Ideologia e Inversão da Realidade: Perspectiva Marxista
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Exemplos de ideologia positiva
Exemplos de ideologia positiva: Os movimentos sociais: feministas, negros, étnicos, estudantis, do campo e da cidade, pelo direito à terra e por moradia, que se contrapõem às ideologias dominantes e possibilitam o surgimento de outras formas de pensar e de agir, estimulando a reflexão crítica da sociedade.
A ideologia segundo o marxismo
A ideologia segundo o marxismo: A consciência humana é sempre social e histórica e é determinada pelas condições concretas de nossa existência. Nossas ideias nem sempre representam a realidade tal como ela é. Por isso, mesmo conhecendo as causas da exploração, da dominação, da miséria e da injustiça, pouco fazemos para mudar.
As ideias, historicamente determinadas, nascem — surgem — a partir de nossa experiência social direta. E é essa experiência social a responsável pela construção de uma explicação da aparência das coisas como se esta fosse a essência das próprias coisas. Essas aparências — ou o aparecer social à consciência — são assim consideradas porque nos oferecem uma explicação invertida do mundo: o que é causa parece ser o efeito; o que é efeito parece ser a causa.
Essa inversão ocorre
Essa inversão ocorre:
- No plano da consciência individual;
- No plano da consciência social.
Resumindo: no conjunto de ideias e explicações que a sociedade oferece sobre si mesma.
Ideologia como inversão da realidade na política
Ideologia como inversão da realidade na política: Na política, o que convence e leva os sujeitos sociais a aceitarem a dominação estatal é o fato de não reconhecerem quem são os verdadeiros criadores do Estado. Geralmente a população não pergunta o que é o Estado, desconhecendo seus direitos civis e deveres constitucionais.
Ideologia como inversão da realidade na economia
Ideologia como inversão da realidade na economia: Na economia, nas sociedades capitalistas de ideologia neoliberal, os trabalhadores produzem todos os objetos existentes no mercado, todas as mercadorias; após havê-las produzido, as entregam aos proprietários dos meios de produção, mediante um salário; quando vão ao mercado não conseguem comprar essas mercadorias.
Ideologia como inversão da realidade
Ideologia como inversão da realidade: Quando não conseguem comprar e consumir o que produziram, os trabalhadores não só não se reconhecem como autores ou produtores das mercadorias, mas ainda acreditam que elas valem o preço que custam e que não podem tê-las porque valem mais do que eles. Dessa forma, os trabalhadores se alienam dos objetos de seu próprio trabalho e não se reconhecem como produtores da riqueza e das coisas. Essa inversão entre causa e efeito, princípio e consequência, condição e condicionado leva à produção de imagens e ideias que pretendem representar a realidade.
São essas imagens que formam um imaginário social invertido — um conjunto de representações sobre os seres humanos e suas relações, sobre as coisas, sobre o bem e o mal, o justo e o injusto, os bons e os maus costumes, etc. Nisso consiste a ideologia dominante.
Ideologia como fenômeno histórico-social
Ideologia como fenômeno histórico-social: A ideologia decorre do modo de produção econômico, pois, à medida que numa formação social uma forma determinada da divisão social se estabiliza, se fixa e se repete, cada indivíduo passa a ter uma atividade determinada e exclusiva, que lhe é atribuída pelo conjunto das relações sociais, pelo estágio das forças produtivas e pela forma da propriedade. Na sociedade capitalista, cada indivíduo, por causa da fixidez e da repetição de seu lugar e de sua atividade, tende a considerá-los naturais.
Exemplificando, quando alguém julga:
- Que faz o que faz porque tem talento ou vocação natural para isso;
- Que, por natureza, os negros foram feitos para serem escravos;
- Que, por natureza, as mulheres foram feitas para a maternidade e o trabalho doméstico.