Lei Sinde: Controvérsia sobre Downloads Gratuitos

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Dados: Uma lei que permite ao governo espanhol fechar sites que oferecem download gratuito de filmes, jogos de vídeo ou música sem a permissão dos detentores dos direitos autorais, gerou grande polêmica.

Até agora, o processo para julgar crimes relacionados à propriedade intelectual consistia em apresentar uma denúncia ao tribunal e aguardar a decisão do juiz. Isso é normal e desejável em qualquer estado de direito. No entanto, os juízes decidiram, em várias ocasiões, que os links em si não são ilegais e não violam nenhuma lei de direitos autorais. Os links são meros indicadores de onde encontrar uma obra, mas não representam a divulgação da obra em si.

Após cerca de 40 casos de supostas falhas por parte das associações de defesa dos direitos autorais, e vendo que o Judiciário tem dado razão à Internet, estas associações decidiram pressionar o governo a contornar os juízes. A nova estratégia proposta permitiria fechar páginas com base em decisões arbitrárias, sem a necessidade de uma ordem judicial. Basicamente, tentam remover o árbitro do jogo, porque este não está a apitar a favor dos interesses de uma das partes, neste caso, a indústria cultural.

Reações à Lei Sinde

  • Ana Milan (Autoridade): Não hesitou em apoiar a lei Sinde: "Meu total apoio à lei Sinde. Quando os nossos filhos continuarem a ter músicas e livros, agradecerão. A arte é paga. Assim deve ser."
  • Adriana Abenia: A repórter do programa 'Sálvame' também se manifestou, mas de forma contrastante: "A liberdade na Internet também é uma forma de difundir a cultura. Muitas bandas se dão a conhecer por este meio."
  • Álex de la Iglesia: Renunciou à presidência da Academia de Cinema Espanhola por divergências com a Lei Sinde.
  • Santiago Segura: "Se Álex de la Iglesia renunciou à presidência da Academia de Cinema por desentendimentos com a Lei Sinde, eu renuncio como membro também. Então lá vamos nós...". Comparação: "É como um policial que se acovarda ao ver um ladrão roubar; não o impeça, apenas se irrite." (Em referência à fúria dos "piratas", quase todos com rugas, sem saber o que diabos estão a votar no Congresso).

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