Integração da Espanha na UE: Política de Comércio Exterior

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Pergunta

34. Como foi a integração da Espanha na economia da União Europeia e a especialização no exterior?

Contexto e processo histórico

A política de comércio exterior da Espanha caracteriza-se pela aceleração da globalização econômica, pelo aumento do comércio mundial e pelos fluxos de investimento direto e de movimentos de capitais financeiros. Isto foi facilitado pela liberalização do comércio promovida por instituições como o GATT e o seu sucessor, a Organização Mundial do Comércio (1995).

A Espanha iniciou o seu processo de internacionalização já na década de 1960 e incorporou-se plenamente neste fenómeno na década de 1980, com destaque para a adesão à Comunidade Europeia em 1986. Desde então, a Espanha passou a ter um sistema de regulação empresarial semelhante ao de outros países da UE, o que permitiu a especialização em produções nas quais obteve vantagem competitiva.

Entrada de capitais e políticas internas

A abertura favoreceu a entrada de capital estrangeiro e incentivou o potencial produtivo, nomeadamente no setor da construção. O mercado único europeu exigiu o reforço das políticas de concorrência e de desenvolvimento regional para evitar possíveis desequilíbrios.

A política de promoção das exportações provocou, por sua vez, alterações nos mecanismos de apoio: linhas de crédito à exportação e incentivos fiscais foram profundamente revistos, e muitos incentivos fiscais foram eliminados com a introdução do IVA. Em contrapartida, o Estado assumiu um papel mais ativo e passou a dar maior apoio à internacionalização das empresas.

Impactos sobre a concorrência e a especialização

A abertura externa da economia espanhola resultou numa liberalização quase total do comércio com os países da UE e numa aparente redução da proteção, tanto nominal quanto efetiva, em relação ao resto do mundo. Consequentemente, alteraram-se as condições de concorrência no sistema produtivo espanhol.

Por um lado, melhorou o acesso de bens importados ao mercado espanhol. Por outro, as empresas espanholas passaram a dispor de insumos a custos mais baixos, aumentando a sua competitividade tanto no mercado interno quanto no mercado externo desde meados da década de 1980.

Principais efeitos comerciais

  • Abertura: a taxa de abertura da economia espanhola (importações + exportações em relação ao PIB) passou de cerca de 33% em 1985 para 45% em 1998.
  • Integração regional: o peso das relações comerciais com os restantes membros da UE intensificou-se, passando de 52% para 70% entre 1985 e 1998.
  • Reorientação geográfica: esta intensificação do comércio com a UE ocorreu, em parte, à custa de outras áreas geográficas, reduzindo o peso relativo de outros países da OCDE.
  • Evolução na década de 1990: com o desenvolvimento das economias em transição, melhorou a posição relativa de regiões como a América Latina, a Europa Oriental e alguns países do Mediterrâneo.
  • Importações: no caso das importações, verificou-se uma redução do peso relativo da maioria dos fornecedores de países terceiros.
  • Saldo comercial: é importante realçar que o aumento das importações foi, de modo geral, maior do que o das exportações.

Resumo

Em síntese, a integração da Espanha na União Europeia promoveu uma forte internacionalização económica: liberalização do comércio com a UE, entrada de capitais, ajuste da politica de apoio às exportações e reconfiguração das relações comerciais. Tudo isso reforçou a especialização produtiva em setores competitivos, ao mesmo tempo que alterou a geografia das trocas e a dinâmica das importações e exportações.

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