História da Literatura Brasileira: Principais Escolas
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Quinhentismo (Século XVI)
Representa a fase inicial da literatura brasileira. Como representante da literatura, destaca-se o Padre José de Anchieta, autor de poemas, autos, sermões, cartas e hinos.
Barroco (Século XVII)
Marcado por oposições e conflitos espirituais, as obras deste período são caracterizadas pela angústia e pela oposição entre o mundo material e o espiritual. Metáforas, antíteses e hipérboles são as figuras de linguagem mais usadas neste período. Destaca-se Gregório de Matos, com suas poesias críticas e satíricas.
Neoclassicismo ou Arcadismo (Século XVIII)
Focado no objetivismo e na razão, utiliza uma linguagem mais simples. A vida bucólica passa a ser valorizada, assim como a idealização da natureza e da mulher amada. Destaca-se a obra O Uraguai, de Basílio da Gama.
Romantismo (Século XIX)
A chegada da família real portuguesa em 1808 e a Independência do Brasil em 1822 são dois fatos históricos que influenciaram a literatura do período. Suas características incluem: individualismo, nacionalismo, retomada de fatos históricos importantes, idealização da mulher, espírito criativo e sonhador, valorização da liberdade e o uso de metáforas. Destaca-se O Guarani, de José de Alencar.
Realismo - Naturalismo (Segunda Metade do Século XIX)
Caracteriza-se pelo objetivismo, linguagem popular, trama psicológica, valorização de personagens inspirados na realidade, uso de cenas cotidianas, crítica social e visão irônica da realidade. Destaque para Machado de Assis com a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Parnasianismo (Final do Século XIX e Início do Século XX)
Aborda temas clássicos, valorizando o rigor formal e a poesia descritiva. Utiliza linguagem rebuscada, vocabulário culto, temas mitológicos e descrições detalhadas. Destaca-se Olavo Bilac.
Simbolismo (Fins do Século XIX)
Utiliza linguagem abstrata e sugestiva, preenchendo suas obras com misticismo e religiosidade. Os autores valorizavam muito os mistérios da morte e dos sonhos, carregando os textos de subjetivismo. Destaque para Cruz e Sousa.
Pré-Modernismo (1902 até 1922)
Esta época é marcada pelo regionalismo, positivismo, busca pelos valores tradicionais, linguagem coloquial e valorização dos problemas sociais. Destacam-se: Euclides da Cunha (autor de Os Sertões), Monteiro Lobato, Lima Barreto (autor de Triste Fim de Policarpo Quaresma) e Augusto dos Anjos.