h2 Iluminismo: Razão, Revoluções e Teorias do Conhecimento

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Iluminismo: Valorização da Razão

O Iluminismo floresceu na Europa, no século XVIII, em países como Alemanha, França e Inglaterra. Este movimento cultural e intelectual valorizava a razão (ciência) como guia para o homem em sociedade e sua trajetória histórica. O Iluminismo foi crucial para a compreensão de dois movimentos políticos: a Revolução Americana e a Revolução Francesa.

Revolução Francesa e o Século das Luzes

A Revolução Francesa foi influenciada pelo lema iluminista: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. Antes da revolução, a sociedade era estratificada, com o Rei Absolutista no topo, seguido pela nobreza e burguesia, e, por último, os servos, que representavam 80% da população francesa. Os servos não tinham poder político, apenas financeiro. A burguesia, eventualmente, derrubou o rei, estabelecendo um sistema onde cada indivíduo tinha direito a um voto. O período ficou conhecido como o Século das Luzes, onde o homem passou a buscar respostas racionais, em vez de se basear apenas na fé. As ideias iluministas foram fundamentais para a Revolução Francesa.

Revolução Americana

A independência americana foi baseada em ideias iluministas como igualdade, direito à liberdade, participação popular nas decisões políticas (voto), divisão dos três poderes e a elaboração de uma Constituição.

Teoria do Conhecimento (Epistemologia)

Racionalismo: Acreditava nas ideias inatas e no raciocínio lógico, através da razão.

Empirismo: Surgiu na Inglaterra. Os pensadores acreditavam que o conhecimento vem dos sentidos, ou seja, das experiências sensíveis.

Pensadores do Empirismo: Thomas Hobbes, John Locke (que considerava o homem uma tábula rasa), George Berkeley e David Hume.

Idealismo Inatista: Os pensadores acreditavam que o conhecimento é inato, ou seja, nasce conosco. Pensadores: René Descartes, Blaise Pascal, Leibniz, Baruch Spinoza.

Immanuel Kant e a Crítica da Razão

Immanuel Kant discordava dos empiristas e idealistas. Para ele, a razão deveria ser submetida à crítica. Ele desenvolveu reflexões críticas sobre os fundamentos do conhecimento, acreditando no conhecimento a priori (puro) e a posteriori (experiência).

Contratualismo (O Homem em Estado de Natureza)

O contratualismo é uma teoria política que propõe um contrato social para evitar a guerra. Pensadores:

  • Thomas Hobbes: Defendia um soberano único e acreditava que o homem em estado de natureza era egoísta, levando a uma guerra de todos contra todos. Para ele, a monarquia absolutista era a melhor forma de governo.
  • John Locke: Acreditava que o homem vivia em relativa paz em seu estado de natureza. Para ele, a democracia era a melhor forma de governo.
  • Montesquieu: Era contra a monarquia absolutista e defendia a divisão do poder em Legislativo, Judiciário e Executivo.
  • Rousseau: Criticava o Iluminismo e acreditava que o homem em estado de natureza era um “bom selvagem”. Para ele, a desigualdade surgia da propriedade privada e do contrato social.

Idealismo Alemão (Romantismo)

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