Infecções por Clostridium e Bacillus

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Tétano (Clostridium tetani)

  1. Introdução dos esporos (porta de entrada).
  2. Germinação dos esporos.
  3. Liberação da tetanospasmina: no SNC, fixa-se aos gangliosídeos na medula espinhal e tronco encefálico, onde aumenta a liberação de acetilcolina e diminui os níveis de glicina.
  4. Resulta em hiperreflexia, espasmos musculares e convulsões.
  5. Tratamento: Metronidazol (bacilo anaeróbio estrito).

Botulismo (Clostridium botulinum)

  1. Alimentos contaminados com esporos.
  2. Germinação dos esporos.
  3. Liberação de toxinas neurotóxicas, as quais se ligam às placas terminais dos nervos motores, ocorrendo o bloqueio da transmissão nervosa (impede liberação de acetilcolina).
  4. Resulta em paralisia flácida.
  5. Incubação: 18 a 24h.
  6. Tratamento: Penicilina, antitoxina trivalente, ventilação do paciente.

Gangrena Gasosa (Clostridium perfringens)

  1. Esporos (ingestão ou através de lesões).
  2. Germinação (crescimento de células vegetativas).
  3. Células vegetativas fermentam carboidratos dos tecidos e sintetizam enzimas, toxinas e gás.
  4. Promovem a distensão do tecido, interferência no fluxo sanguíneo e presença da toxina no sangue (toxemia), anemia hemolítica e morte.
  5. Fatores de virulência: DNase, hialuronidase, colagenase, toxinas necrotizantes, toxinas hemolíticas e enterotoxinas.
  6. Debridamento: técnica que retira as células mortas, impedindo o crescimento do micro-organismo e a liberação de toxinas.
  7. Tratamento: Debridamento, amputação, uso de antitoxina, oxigênio hiperbárico, penicilina, metronidazol, clindamicina.

Colite Pseudomembranosa (Clostridium difficile)

  1. Fatores que predispõem à doença: rompimento da microbiota entérica (uso de antibiótico ou aquisição de cepas toxigênicas).
  2. Toxina A: Enterotoxina (causa acúmulo de fluidos no intestino).
  3. Toxina B: Citotoxina (destrói as células).
  4. Sintomas: Causam diarreia aquosa ou sanguinolenta, cólicas abdominais e febre.
  5. Tratamento: Rever antibioticoterapia, reposição de água e eletrólitos.

Carbúnculo/Antraz (Bacillus anthracis)

Carbúnculo Cutâneo:

  1. Esporos no ambiente.
  2. Penetração pela pele ou mucosas.
  3. Após 12 a 36h da penetração, ocorre edema local, pápula, vesícula, pústula e úlcera necrótica (carbúnculo cutâneo) - pode disseminar-se pela circulação sanguínea (septicemia).

Carbúnculo Respiratório

  1. Esporos no ambiente.
  2. Penetração pelo trato respiratório.
  3. Germinação.
  4. Induz formação do carbúnculo respiratório (pneumonia).
  5. Prevenção: Imunização de animais e de pessoas com alto risco ocupacional, eliminação de carcaças de animais (incineração ou cova funda) e autoclavação dos produtos animais.
  6. Tratamento: Penicilina (carbúnculo cutâneo).

Intoxicações Alimentares (Bacillus cereus)

  1. Forma diarreica: Diarreia com dor e cólica abdominal. Toxina: termolábil. 6 a 24h.
  2. Forma emética: Náuseas, vômitos, cólica abdominal (autolimitada). Toxina: termoestável. 1 a 6h.
  3. Tratamento: Reposição eletrolítica.

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