h2 Milagre Econômico: Crescimento e Desafios (1968-1973)

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Milagre Econômico (1968-1973):

  • Fase de crescimento vigoroso (11%) com queda da inflação.
  • Liderado por bens de consumo duráveis e, em menor escala, por bens de capital.
  • Melhora significativa no Balanço de Pagamentos (BP), com eliminação dos déficits.
  • Delfim Netto: Ministro da Fazenda.
  • Segue política de combate gradual à inflação, enfatizando o componente de custos.
  • Manutenção da política fiscal e salarial do PAEG (Programa de Ação Econômica do Governo).
  • Mudança na política monetária: torna-se expansiva.
  • Para evitar efeitos da expansão monetária sobre a inflação, são criados:
  • Controle de preços: feito pelo CONEP (Comissão Nacional de Estabilização de Preços) e pelo CIP (Comissão Interministerial de Preços).
  • Tabelamento de preços públicos e privados.
  • 1968: Lançamento do Plano Estratégico de Desenvolvimento (PED).
  • Plano mais desenvolvimentista.
  1. Estabilização gradual de preços.
  2. Fortalecer empresas privadas: retomar investimentos.
  3. Infraestrutura.
  4. Ampliação do mercado interno.
  • Adoção da política de minidesvalorizações cambiais.
  • Evita que a inflação cause uma defasagem cambial que prejudique as exportações.
  • Governo Médici mantém a mesma orientação econômica após a saída de Costa e Silva.
  • Ambiente político repressivo favorece (indiretamente) a política anti-inflacionária com controle de preços e contenção de salários reais.
  • Aumento dos meios de pagamento e do crédito.
  • Política de juros tabelados (em níveis baixos).
  • Política de crowding peg para o câmbio (baseada em minidesvalorizações) - flexível.
  • Política deliberada de captação de recursos externos.
  • Incentivos e subsídios para promover regiões e setores.
  • Mercado de ações como fonte de renda alternativa.

Combate à inflação favorecido por:

  • Capacidade ociosa da economia.
  • Controle do governo sobre preços industriais e juros.
  • Política agrícola expande produção: mecanização da agricultura e crédito rural.
  • Política de arrocho salarial.

Equilíbrio externo:

  • Disponibilidade de liquidez a juros baixos no mercado externo.
  • Boa vontade dos EUA para com o Brasil (afastado o perigo comunista).
  • Aumento nos preços das commodities.
  • Expansão do comércio mundial.
  • Forte entrada de capital no país: IED e empréstimos.
  • Crescimento vigoroso de exportações e importações.
  • Exportações lideradas por bens manufaturados.
  • Dependência externa de bens de capital e insumos (especialmente petróleo).
  • Moderada valorização do câmbio de 1970-1973 para importações.
  • Balança comercial equilibrada (bom desempenho das exportações).
  • Acúmulo de Reservas Internacionais pelo BACEN (Banco Central do Brasil).
  • Habilidade do governo em aproveitar as oportunidades da conjuntura internacional.
  • Crescimento industrial (14% a.a.).
  • Aumento de produção de bens de consumo (devido à expansão do crédito ao consumidor e à concentração de renda pessoal).
  • Diversificação na pauta de exportações (com incremento de manufaturados).
  • Diversificação de parceiros comerciais.
  • Crescimento do emprego e do consumo.
  • Capacidade ociosa do Plano de Metas (JK).

CESPE: As políticas de suporte aos preços agrícolas, que incluíram tanto o estabelecimento de linhas de crédito para financiar a estocagem - empréstimos do governo federal (EGF), como programas de compras de produtos agrícolas - aquisição do governo federal (AGF), constituíram uma das facetas mais relevantes da modernização agrícola, levada a cabo pelo governo militar.

Investimentos em infraestrutura:

  • Aumento de arrecadação gera poupança para financiar investimentos.
  • 1972: criação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
  • Política de desenvolvimento executada por órgãos nacionais como BNDE, DNER, Embratel e SUDENE.
  • Ênfase em obras públicas.
  • Desenvolvimento do Nordeste e abertura da Amazônia (fracasso).
  • Transamazônica, Ponte Rio-Niterói, telecomunicação.

Pontos negativos:

  • Correção monetária e seus efeitos perversos sobre os preços.
  • Aumento da dependência externa do país.
  • Sobretudo em bens de capital, petróleo e no setor financeiro.
  • Aumento da dívida externa.
  • Estagnação do salário mínimo real apesar do forte crescimento econômico.

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