h2 Esterilização: Métodos Físicos e Controle em Autoclaves

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Esterilização por métodos físicos: Vapor saturado sob pressão (calor úmido; materiais termorresistentes; utiliza autoclaves; ocorre termocoagulação e a desnaturação de enzimas e proteínas estruturais da célula microbiana); Esterilização flash (a vapor de artigos para uso imediato); Calor seco (na estufa ou forno de Pasteur; ocorre a oxidação de componentes dos microrganismos); Radiação ionizante (provoca mudanças físicas, químicas e bioquímicas nos materiais, podendo ocasionar morte de materiais orgânicos, além de modificar o DNA; raio gama); Esterilização por feixe de elétrons (artigos termossensíveis); Micro-ondas.

Autoclaves: câmara de aço inoxidável, equipada com 1 ou 2 portas dotadas de válvula de segurança, manômetros de pressão e um indicador de temperatura. São classificadas de acordo com o tipo de remoção de ar na câmara interna, em remoção gravitacional e remoção dinâmica.

  • Remoção gravitacional: o ar é removido por gravidade, pois o ar frio (mais denso) tende a sair por um dispositivo de eliminação colocado na parte inferior da câmara, quando o vapor é admitido, caracterizando um processo lento.
  • Remoção dinâmica: mecanismos que retiram ativamente o ar da câmara, para que ocorra a penetração rápida do vapor nos pacotes, podendo ser autoclave de alto vácuo (o ar é removido previamente, com formação de vácuo e admitido, penetra instantaneamente nos pacotes, com pouca chance de deixar resíduos, sendo rápido e eficiente. O vácuo é obtido por meio de uma bomba de sucção, com formação de vácuo num único pulso) ou autoclave com pulsos de pressurização (sequência repetida de pulsos de vácuo e pulsos de vapor que removem o ar da câmara de esterilização, sendo um processo rápido, com temperatura de 132 a 135 graus. Baixa probabilidade de ocorrência de ar residual).

Montagem de cargas em autoclaves:

  • Ocupar entre 70 a 80% da capacidade da câmara;
  • Espaçar aproximadamente 1cm entre os pacotes;
  • Posicionar os pacotes para estarem paralelos ao fluxo de vapor;
  • Não posicionar os pacotes encostados na parede interna da câmara;
  • Não sobrepor materiais de modo a compactá-los;
  • Posicionar materiais côncavos no sentido vertical ou com a concavidade levemente lateralizada.

Falhas no processo de esterilização:

  • Falta de contato do material com o vapor ou mau funcionamento do equipamento;
  • Utilização de embalagens incompatíveis com o processo de esterilização a vapor;
  • Confecção de pacotes muito grandes, muito apertados ou mal posicionados, dificultando a retirada do ar e a penetração de vapor nos pacotes;
  • Cancelamento do ciclo pelo operador antes do seu final, podendo resultar em pacotes úmidos ou que não foram expostos suficientemente ao tempo e às temperaturas determinadas;
  • Aquecimento inapropriado da câmara;
  • Válvula de controle de vapor ou redutora defeituosa;
  • Calibradores de pressão e controladores mal calibrados;
  • Tubulações de vapor obstruídas;
  • Má qualidade da água gerando vapor com resíduos de componentes químicos;
  • Nível de gás não condensável maior que 3,5% por volume.

Controle da esterilização:

  • Registro dos parâmetros físicos do ciclo: temperatura e pressão;
  • Indicador químico classe 1 (autoclave);
  • Indicador químico classe 2 (teste de Bowie-Dick);
  • Indicador químico classe 5 ou 6;
  • Indicador biológico.

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