Impermeabilização de Edificações

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Impermeabilização é uma técnica que utiliza produtos específicos para proteger edificações da ação de fluidos, evitando danificações.

  • Forma de proteger os ambientes como barreira física, que impede a passagem do fluido ou escoamento para local não visualizado.
  • Segundo o IBI (Instituto Brasileiro de Impermeabilização), as primeiras impermeabilizações foram feitas com óleo de baleia.
  • Fluidos que infiltram: água, óleo, gases (CO2), maresia (cloretos).
  • A penetração de água ou outros agentes agressivos (gases) pode acontecer em qualquer vazio da estrutura, piorando quando for armada ou com cabos.
  • Infiltrações ocorrem em poros, fissuras ou aberturas, interfaces e efeito contorno de grão.

Causas de Infiltrações

  • Poros: Vazios internos da estrutura causados pelo excesso de ar aprisionado e água em estruturas de concreto, além de vazios criados na produção do material ou estrutura.
  • Fissuras e aberturas: Podem ou não atravessar paredes em qualquer direção. A NBR 9575/2010 - Projeto de Impermeabilização - define que até 0,5mm é fissura; acima disso, é trinca. Podem ser estruturais ou de retração.

Tipos de Fissura:

  • De movimentação: Causada pela variação térmica, pode ainda se movimentar.
  • De retração plástica: Causada pela perda de água em excesso ou erro na cura térmica.
  • De estrutura: Causada por erro de dimensionamento de armadura ou protensão, execução da estrutura ou baixa resistência do concreto.
  • Interfaces: Encontro ou emenda de diferentes métodos construtivos, geralmente em aberturas que, se não forem protegidas e vedadas, permitem a entrada de água ou outro agente agressivo.
  • As vedações são realizadas com material flexível para preenchimento, conhecido como selante para estruturas.
  • Efeito contorno de grão: Capacidade de transferir o fluido entre si após a sua saturação. Pode ocorrer por tempo indeterminado, de acordo com a capacidade de absorção de cada grão. Geralmente em materiais cerâmicos e cimentícios.

Soluções em Impermeabilizações de Edificações

1º Passo: Preparo da Superfície

  • Deverá estar limpa, livre de óleos, graxas, poeiras ou outro contaminante.
  • Se tiver fissuras ou trincas, deverão ser tratadas antes de aplicar a impermeabilização.
  • Superfície lisa: pode haver baixa aderência.
  • Superfície áspera: pode haver gasto excessivo ou insuficiente de material impermeabilizante.
  • Deve-se adotar o melhor método que atenda às necessidades da estrutura ou o que já está em projeto.

2º Passo: Escolha do Sistema

  • Sistema Rígido:
    • Aditivos misturados na massa: Recomenda-se como impermeabilizante secundário para reforço de outro sistema. Uso: fundações, alvenaria, muro de arrimo, pisos de concreto ou argamassa.
    • Pinturas acrílicas, poliuretânicas, silanas/siloxanos: Uso em telhas, blocos cerâmicos, tijolos, pedras aparentes, rejunte, pisos, etc. Consumo de 360 a 400 g/m²/demão. Aplicar em parede de reboco curado (28 dias), limpa, seca e sem mofo. Seguir informações do fabricante quanto à diluição. Aplicar com rolo de pelo alto ou trincha, com 4 horas entre cada demão (3 demãos).
    • Pintura asfáltica: Uso em fundações, muro de arrimo, pisos de pequenas dimensões (sem juntas ou placas). Consumo de 300 a 500 ml/m², dependendo da porosidade e condições do substrato.
  • Sistema Flexível:
    • As estruturas se movimentam devido à dilatação térmica, movimento de elementos estruturais, impactos, etc., gerando fissuras ou trincas que são pontos de infiltração. O impermeabilizante flexível é um material plástico aplicado como película que, após seca e curada, se movimenta junto com a estrutura.

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