Iluminismo: A Razão em Busca da Liberdade

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O Iluminismo foi um movimento cultural, filosófico, político e social que colocava a razão como a melhor forma para conquistar emancipação, liberdade e autonomia. Esses ideais e seus pensadores se concentravam na capital francesa. Esse movimento era contrário ao absolutismo presente em toda a Europa. Eles apoiavam a liberdade religiosa e a educação para todos. Foram responsáveis pela criação das enciclopédias, um livro contendo todo tipo de conhecimento existente. Num processo em que a maioria da população buscava forças para se virar contra a forma de governo, o Iluminismo veio como uma luz na mente dos revolucionários.

Principais Pensadores do Iluminismo:

  • John Locke (1632-1704): Para John Locke, o homem adquiria conhecimento ao longo do tempo por meio do empirismo.
  • Montesquieu (1689-1755): Defendia a divisão do poder em Legislativo, Executivo e Judiciário.
  • Voltaire (1694-1778): Acreditava na liberdade de pensamento e era crítico da intolerância religiosa.
  • Rousseau (1712-1778): Para Rousseau, o estado democrático deve garantir igualdade a todos.

Como o Iluminismo questionava e criticava o regime absolutista vigente na França, foi usado como inspiração para lutar por novas formas de governo, economia e sociedade. A monarquia era vista como um impedimento para o desenvolvimento do comércio e da burguesia.

Os iluministas acreditavam que o crescimento crítico era importante para melhorar a educação e a situação social de uma sociedade. No início do século XVIII, essa linha de pensamento tinha muita influência das questões da razão e natureza. Na primeira fase, houve a busca na compreensão dos fenômenos físicos. Na metade do século XVIII, os pensadores se afastaram desses ideais e começaram a se basear em teorias sociais.

As teorias iluministas chegaram ao Brasil no século XVIII, trazidas por jovens abastados que estudavam em universidades europeias. Eles voltavam com as ideias que eram disseminadas nesses países. O exemplo mais importante da influência do movimento em nosso país foi a Inconfidência Mineira, ocorrida em 1789. Eles exigiam a independência do Brasil, a instauração da República, liberdade econômica, religiosa e de pensamento.

A primeira revolução burguesa foi a inglesa - puritana e gloriosa - do século XVII, que legou o parlamentarismo, a garantia dos direitos individuais, a liberdade de expressão e a tolerância religiosa asseguradas pela Declaração dos Direitos ("Bill of Rights").

Revoluções Burguesas

A herança da Revolução Inglesa, as contradições entre Absolutismo e capitalismo, a sociedade de ordens e privilégios, a intolerância e o fanatismo religioso geraram no século XVIII o Iluminismo, movimento filosófico, de caráter racional, antiabsolutista e anticlerical, que defendeu o fim do Absolutismo e sua substituição por governos liberais. O projeto iluminista-liberal influenciou a independência das colônias e as revoluções liberais burguesas dos séculos XVIII e XIX.

Com base no ideário iluminista, a Revolução Francesa substituiu o Absolutismo e o mercantilismo pelo liberalismo político e econômico, a aristocracia pela burguesia no poder. Conquistou a liberdade de imprensa, de expressão e de cultos. Ao estabelecer a igualdade perante a lei, trocou o nascimento pela riqueza como critério de divisão social.

A Revolução Industrial implantou a fábrica mecanizada, criou uma nova classe social, o proletariado, submetida à rígida disciplina e à intensa divisão do trabalho, gerando a fragmentação do conhecimento e a perda da criatividade pelo trabalhador. O sistema fabril desenvolveu o corpo em detrimento da mente; estimulou o progresso, mas agravou a exploração; fragmentou o trabalho, mas promoveu a concentração urbana e operária.

As revoluções Francesa e Industrial consolidaram o capitalismo e, com ele, produziu-se uma série de contradições. Com a transformação da riqueza, do dinheiro e da propriedade nas bases da nova sociedade, os setores populares foram excluídos. Sob as promessas de autonomia individual, foram impostas a massificação e a disciplina operária; sob os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, impôs-se a propriedade privada, o individualismo, o culto do "ter" em detrimento do "ser". Essas contradições provocaram greves, protestos dos trabalhadores e o surgimento de novas ideologias como o socialismo e o anarquismo no século XIX.

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