Kant e a Crítica da Razão Pura — Racionalismo e Empirismo

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Crítica da Razão Pura: Racionalismo e Empirismo

Na Crítica da Razão Pura, Kant discute o racionalismo e o empirismo. Segundo o filósofo alemão, as duas correntes desenvolveram teorias sobre a realidade sem fazer, previamente, uma crítica da competência do conhecimento humano e das possibilidades e limites dos mesmos.

Mudança radical na teoria do conhecimento

Para explicar a teoria do conhecimento de Kant, é indispensável compreender por que, na filosofia, essa transformação é conhecida como mudança radical. Ao contrário do que havia sido feito até então nas teorias do conhecimento, Kant dá mais relevância à questão do objeto: “Não conhecemos a realidade como ela é em si; conhecemos a realidade como ela se adapta às nossas condições.”

Crítica da razão teórica e princípios universais

Kant desenvolveu uma crítica da razão teórica para demonstrar que não se pode conhecer a coisa em si, mas apenas a aparência da natureza, desde que existam princípios universalmente válidos para todos. Com esses princípios universais é possível conceber um mundo comum e objetivo. Esses princípios são chamados de princípios a priori do conhecimento. Sem eles, um conhecimento a priori, universal e necessário não seria possível.

Conhecimento puro e conhecimento transcendental

Kant chamou o conhecimento desses princípios a priori de conhecimento puro e os argumentos para encontrá-lo de conhecimento transcendental.

Estética Transcendental: sensibilidade e intuição

Na doutrina kantiana, os princípios a priori da sensibilidade compõem a Estética Transcendental. Os objetos são dados pela sensibilidade, e as intuições que surgem são chamadas empíricas: são as impressões tal como aparecem imediatamente em nossas mentes.

Intuições puras: espaço e tempo

Somos capazes de organizar as ideias empíricas graças às intuições puras, que são o espaço e o tempo. Segundo Kant, essas intuições puras são independentes do que percebemos empiricamente. O tempo é a forma do sentido interno — a maneira pela qual nos damos conta do encadeamento das representações — e o espaço é a forma dos sentidos externos. Espaço e tempo são, portanto, condições básicas para a recepção sensível.

Fenômenos e a compreensão

A união das intuições puras e empíricas dá origem ao que chamamos de fenômeno. Através da sensibilidade sentimos os objetos, mas a intuição por si só não constitui conhecimento. O conhecimento é obtido por meio de conceitos, e estes só são possíveis na compreensão, a faculdade que nos permite formar juízos articulando conceitos.

Analítica Transcendental

A parte da obra que trata da faculdade de compreender é chamada Analítica Transcendental.

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