Imunidade inata: neutrófilos, complemento e inflamação
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Proteína ligada à manose
Proteína como a 1qRS ligada à manose e não à IgG, como na via clássica.
Liberação de histamina e recrutamento de neutrófilos
A liberação de histamina promove vasodilatação, provoca extravasamento plasmático e os neutrófilos migram para a margem (1. Marginação).
Esses neutrófilos sofrerão surto respiratório pela ação do C3 na superfície, que altera o potencial de membrana permitindo entrada de Ca2+ e acelerando a produção de energia, produzindo hipoclorito de sódio e peróxido. Além disso, há produção de proteínas como as selectinas (demora cerca de 12 h), embora já existam vesículas com selectinas prontas.
Etapas do recrutamento leucocitário
- 1. Marginação — aproximação dos neutrófilos à parede vascular.
- 2. Rolamento — mediação por selectinas, baixa adesão e diminuição da velocidade.
- 3. Adesão — aumento da expressão de integrinas facilita a adesão firme.
- 4. Transmigração — células endoteliais promovem espaços; entrada de Ca2+ ativa enzimas que degradam o citoesqueleto do neutrófilo permitindo a passagem pelo endotélio.
Observação: esse processo pode demorar porque o sistema complemento pode resolver o problema sem necessidade do recrutamento massivo de neutrófilos.
Atividades posteriores e sinais de resolução
Saída de plaquetas → produção de lipoxina → atração de macrófagos.
Coagulação também participa no contexto inflamatório e de reparo.
Inibidor de C1 (C1‑INH) e efeitos da sua deficiência
O C1‑INH age em diferentes etapas da síntese de mediadores inflamatórios. Ele inibe a ativação proteolítica de C2 e C4 da via clássica, a via de amplificação do fator XII (Fator de Hageman), a produção de calicreína, plasmina e a formação de bradicinina.
Portanto, a deficiência de C1‑INH causa inflamação desordenada consequente à produção exagerada de cininas e de fragmentos C2b, que parecem ser os principais mediadores, levando à vasodilatação com aumento da permeabilidade e edema. Além disso, a plasmina pode destruir a camada de fibrina da parede dos vasos, acarretando aumento adicional da permeabilidade vascular.
Fator de crescimento derivado de plaquetas
Fator de crescimento derivado de plaquetas (PDGF) participa da reparação tecidual e sinalização durante o processo inflamatório.
Óxido nítrico
Óxido nítrico → vasodilatação para evitar o colapso (sofrimento) do vaso (sintetizado em células endoteliais). Macrófagos e nervos também produzem óxido nítrico em situações de patogênese.
Receptores Toll (TLR)
Receptores Toll — TLR
Presentes em várias células. Na ativação (por ligação de LPS) ocorre transdução do sinal → ubiquitinação → atuação de IKK, que leva à degradação do inibidor IκB e à liberação do fator de transcrição NF‑κB. O NF‑κB vai para o núcleo para induzir a produção de IL‑1, IL‑6, COX‑2 e TNF‑α.
Corticosteroides: aumentam IκBα e IκBβ, inibindo a ação de NF‑κB e reduzindo a expressão de mediadores inflamatórios.
Liberação de mediadores por macrófagos
Macrófagos liberam IL‑1, IL‑6, TNF‑α e COX‑2. As interleucinas têm ação autócrina (na própria célula) e parácrina (em células vizinhas), contribuindo para o processo inflamatório e com efeitos endócrinos locais e sistêmicos.
Mecanismo da febre
Quando chegam ao hipotálamo, IL‑1 e IL‑6 podem ativar COX‑3 → síntese de prostaglandinas → alteração da temperatura (febre).
Vírus nem sempre ativam receptores Toll que induzam forte resposta febril; bactérias geralmente provocam respostas que aumentam mais a febre.
Antipiréticos e antitérmicos
Antipirético: reduz a febre. Antitérmico: reduz a temperatura corporal (com ou sem febre).