Intervencionismo Económico e a Crise do Pós-Guerra
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O Intervencionismo e o New Deal
Intervencionismo: Conjunto das atividades económicas com vista a corrigir danos derivados da aplicação do liberalismo económico. Fazem parte medidas como o controlo de preços, leis sobre salários, na legislação do trabalho e de caráter social.
O New Deal foi um programa de reformas sociais e económicas criado por Franklin Roosevelt. Tinha como objetivos a superação dos efeitos da Grande Depressão originada pela crise, num primeiro momento, e a promoção e garantia do bem-estar da população americana, numa fase posterior.
A superação da crise económica passava pelo aumento do consumo. Para tal acontecer, Roosevelt implementou medidas económicas como:
- Desvalorização do dólar com vista a reduzir a dívida externa;
- Aumento dos preços e o encerramento temporário de instituições bancárias;
- No setor da agricultura, concederam-se empréstimos aos agricultores e indemnizações que compensavam os maus anos agrícolas e a redução das áreas cultivadas;
- Na indústria, estabeleceu-se a fixação de preços mínimos e máximos de venda e a regulamentação do horário semanal máximo de trabalho e salário mínimo.
No lado social, Roosevelt iniciou grandes obras públicas, como estradas e aeroportos, e a distribuição de subsídios aos mais carenciados.
A Frente Popular Francesa
Foi o governo da Frente Popular que introduziu as primeiras grandes reformas de caráter social. Tentando acalmar as reivindicações sindicais e a onda grevista, o governo encetou negociações entre o patronato e os delegados da Confederação Geral dos Trabalhadores, das quais resultaram:
- O reconhecimento da liberdade sindical;
- A obrigatoriedade de celebração de contratos coletivos de trabalho;
- A subida de salários e a promoção do lazer e cultura popular.
No plano económico, a Frente Popular francesa preocupou-se com a recuperação da agricultura, procurando conciliar os interesses dos produtores e dos consumidores, regulamentando a produção e tabelando os preços. Contudo, encontrou grande oposição interna e um clima internacional complicado, razões que explicam que parte destas medidas tivesse ficado por aplicar.
Portugal no Primeiro Pós-Guerra
A 1ª República Portuguesa foi um período conturbado por graves problemas sociais, económicos e políticos. O contexto não favoreceu o regime, que não conseguiu responder às questões levantadas pela crise, tais como:
- Uma indústria atrasada e insuficiente;
- O predomínio da agricultura e o aumento do custo de vida;
- A balança orçamental deficitária e a falta de bens essenciais.
A guerra também trouxe instabilidade política. As divergências internas eram frequentes, o próprio Partido Republicano dividiu-se e os governos sucediam-se rapidamente. O descontentamento social, vindo das classes médias e do operariado, gerou vagas grevistas e movimentos anti-republicanos. Com este ambiente, tornou-se fácil o derrube da 1ª República através de um golpe de estado militar, dando início a um regime de Ditadura Militar, que mais tarde seria substituída pela ditadura do Estado Novo.