h2 Envelhecimento Cerebral: Processos, Teorias e Declínio Cognitivo

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Processo de envelhecimento cerebral:

  1. Córtex pré-frontal e hipocampo encolhem (importantes na aprendizagem, memória e planeamento);
  2. As comunicações entre os neurónios são afetadas, devido às suas alterações (alterações na acetilcolina, dopamina, GABA, epinefrina, glutamato, etc.);
  3. Redução da substância branca (devido à hipotrofia neuronal, que causa uma menor velocidade de processamento e de condução neural);
  4. O fluxo sanguíneo cerebral diminui (perda de funções cognitivas) – pode causar arteriosclerose (espessura e dureza das paredes das artérias) ou aterosclerose (acumulação das células; lípidos na parede da artéria);
  5. Possibilidade de formação de placas e entrançados neurofibrilares;
  6. Maiores danos causados pelos radicais livres (responsáveis pelo envelhecimento físico e mental);
  7. Maior inflamação quando há lesão, doença ou situações anormais.

Teorias Biológicas do Envelhecimento:

Dividida em duas teorias: Teorias Programadas (existência de “relógios biológicos” que regulam o desenvolvimento) e as Teorias Estocásticas (fatores externos e internos que induzem aos danos moleculares e celulares, aleatórios e progressivos).

Teorias Evolucionistas:

Procuram explicar a origem do envelhecimento e as diferenças da longevidade entre as espécies. Contém uma desvantagem individual, mas uma vantagem para a espécie, proporcionada por uma recombinação genética, aumentando a diversidade e a probabilidade de evolução, diminuindo o risco de extinção.

Teorias dos Radicais Livres:

O metabolismo oxidativo produz moléculas altamente instáveis e reativas, os radicais livres (RLs). A acumulação contínua no organismo dos RLs provoca stress oxidativo que causa danos nos lípidos, nas proteínas e no mtDNA, que consequentemente causa envelhecimento celular.

Teoria da Hipótese da Cascata Amiloide:

Ao longo do nosso ciclo vital, o nosso organismo produz uma proteína denominada proteína amiloide β-amiloide (Aβ). Com o envelhecimento, ocorrem alterações na codificação desta proteína, causando a sua incapacidade de sintetização, acumulando-se assim sucessivamente no organismo. Esta acumulação pode causar neurodegeneração.

Declínio Cognitivo e Envelhecimento:

O declínio cognitivo ao longo do ciclo vital é atualmente visto como um processo heterogéneo, não havendo um único mecanismo que seja suficiente para explicar as diversas perdas cognitivas que podem ocorrer. Nomeadamente: Memória de trabalho, controlo inibitório, velocidade de processamento e funções sensoriais. A inteligência fluida diminui e a inteligência cristalizada aumenta.

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