Interações Medicamentosas e Farmacocinética: Guia Clínico

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Interações Medicamentosas e Farmacocinética

Nunca se deve associar os Inibidores da Monoaminooxidase (IMAO) com antidepressivos tricíclicos, devido ao risco de episódios hiperpiréticos, convulsões graves, crises hipertensivas e até morte. Deve ser observado um intervalo mínimo de 14 dias entre a suspensão dos IMAO e o início do tratamento com tricíclicos, e vice-versa.

Quando duas ou mais drogas são administradas concomitantemente, podem ocorrer alterações em seu perfil farmacocinético. A absorção, distribuição, biotransformação e eliminação determinam o tempo de início, a intensidade e a duração da ação de um fármaco. Portanto, qualquer substância que interfira nesses processos influenciará a eficácia do medicamento.

O que são Interações Farmacocinéticas?

Interações farmacocinéticas ocorrem quando um fármaco modifica a cinética de outro administrado concomitantemente. Em 1953, Dost propôs o termo farmacocinética para descrever o movimento da droga através do organismo, estudando quantitativamente a cronologia dos processos de absorção, distribuição e eliminação.

Diferente das interações farmacodinâmicas, que são quase sempre previsíveis, as alterações farmacocinéticas não costumam ser intuitivamente óbvias. O efeito de um fármaco depende de sua concentração plasmática; a elevação excessiva desse nível pode aproximar o fármaco da zona de toxicidade. A relação entre o nível plasmático efetivo e o nível plasmático tóxico é denominada índice terapêutico.

Principais Fatores de Interação:

  • Absorção: Interações físico-químicas no trato gastrintestinal, motilidade, alteração na função da mucosa e flora bacteriana.
  • Distribuição: Fluxo sangüíneo, ligação tecidual, ligação às proteínas plasmáticas e transporte ativo.
  • Biotransformação: Indução ou inibição enzimática.
  • Excreção: Filtração glomerular, reabsorção tubular, secreção tubular e excreção biliar.

Uso de Medicamentos na Gravidez

Os fármacos ingeridos pela mãe podem atravessar a placenta e expor o feto aos seus efeitos farmacológicos e adversos. A prescrição de qualquer medicamento durante a gravidez só deve ocorrer quando os benefícios para a mãe superam os riscos para o feto.

Os efeitos prejudiciais podem ocorrer em qualquer momento da gestação. Este conceito deve ser considerado sempre que se prescrever a uma mulher em idade fértil ou a um homem que pretende ser pai, sendo fundamental conhecer o risco basal de malformações induzidas por fármacos.

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