Industrialização e Movimentos Operários no Brasil

Classificado em História

Escrito em em português com um tamanho de 2,39 KB

A Origem da Industrialização Brasileira

Com a dificuldade em importar bens industrializados, a exportação do café foi prejudicada, estimulando os investimentos e a produção interna, basicamente a indústria de bens de consumo. Foi nesse cenário que a acumulação de capital, advinda da economia cafeeira, começou a ser revertida em investimentos industriais. O café já não apresentava o rendimento de outrora e a proibição do aumento da lavoura fez com que alguns barões do café começassem a diversificar seus investimentos. Surgiram empresários preocupados com o desenvolvimento das estradas de ferro, das cidades e de toda a infraestrutura necessária para o crescimento urbano.

Contudo, as primeiras indústrias surgiram de maneira fraca e gradual. No final do século XIX e início do XX, elas ainda representavam uma baixa participação na economia nacional. Entre julho de 1914 e novembro de 1918, ocorreu a Primeira Guerra Mundial e, a partir daí, constatamos que os períodos de crise foram favoráveis ao nosso crescimento industrial.

Sociedade Brasileira antes da Crise de 1929

A sociedade brasileira na década de 1920 marcou a ascensão de movimentos operários. Nesta época, o operariado era composto, em sua maioria, por imigrantes europeus. Atravessando uma fase de franca expansão, o setor industrial empregava muitos italianos e espanhóis.

Esses imigrantes também foram responsáveis pela introdução no país de novas ideologias políticas, comuns na época, como:

  • Anarquismo
  • Socialismo

Essas doutrinas tiveram grande influência sobre os movimentos sindicais dos trabalhadores da indústria. Opondo-se ao avanço dessas ideologias, o governo reagiu elaborando leis que impediam a livre organização sindical e as greves. O governo defendia os interesses das oligarquias agrárias, principalmente dos cafeicultores, negligenciando aumentos salariais e o controle sobre o custo de vida e a inflação. Quem mais sofria com essa situação eram os trabalhadores.

Nestas circunstâncias, as greves trabalhistas eclodiram, paralisando várias indústrias. A fim de conter a ascensão do movimento operário e a onda de revoltas, o presidente Epitácio Pessoa promulgou, em 1921, a Lei de Repressão ao Anarquismo, visando eliminar a influência dessas ideias no movimento sindical.

Entradas relacionadas: