Imperialismo, Colonialismo e Liberalismo no Séc. XIX
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Capitalismo-Imperialismo
Quais foram os motivos que levaram ao colonialismo europeu?
- Económicos: Obter matérias-primas para produzir produtos manufaturados, garantir mercados para vender os produtos fabricados e investir os excedentes de capitais nas colónias.
- Ideológicos: A crença de que as raças superiores tinham um direito para com as raças inferiores, pois tinham o dever de as civilizar.
- Político-Estratégicos: Os Estados europeus, em luta pela supremacia, preocupavam-se em ocupar posições estratégicas; os governos procuravam afirmar o prestígio e o poder nacionais e satisfazer a opinião pública.
A Partilha de África
A África era um continente desconhecido no século XIX. As potências europeias queriam ocupar territórios africanos, ricos em matérias-primas necessárias à sua industrialização. As questões estratégicas preocupavam portugueses, ingleses e franceses:
- Portugal: Desejava todos os territórios da "costa à contracosta", do Atlântico ao Índico.
- Inglaterra: Queria os territórios do Cairo ao Cabo.
- França: Pretendia Marrocos, Argélia e Tunísia.
Conferência de Berlim
Nesta conferência, em 1885, decidiu-se que, para uma potência europeia poder possuir um território africano, a descoberta de uma zona não lhe dava o direito automático a esse território; era necessária a ocupação efetiva (a exploração do território e a fixação da população).
Modo como os europeus lidavam
Não havia respeito dos europeus para com os africanos; a divisão de África não respeitou as tribos e os reinos locais. As divisões foram estabelecidas, muitas vezes, por fronteiras naturais. Os europeus construíam cidades e enviavam os africanos para as periferias, iniciando-se, desta forma, um processo de segregação para os nativos.
Sistemas Políticos e Económicos
- Capitalismo e Liberalismo: O liberalismo está relacionado ao capitalismo, pois este é a aplicação económica do liberalismo. O liberalismo foi, sobretudo, a defesa das liberdades individuais de associação, pensamento, expressão, comércio, propriedade e a salvaguarda da soberania da nação que, por eleições periódicas, passou a eleger os seus representantes e a elaborar uma constituição. O capitalismo foi um sistema baseado na propriedade privada dos meios de produção e na existência de um mercado livre em que se comercializam bens, serviços, produtos e trabalho.
- Voto Censitário: É a modalidade de voto restrito em que o direito só pode ser exercido pelos cidadãos que pagam ao Estado uma determinada quantia de dinheiro relativa a contribuições diretas (impostos) — o censo — e onde apenas os homens podem votar.
Democracia Liberal Portuguesa
No séc. XIX, a democracia era liberal burguesa, pois só votavam burgueses (homens que pagassem ao Estado um certo montante de impostos). A classe social cujos interesses eram mais defendidos no sistema rotativista era a burguesia. O sistema era rotativista, alternando sempre os dois principais partidos no governo; não existia grande oposição, fosse de esquerda ou de direita, e ambos tinham de obedecer à Constituição.
Primeiros Movimentos Sufragistas
Estes apareceram no séc. XVIII, em França (1789) e em Inglaterra (1792). As principais reivindicações sufragistas incluíam o direito ao voto e a luta por direitos iguais no trabalho e na educação.
John Stuart Mill, perante o parlamento inglês, discursou defendendo os direitos da mulher e, dois anos mais tarde, publicou um livro no qual se insurgia contra a discriminação a que a mulher era sujeita. As sufragistas eram mulheres que desejavam reclamar o seu direito ao voto; estas faziam manifestações, incendiavam objetos na rua e usavam a violência, justificando que eram as únicas formas de serem ouvidas. Em 1931, conseguiram alcançar os seus objetivos.