Isolamento absoluto: dique de borracha e manejo pulpar
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Vantagens
- Manter o campo operatório limpo e seco.
- Menor risco de problemas pós‑operatórios provenientes da contaminação por fluidos bucais.
- Tempo ganho ao trabalhar em campo limpo.
- Melhor acesso e visibilidade (afastamento gengival; afasta bochechas, lábio e língua e controla a umidade).
- Eficiência operatória (mantém a boca do paciente aberta durante todo o procedimento e estabiliza a língua).
Desvantagens
- Tempo gasto na instalação (eliminado com treino e prática).
- Dificuldade de aplicação em dentes pouco erupcionados, alguns terceiros molares e dentes mal posicionados.
- Desconforto para o paciente.
- Risco de alergia do paciente ao material de borracha.
Materiais
- Dique de borracha (isola o dente da cavidade).
- Arco porta-dique (fixação do dique de borracha).
- Perfurador de borracha (perfurar o dique de borracha):
- 1º para incisivos inferiores;
- 2º para incisivos superiores;
- 3º caninos e pré‑molares;
- 4º para isolar com grampo com asa, molares superiores e inferiores;
- 5º para isolar e usar grampos sem asa, molares superiores e inferiores.
- Pinça porta-grampos (leva o grampo ao dente).
- Grampos (finalidade de reter o dique de borracha e promover afastamento gengival):
- Com asa (grampo levado juntamente com o dique no dente): 200 a 205 — molares; 206 a 209 — pré‑molares; 210 e 211 — anteriores.
- Sem asa (coloca-se primeiro o grampo, depois envolve-se o dique): grampo para retração: 212 — anteriores; 26 e 28 — molares com pouca retenção; W8A — molares parcialmente erupcionados.
- Alça (impede que o dique escape).
- Garra (prende o grampo ao dente).
- Materiais complementares: tesoura, tira de lixa de aço, fio dental, vaselina, cunha de madeira.
Função das amarilhas
Manter o dique de borracha junto ao colo do dente.
Antes de colocar o isolamento
- Limpeza dos dentes com pasta profilática.
- Verificação dos contatos proximais (fio dental).
- Escolha do grampo adequado.
- Separação mecânica quando necessária (cunha de madeira).
- Anestesiar o local com anestésico tópico e com técnica infiltrativa.
Remoção do isolamento
- Retirar amarilhas com auxílio de uma tesoura.
- Cortar a borracha e retirar o grampo, arco e borracha.
- Passar fio dental para testar o ponto de contato e retirar borracha residual.
- Fazer ajustes necessários.
Proteção do complexo dentino‑pulpar
A quantidade e a profundidade da cavidade, quanto mais próxima estiver da polpa, maior a possibilidade de desencadear respostas pulpares. Alguns fatores que influenciam:
- Fatores técnicos (realizados durante os passos operatórios).
- Fatores clínicos (condição inicial da polpa e quantidade e qualidade de dentina).
- Fatores fisiológicos (idade do paciente; idosos possuem dentina menor).
- Refrigeração: importante para minimizar aumento de temperatura, pois a elevação pode causar injúrias à polpa.
Tratamento expectante
- Adequação do meio (remoção dos focos de infecção na cavidade, preparando para tratamento definitivo).
- Tratamento anódino (procedimento para aliviar a sensação dolorosa do paciente).
- Proteção provisória (realização de procedimento provisório; coloca-se material para preencher a cavidade temporariamente).
Capeamento pulpar
Aplicação de medicação sobre polpa exposta para preservar a vitalidade dental. Só pode ser feito com isolamento absoluto. Ocorre em lesões profundas e muito profundas. Se o capeamento deu certo, através de radiografia observa-se formação de dentina reacional.
Capeamento direto: feito sobre a polpa, indicado em pessoas mais jovens, pois as células mesenquimais da polpa se tornam odontoblastos que formam barreira de dentina.
Capeamento indireto: feito sobre dentina que está sobre a polpa.
Polpa reversível
Paciente com sintomatologia dolorosa apenas ao frio, sinal de inflamação superficial, sem lesão periapical. Se após capeamento a dor ao frio desapareceu, pode-se realizar restauração definitiva; caso contrário, evolui para problema endodôntico.
Polpa irreversível
Não é possível realizar capeamento pulpar; o tratamento indicado é endodôntico. Sintomas: dor por vários dias, analgésicos ineficazes, piora com alimentos e líquidos quentes, sinais de inflamação persistente.
- Se o sangramento não cessa, é sinal de inflamação pulpar irreversível e indica tratamento endodôntico.
- Se a restauração ficar alta e gerar trauma oclusal, isso pode dever‑se a problemas na confecção dos sulcos, cúspides e anatomia do dente; pode levar a condição irreversível e necessidade de tratamento de canal.
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