H4: EUA e China: Dinâmica Econômica e Crises Globais

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Análise da Dinâmica Econômica entre EUA e China

Este episódio traz uma análise da importância das grandes forças econômicas, os EUA e a China. Em outros tempos, a crise econômica que os Estados Unidos passaram em 2008 teria afundado todo o sistema financeiro mundial. Porém, a China começa a se destacar da economia norte-americana.

Impacto das Contas Correntes na Economia Global

Em uma economia globalizada, cada país afeta os outros mediante sua conta capital e conta corrente. Quando há uma diferença muito grande entre poupança e investimento, resulta em déficit em conta corrente, gerando desequilíbrio comercial e o subconsumo (aumento da desigualdade de renda e concentração de riqueza fazendo com que os consumidores não sejam capazes de consumir tudo o que é produzido dentro da economia doméstica).

A China estava em uma situação de subconsumo, excesso de poupança, e exportava esse capital para os Estados Unidos, financiando seus déficits. Em outras palavras, era um empréstimo de dinheiro aos norte-americanos, para que eles pudessem adquirir suas exportações (ALVES, 2004; CASTELLI, 2016).

O Equilíbrio Oscilante e a Crise de 2008

  • O equilíbrio oscilante era suportado por americanos que consumiam e orientais que os financiavam.
  • As importações vindas da Ásia mantinham a inflação norte-americana baixa.
  • As reservas chinesas resultavam em taxas de juros atraentes para os Estados Unidos.

Era dinheiro farto e barato, que dava efeito de riqueza, devido à alta no mercado imobiliário e de ações. O problema é que não havia limite para o quanto os Estados Unidos iriam emprestar. A inadimplência em massa no mercado norte-americano fez os clientes credores do banco Lehman Brothers resgatarem seus recursos, resultando na quebra do banco e o resgate de títulos no montante de US$ 700 bilhões do Tesouro Americano (AFONSO, 2013).

Possíveis Conflitos Futuros

Ferguson (2013) diz que a interação entre EUA e China pode levar a um conflito quando as coisas não forem bem, porque a China pode superar a soberania americana em alguns anos, ameaçando a continuidade dos fluxos financeiros globais. Assim como as crises passadas, pode ocorrer o que hoje parece improvável, porque o mercado financeiro permanece suscetível como sempre, ou mais.

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