Humanismo e Artes no Renascimento: Cultura e Elites

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Humanismo e Artes no Renascimento

O Renascimento conheceu a promoção do individualismo. Nos palácios e nas cortes, as elites cortesãs e burguesas sobressaíam pelo luxo, pelas maneiras e pelos talentos culturais. Especialmente apreciados foram os intelectuais e os artistas, que mereceram as maiores honras e justificaram o mecenato. Os intelectuais do Renascimento são conhecidos pelo nome de humanistas. Apaixonados pelos textos gregos e latinos, absorveram os seus valores antropocêntricos, fazendo da cultura antiga um instrumento formativo da personalidade humana. Preocupados com a construção de um mundo melhor, não deixaram de criticar as vilanias do presente, às quais contrapuseram as utopias.

A paixão pelos clássicos perseguiu também os artistas, apostados na exaltação da figura humana, no equilíbrio das linhas arquitetónicas, na perfeição e na racionalidade das composições. Não se limitando aos Antigos, foram, todavia, capazes de os ultrapassar. Provam-no a técnica da pintura a óleo, a perspetiva e o naturalismo.

Cultura e Elites no Contexto Renascentista

Dessas atitudes salientam-se a ostentação das elites cortesãs e burguesas, a prática do mecenato e o estatuto de prestígio dos intelectuais e artistas.

O tempo do Renascimento viu nascer uma atitude otimista de exaltação da vida, onde as elites sociais ou cortesãs, juntamente com burgueses, procuravam a ascensão. Tratava-se de uma situação particularmente notória na Itália, mercê da próspera situação económica das suas cidades-Estado e da sua bem-sucedida burguesia de negócios.

Estes rodeavam-se de luxo, conforto, beleza e sabedoria, nas suas vestes sumptuosas, ricos palácios e solares, consumiam requintadas iguarias, investiam na aquisição de obras de arte e no reforço das suas bibliotecas.

O Renascimento em Portugal

Em Portugal, o ambiente cultural da corte régia revelou-se favorável ao surto das letras e das artes. A erudição humanista fez-se sentir no ensino e na produção de notáveis obras literárias.

A corte régia portuguesa também se fez sobressair no panorama da sociabilidade e da cultura renascentista, provando-o no mecenato dos monarcas, onde D. João II, D. Manuel I e D. João III tiveram um papel bastante ativo na contratação de humanistas estrangeiros ou no custeio de bolsas a estudantes portugueses na Itália, França e nos Países Baixos, ou ainda nas sumptuosas festas que constituíam um momento alto de encenação do poder.

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