Herbicidas: seletividade, resistência e manejo
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Definição de herbicida seletivo
São aqueles que, usados nas doses adequadas, controlam plantas daninhas sem afetar a planta cultivada. Exemplo: atrazina para a cultura do milho.
Classificação por época de aplicação
Herbicidas podem ser classificados, conforme a época de aplicação, em:
- pré-plantio
- pré-plantio incorporado
- pré-emergência
- pós-emergência
- pós-emergentes totais
Mecanismo de ação dos herbicidas
O mecanismo de ação é o processo bioquímico ou fisiológico pelo qual um herbicida atua sobre a planta, por exemplo: inibição da síntese de aminoácidos, inibição da fotossíntese, inibição da divisão celular, entre outros.
Importância do conhecimento do mecanismo de ação
O mecanismo de ação da maioria dos herbicidas é hoje conhecido e tem importância fundamental para obter melhor eficácia, bem como para evitar problemas de resistência em plantas daninhas.
Redução do risco de desenvolvimento de resistência
Para diminuir o risco de desenvolvimento de resistência em plantas daninhas recomenda-se:
- Variar, a cada aplicação, os ingredientes ativos utilizados.
- Empregar herbicidas com diferentes mecanismos de ação.
- Realizar rotação de culturas e práticas de manejo integrado.
Caracterização de planta daninha resistente
Considera-se resistente a planta daninha que, mesmo após aplicações repetidas do mesmo produto (por exemplo, oito aplicações), não é controlada pela dose que anteriormente era eficaz.
Resistência cruzada
A resistência cruzada ocorre quando biótipos de plantas daninhas são resistentes a dois ou mais herbicidas devido a um mesmo mecanismo de ação; dessa forma, tornam-se resistentes a todos os herbicidas que compartilham esse mecanismo.
Resistência múltipla
A resistência múltipla acontece quando a população apresenta dois ou mais mecanismos de resistência distintos, conferindo resistência a herbicidas com mecanismos de ação diferentes.
Destino ambiental dos herbicidas
Quando o herbicida é aplicado, pode seguir diversos destinos no ambiente:
- Ir para a atmosfera por volatilização e deriva.
- Ser absorvido pelas plantas.
- Ir para o solo; com chuva pode haver lixiviação para o lençol freático e transporte para rios e oceanos.
- Ser transportado por processos de erosão.
Toxicidade x exposição
Toxicidade: alta, alta, baixa, baixa.
Exposição: alta, baixa, alta, baixa.
Risco: alta, baixa, alta, baixa.
DL50 (dose letal 50%)
A DL50 é uma indicação da letalidade de uma dada substância ou tipo de radiação. Representa a dose capaz de matar 50% dos indivíduos de uma população em teste; é uma medida estatística utilizada para comparar toxicidade entre substâncias.
Recomendação de volume de calda (L/ha)
- Fungicida: 200 L/ha
- Inseticida: 120 L/ha
- Herbicida: 200 L/ha
Tamanho de gota e eficiência
Gotas não devem ser muito finas, para evitar problemas com deriva e volatilização, nem muito grossas, para que, quando o produto cair na folha, não deslize e escorra para o solo, deixando de atingir o alvo.
Itens a verificar na inspeção do pulverizador
Recomenda-se atenção aos seguintes itens durante a inspeção do pulverizador:
- Verificar se não há vazamentos.
- Inspecionar mangueiras para evitar dobras ou obstruções.
- Checar bicos e o direcionamento do jato na barra.
- Verificar se o manômetro está calibrado.