Império Romano: expansão, economia e romanização

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1. Esquema do Império Romano

Situação geográfica

  • Roma localiza-se na Península Itálica;
  • Itália situa-se entre o Mar Tirreno e o Mar Adriático;

Expansão romana

  • No séc. III a.C. Roma dominava toda a Península Itálica;
  • Dominava também o Norte de África e parte da Península Ibérica;
  • No séc. II a.C. conquistou: Grécia, Macedónia, Ásia Menor, Síria e a Judeia;
  • No séc. I a.C. detinha o Egito e a Gália;
  • No séc. I e II: Britânia e Dácia.

2. Formação do Império

Nos séculos VII e VI a.C., os romanos foram governados por etruscos, considerados por muitos como os fundadores de Roma. Nesse período, o sistema político era a Monarquia (753 a.C. a 509 a.C.), durante a qual os habitantes conseguiram fazer a cidade crescer em poder e em riqueza.

Durante a República (509 a.C. a 27 a.C.), graças ao desempenho dos romanos em várias guerras e campanhas de conquista, Roma formou um vasto império[1], um dos maiores da História.

Razões da expansão

  • Necessidade de segurança — defesa contra ataques de povos vizinhos;
  • Interesse económico — acesso a novos mercados, procura de terras e matérias-primas;
  • Ambição política — busca de honra e glória por parte dos chefes.

3. Economia do Império

  • Urbana — porque era nas cidades que se realizavam as trocas comerciais;
  • Comercial — porque a principal atividade do Império era o comércio;
  • Monetária — porque o intenso volume de trocas exigia uma grande circulação de moeda.

4. A unidade política, militar e administrativa do Império

  • Magistrados — exerciam cargos políticos e administrativos; competia-lhes o governo da República (poder executivo).
  • Senado — órgão político de grande prestígio, constituído por antigos magistrados; tinha como funções emitir pareceres sobre as leis (função consultiva), nomear governadores de província e aconselhar os magistrados.
  • Assembleias ou comícios — compostas por cidadãos que elegiam os magistrados e aprovavam as leis propostas por estes.

5. A Romanização[1]

Na Península Ibérica

O processo de conquista da Península Ibérica levado a cabo pelos romanos foi longo e difícil, tendo ocorrido entre os séc. III e I a.C.

Tal como a conquista, também o processo de aculturação[1] foi lento.

Aculturação: ato de assimilação de uma cultura por outra diferente; resulta do contacto entre indivíduos de culturas diferentes.

6. A formação de uma rede escolar urbana e uniformizada

No que diz respeito à educação da juventude, Roma seguiu o modelo grego, que procurava a educação o mais completa possível (física e intelectualmente).

Por volta dos 7 anos, os jovens começavam a frequentar escolas públicas que funcionavam junto ao fórum, e existiam três tipos de mestres:

  • O litterator, que ensinava a ler e a escrever. As suas aulas eram frequentadas por quase todas as crianças de ambos os sexos;
  • O grammaticus, que aprofundava o estudo da língua, da literatura e da geometria. As suas aulas eram frequentadas maioritariamente por rapazes, pois poucas raparigas continuavam os estudos;
  • O rhetor, que completava a formação intelectual, visando a expressividade que todo cidadão devia possuir.

A par do ensino intelectual, a educação romana privilegiava os exercícios físicos e os exercícios desportivos, com vista à preparação militar.

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