h2: A Crítica de Marx à Economia Clássica

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A Crítica de Marx à Economia Clássica

  • Foi influenciado pelas teorias do valor e dos lucros de Smith e Ricardo.
  • Levou a sério J.S. Mill.
  • Quanto a Malthus, Bentham, Say, Sênior e Bastiat, limitou-se a criticá-los.

Deficiência Central dos Economistas Clássicos

A maior deficiência desses autores, na opinião de Marx, era a falta de perspectiva histórica.

  • Se tivessem estudado História com mais cuidado, teriam descoberto que a produção é uma atividade social que pode assumir várias formas e modos.
  • A sociedade europeia passou por vários modos de produção distintos: escravismo, feudalismo, capitalismo.
  • A Europa estava naquele momento organizada de uma forma histórica específica: o modo capitalista.
  • A incapacidade de estabelecer diferenças entre as características de cada modo de produção levava a inúmeras confusões e distorções.

Distinções Críticas de Marx

Dessas distorções, duas se destacavam:

1) A Crença na Universalidade do Capital

A crença de que o capital era um elemento universal em todos os processos de produção.

  • Capital é instrumento de produção e trabalho passado materializado.
  • Só no capitalismo, os instrumentos de produção (trabalho acumulado) eram fonte de renda e do poder da classe dominante.

2) A Natureza da Propriedade Privada

A maioria dos economistas anteriores a Marx achava que a propriedade privada era sagrada.

  • Os direitos de propriedade capitalistas eram universais, eternos e sagrados.
  • Marx: cada modo de produção tinha suas formas particulares de propriedade.
  • A propriedade comum (Índia, celtas e eslavos) era a forma mais original de propriedade.

A Economia de Troca e a Igualdade Abstrata

Todos os fenômenos econômicos eram reduzidos a atos de troca e venda de mercadorias.

  • O trabalho de um operário passou a ser encarado simplesmente como uma mercadoria, com valor de troca, igual a qualquer outra mercadoria.
  • Consequência: todas as distinções econômicas, sociais e políticas entre os indivíduos desapareceram, surgindo uma espécie de igualdade abstrata entre eles.

A Harmonia Capitalista

Uma economia de troca parecia uma economia na qual prevalecia a liberdade humana.

Numa economia de troca, atos motivados pelo interesse próprio egoísta eram canalizados por uma mão invisível para um todo socialmente harmonioso. A harmonia econômica do capitalismo só era visível quando se aceitava a afirmativa de que existe uma única relação econômica: a troca.

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