O Homem do Iluminismo e as Teorias do Contrato Social
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O Homem do Iluminismo
O Iluminismo torna-se não apenas a realidade fundamental do universo, mas a base para a sociedade concebida como um agregado de indivíduos distintos unidos por um contrato. Esta é a base da nova teoria política e da Autonomia da Razão.
O Estado é o motivo suficiente em si mesmo; por isso, exige confiança e a decisão de usá-lo de forma independente, sem outros limites que não os dados pela natureza. A criticidade da razão é iluminada e autocrítica da seguinte maneira: age contra os preconceitos cegos e paralisados, contra as tradições que simplesmente são apoiadas por parte do passado, contra a superstição e a idolatria, e contra toda a autoridade não reconhecida ou reconhecida como tal pela própria razão.
Caráter Secular da Razão e Progresso
A libertação da humanidade não depende mais de um Deus Providente e Redentor, mas é o resultado do próprio trabalho e esforço da humanidade na história. A ideia de progresso na ilustração é uma crença de que as condições de vida humana vão melhorar ao longo do tempo. Cada geração é melhor do que sua antecessora e contribui com seu trabalho para uma vida ainda melhor para as gerações futuras; a longo prazo, a humanidade participará deste desenvolvimento. Considera-se que o progresso continuará por tempo indefinido até que haja um amplo desfrute da felicidade.
A Submissão ao Contrato de Estado: Thomas Hobbes
A visão de Thomas Hobbes foca na natureza negativa, pessimista e instintiva do homem (competição, desconfiança, desejo de glória). O estado de natureza, então, é caracterizado pela insegurança e violência; o direito natural inadequado é incapaz de criar a ordem e a segurança. Portanto, é necessário assinar um contrato no qual a sociedade surge, dando origem ao Estado. Cada indivíduo faz a entrega do seu poder individual para o Estado. Escolhemos um poder central que reúne todas as vontades e representa todos. Nele, reconhece-se todo o poder, que permanece por qualquer ação do poder e da força para garantir a "paz e segurança comuns". É o pacto de cada homem com cada homem, mas o soberano está livre do contrato e está acima dele. Não há cidadãos, mas súditos (poder relativo em um estado de poder absoluto ao soberano).
Liberalismo e o Contrato: John Locke
O homem é social por natureza. Os seres humanos, em seu estado natural, são livres e iguais, mas nesse estado de natureza podem violar os direitos e liberdades dos outros. No entanto, temos uma lei natural que limita a consciência e o comportamento. Os homens têm o direito natural à propriedade privada, que é baseada no trabalho. Locke admite que a "sociedade política" não é natural; sim, é útil e adequada para salvaguardar o gozo pacífico dos direitos naturais. Considera que a origem da sociedade está no acordo de todos os indivíduos. Através deste acordo, os indivíduos desistem de parte de sua liberdade para apreciá-la com mais segurança, concordando com a vontade da maioria dos cidadãos.
O Contrato Social: J.J. Rousseau
Primeiramente, os seres primitivos viviam em um estado de natureza livres e iguais, governados por seus sentimentos e em perfeita harmonia uns com os outros e seu habitat. Moviam-se pelo amor-próprio e compaixão. O homem é bom por natureza. Com o surgimento da sociedade (reflexiva e racional), LDLo, a propriedade privada, artes, instituições de direito e outros, desapareceu a bondade natural dos seres humanos e eles tornaram-se maus: a sociedade corrompe os homens. O cuidado com nossa conservação deve ser o menos prejudicial para o outro, adequado para a paz. O homem não é nem bom nem mau; a ética é um fenômeno social. Eles são soberanos e súditos ao mesmo tempo. A política da sociedade é projetada para proteger a vida e a liberdade dos indivíduos. A obrigação do governo legítimo é seguir a vontade da maioria, que sempre tende para o bem comum.
Adam Smith e o Liberalismo Econômico
Adam Smith publicou, em 1759, Teoria dos Sentimentos Morais, uma obra profundamente influenciada pelo utilitarismo de Bentham e Mill, na qual descreveu a formação dos juízos e a estrutura moral de uma "ordem natural" da vida social, cujos princípios construiriam o liberalismo econômico. Smith viu o comportamento humano em uma dualidade entre a razão e o impulso da paixão. A natureza humana, individualista e racional, empurra tanto ao confronto quanto à criação de instituições para alcançar o bem comum.
Em A Riqueza das Nações, Smith disse que a produção e a troca de bens aumentam e, portanto, elevam o padrão de vida da população se o empresário privado (industrial e comercial) puder agir livremente, com regulação e controle governamental mínimos. Smith estabeleceu o princípio da "mão invisível": ao buscar seus próprios interesses, todos os indivíduos são movidos por uma "mão invisível" que atinge o melhor objetivo social possível. A obra é também um guia para a política econômica, desencadeando a economia liberal onde o governo adota um modelo macroeconômico de mercado livre.
Diferença entre Desenvolvimento e Crescimento
É importante notar que o crescimento econômico não é o mesmo que o desenvolvimento, pois envolvem diferentes fatores. O desenvolvimento econômico inclui aspectos intangíveis, como a liberdade de pensamento, religião, intelectualidade, acesso à informação cultural e opinião pública. O crescimento econômico refere-se ao progresso econômico de uma nação, como mudanças na tecnologia para produzir mais. É fácil confundir desenvolvimento com crescimento; a explicação é que o desenvolvimento está incorporado no próprio crescimento econômico. Para medir ambos, usam-se mecanismos semelhantes, mas o desenvolvimento é um conceito mais amplo, inserindo fatores como o bem-estar.