A Importância da Contabilidade e Conciliação para Empresas

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Muitas são as formas em que as empresas, seus sócios e administradores podem ser condenados por leis comerciais, civis e penais pelo fato de não manter em ordem sua Contabilidade.

Seja pelos seguintes motivos:

  • Não levar a sério a documentação relativa à transação operacional;
  • Fazer negócios fora do objeto social;
  • Misturar ou confundir bens particulares do sócio e da empresa;
  • Cometer desvios;
  • Ou até mesmo, efetuar a contratação de um profissional despreparado.

A Contabilidade é a alma da empresa, nela ficam registrados todos os atos e fatos. Se os atos do administrador são corretos — documentação adequada e transações negociais dentro do objeto da empresa — o reflexo é imediato: a Contabilidade é transparente. Caso contrário, pode ser utilizada para incriminar a empresa, sócios, administradores e o contador que foram relapsos e desleixados.

No Brasil, principalmente nas médias e pequenas empresas, há o vício dos administradores não se preocuparem com a Contabilidade: “a Contabilidade é que se vire”. Essa atitude custa caro:

  • Crime fiscal;
  • Indisponibilidade dos bens dos sócios e administradores;
  • Pesadas multas e tributos;
  • Ingerência, concordata ou falência.

É mister aos empresários e contadores conhecerem a definição de crimes, fraudes, dolos, erros, simulações, arbitramentos fiscais, distribuição de lucros e responsabilidade. Devem conhecer os meios e privilégios de manter a escrita contábil saudável, como prova a favor da empresa nos mais variados embates a que estão sujeitos.

Assim, também, destaca-se um enfoque da importância da Auditoria como complemento da Contabilidade nas suas mais variadas áreas.

Conciliação Contábil – Contabilidade sem incorreções para evitar fraudes

Não basta que o contador apenas evite os procedimentos viciosos para não se configurar fraude. Deverá, também, manter em ordem a Contabilidade da empresa e, para isso, deverá conciliar a Contabilidade com os documentos e os diversos relatórios dos demais setores que dão suporte aos lançamentos contábeis. Bem assim, deve elaborar planilhas, relatórios e a composição dos saldos das contas contábeis, isto é, planilhas auxiliares que comprovem a correção dos saldos existentes na contabilidade.

Exemplo: Planilha de empréstimos bancários com os respectivos juros e atualizações, os quais estão em conformidade com a Contabilidade. O objetivo é que as Demonstrações Contábeis espelhem a realidade da empresa dentro dos Princípios, Convenções e Postulados Contábeis (Resolução CFC nº 750 de 29 de dezembro de 1993).

O Contabilista, por sua vez, deve ter ciência dos saldos existentes no Balancete ou no Balanço Patrimonial.

Como vimos, a certeza de que os saldos contábeis estão corretos está na empresa e, quanto mais houver o confronto dos relatórios de cada setor com a Contabilidade, maior será a precisão das informações contidas no Balanço Contábil da empresa.

Dessa forma, podemos dizer que a Contabilidade espelha a realidade da empresa, desobrigando os sócios, os administradores e o próprio contador de responderem com seus bens pessoais em questionamentos tributários, civis, comerciais, penais e criminais, provando que os mesmos não agiram de forma enganosa, lesiva ou com abuso de poderes perante terceiros.

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