Inflamação: fases, sinais clínicos e intervenções
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Inflamação: processo constituído de três fases
1) Fase de resposta inflamatória
a) Leucócitos e outras células fagocitárias e exsudatos são levados ao tecido lesado.
b) Esta fase começa logo que ocorre a lesão e pode perdurar até quatro dias. Visa criar um ambiente condutor do estágio fibroblástico (2ª fase).
c) A imobilidade nas primeiras 24–48 horas após a lesão é necessária para controlar a inflamação. Aproximadamente no terceiro ou quarto dia, o edema começa a diminuir e pode desaparecer definitivamente. A área lesionada pode aparecer quente à palpação e alguma descoloração pode ser observada. A lesão ainda se encontra dolorosa ao toque e há dor durante o movimento da parte lesada.
Fase inflamatória — sinais clínicos × intervenção
- Sinais clínicos: inchaço; temperatura aumentada ao toque; lesão dolorosa ao toque e à pressão; dor nos movimentos passivos e ativos.
- Intervenção: controlar a inflamação; prevenir hipóxia; reduzir o inchaço.
2) Fase de reparo fibroblástico
a) Durante este estágio, as células fibroblásticas depositam uma matriz de fibras colágenas e formam o tecido cicatricial.
b) Pode começar em até dois dias após a lesão e perdurar várias semanas. Neste ponto, o edema já desapareceu completamente.
c) A lesão ainda é sensível à palpação, mas não tão dolorosa. A dor também é menor nos movimentos ativos e passivos.
d) Deve-se começar a incorporar ao programa atividades que possam manter os níveis de condicionamento cardiorrespiratório, restituir a amplitude de movimento total, restaurar ou aumentar a força e restabelecer o controle neuromuscular.
e) O gelo ainda deve ser aplicado no início para reduzir a possibilidade de edema.
Fase proliferativa — sinais clínicos × intervenção
- Sinais clínicos: ausência de inflamação; ainda pode existir sensibilidade ao toque; dor menor nos movimentos ativo e passivo.
- Intervenção: promover a cicatrização (↑ circulação); analgesia; retornar a flexibilidade; melhorar a força.
3) Fase de maturação – remodelação
a) Realinhamento das fibras de colágeno do tecido cicatricial.
b) O tecido assume, gradativamente, a aparência e funções normais, embora a cicatriz raramente seja tão forte quanto o tecido normal que foi lesionado.
c) É a mais longa das fases e pode perdurar por vários anos, dependendo da gravidade da lesão. A lesão já não é dolorosa à palpação, embora alguma dor possa ser percebida com o movimento.
d) O foco deve ser a recuperação das habilidades específicas. Exercícios de fortalecimento muscular, pliométricos, de equilíbrio e de condicionamento devem ser incorporados ao programa de tratamento.
e) Deve-se usar calor profundo (ultrassom) para aumentar a circulação nos tecidos profundos.
Fase remodelação — sinais clínicos × intervenção
- Sinais clínicos: ausência de sensibilidade ao toque; possivelmente dor ao movimento.
- Intervenção: retornar à atividade; alinhar a cicatriz.
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