e GR: Estas curvas combinam em grande parte uma com a outra.
    • Litologia na linha de base: Folhelho.
    • À esquerda da linha de base: Não-folhelho.
  6. Sobre o track 2:
    • Diferença entre SFL e SFLA: A escala da curva SFLA é de 2 ohms, enquanto a SFL é de 10 ohms.
    • Por que duas edições? Para observar variações mais sutis na resolução mais alta da curva SFLA.
  7. Sobre o track 3 (DT, DTL e Condutividade):
    • O que a curva DT mede? Tempo de trânsito.
    • Para qual parâmetro usamos? Para a porosidade.
    • Diferença entre DT e DTL: DTL é leitura profunda; DT é leitura mais rasa.
    • Por que usar ambas? Maior resolução na medição rasa e intervalo mais espesso na medição profunda.
    • Relação da condutividade com a resistividade: A curva de condutividade é o inverso da curva de resistividade e é amplificada.

Log #2 – GR-ILD-Sônico (11.198 – 11.370 pés)

  1. Escala de profundidade: 5 polegadas. As linhas horizontais representam 2 pés.
  2. Litologias por intervalo:
    • 11.301 – 11.321: Areia (Não-folhelho).
    • 11.321 – 11.326: Folhelho.
    • 11.326 – 11.336: Areia (Não-folhelho).
    • Ferramenta mais sensível: Raios Gama.
    • Descrição da seção: Principalmente arenito com folhelho ou silte intercalados.
  3. Track 2 (SFL, ILM, ILD):
    • Por que leituras superficial, média e profunda? Para identificar a quantidade de invasão dos fluidos no poço.
  4. Intervalo 11.326 a 11.350:
    • Menor resistividade: Curva ILD (mais à esquerda).
    • Resistividade intermediária: ILM.
    • Maior resistividade: SFL (mais à direita).
    • Explicação: O espaço na rocha preenchido por fluido terá maior condutividade e menor resistividade.
  5. Intervalo 11.332 – 11.338 pés:
    • Litologia dominante: Não-folhelho/Arenito.
    • Resistividade: Alta.
    • Interpretação: Hidrocarbonetos.
    • Curva Sônica: Move-se para a direita (diminuição da porosidade).
    • Causa do aumento de resistividade: O espaço poroso está diminuindo, provavelmente devido à cimentação.

Log #3 – GR-ILD-Sônico (11.970 – 12.650 pés)

  1. Escala de profundidade: 1 polegada.
  2. Intervalo 12.235 – 12.430 pés:
    • Intervalos de areia: 12.248 – 12.260 e 12.366 – 12.412.
    • Diferença principal: A resistividade é muito alta, mesmo no ILD.
    • Hipótese: Hidrocarbonetos estão presentes na areia.
    • Teste: Verificar logs de porosidade (Alta Φ = Hidrocarboneto; Baixa Φ = Fechado/Cimentado).

Log #4 – GR-ILD-Sônico (12.280 – 12.450 pés)

  1. Escala de profundidade: 5 polegadas.
  2. Intervalo 12.360 – 12.415 pés:
    • Litologia: Areia.
    • Resistividade: Alta na areia e baixa no folhelho.
    • Interpretação: Hidrocarboneto ou alta cimentação.
    • Curva Sônica: Move-se para a esquerda (aumento de porosidade).
    • Consistência: Sim, a alta resistividade com boa porosidade (baixo tempo de trânsito) indica hidrocarbonetos.

Log #5 – GR-FDC-CNL (12.240 – 12.425 pés)

  1. Escala de profundidade: 5 polegadas.
  2. Track 2 (DEN e NEU):
    • DEN: Densidade / Porcentagem (%) e DPHI / Porcentagem de espaço poroso.
    • NEU: Nêutron / Porcentagem (%) e NPHI / Porcentagem de espaço poroso.
  3. Intervalo 12.360 – 12.415 pés:
    • Comportamento: A densidade move-se para a esquerda (maior porosidade) e o nêutron para a direita. As curvas se cruzam.
    • Zonas de cruzamento: Indicam hidrocarbonetos gasosos (metano).
    • Resposta do Nêutron: O log de nêutrons lê menos hidrogênio no gás (CH₄) do que na água, resultando em um "kick" à direita (baixa porosidade aparente).
    • Resposta da Densidade: O metano é muito menos denso que a água, fazendo a curva indicar porosidades mais altas.
  4. Curva CAL (Caliper): Mostra o diâmetro do poço. É importante porque paredes rugosas ou zonas lavadas podem distorcer as leituras dos logs.

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