Guia de Reprodução Equina e Biotecnologias Reprodutivas
Sincronização Doadora e Receptora
- Doadora: Realizar procedimento para inseminação artificial. O embrião chega ao útero com 5,5 dias pós-ovulação. Dia 8 é o ideal para colheita do embrião; dia 6 para congelamento ou infecção; dia 9 para éguas velhas.
- Receptora (não ciclantes): Doadora (dias 5 e 6) / Receptora (dias 1 e 2).
Transferência de Embrião
Diagnóstico de gestação realizado 5 dias após a transferência.
Taxas e Produtividade
- Taxa de recuperação embrionária: Éguas férteis (70%), sub-férteis (30%) e inférteis (10%).
- Quantidade de produtos/ano: Doadoras normais (2 a 4), sub-férteis (1,2) e acima de 18 anos ou inférteis (0,4).
Inseminação Artificial (IA)
Biotécnica reprodutiva utilizada para deposição do sêmen do macho no útero da fêmea utilizando meios artificiais.
- Vantagens: Progresso genético, menor frequência de coleta do garanhão, controle sanitário e índices de fertilidade.
- Desvantagens: Variabilidade espermática de tolerância aos diluidores, instabilidade do sêmen para processos de refrigeração e congelamento, risco de acidente e esgotamento do garanhão.
- Sucesso da IA: Boa seleção do rebanho reprodutivo, familiarização do inseminador com a técnica, frequência de inseminação e número total de espermatozoides.
Fisiologia do Eixo Hipotalâmico-Hipofisário-Gonadal
- Pineal: Melatonina (inibe a atividade gonadotrófica).
- Hipotálamo: GnRH (hormônio liberador de gonadotrofina), promove a liberação de FSH e LH.
- Hipófise: FSH (hormônio folículo estimulante) promove recrutamento folicular, crescimento e maturação do folículo.
- LH (hormônio luteinizante): Promove maturação oocitária, ovulação e luteinização do folículo.
- Folículos (E2 ou estrogênio): Comportamento sexual.
- Inibina: Inibe a liberação de FSH.
- Corpo lúteo (P4 ou progesterona): Preparação do endométrio e manutenção da prenhez.
- Endométrio (Prostaglandina F2α): Lise do corpo lúteo.
Instrumentação
- Pipeta flexível: Utilizada principalmente para inseminação no corno do útero.
- Pipeta rígida: Utilizada apenas para o corpo do útero.
Classificação da Placenta
| Tipo | Características | Espécie |
|---|---|---|
| Epiteliocorial | Epitélio do feto ao lado do epitélio da mãe, sem perda de sangue (Não decídua). | Porca, égua |
| Sindesmocorial | Epitélio do feto penetra o epitélio da mãe, parcial perda de sangue (Semi-decídua). | Ovelha, cabra, vaca |
| Endoteliocorial | Epitélio do feto penetra tecido conjuntivo da mãe, perda de sangue (Decídua). | Carnívoros |
| Hemocorial | Epitélio do feto penetra no endotélio da mãe, perda de sangue (Decídua). | Primatas, roedores |
As placentas com mais barreiras (Epiteliocorial e Sindesmocorial) transferem menores quantidades de anticorpos. O animal ao nascer é totalmente dependente da transferência passiva de imunoglobulinas pelo colostro.
Classificação por Formato
- Placenta difusa: Equinos e suínos.
- Placenta zonária: Carnívoros.
- Placenta cotiledonária: Ruminantes.
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