Leibniz e a Revolução Copernicana na Filosofia
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Leibniz: O Princípio da Razão Suficiente universal e necessária permite manter as ideias inatas e as ideias empíricas. É justamente o princípio da causalidade, como vimos, que será alvo das críticas dos empiristas. O princípio da razão suficiente é apenas um hábito adquirido por experiência, como resultado da repetição e da frequência de nossas impressões sensoriais. A crítica de Hume à causalidade e ao princípio da razão suficiente leva à resposta de Kant.
A Revolução Copernicana em Filosofia: em vez de colocar no centro a realidade objetiva ou os objetos do conhecimento, dizendo que são racionais e que podem ser conhecidos tais como são em si mesmos, comecemos colocando no centro a própria razão. Não é o sujeito que se orienta pelo objeto (real) como quis a tradição, mas o objeto que é determinado pelo sujeito.
Razão: uma estrutura vazia, uma forma sem conteúdo. Não adquirida através da experiência, a estrutura da razão é a priori (antes da experiência) para Kant.
Engano dos Inatistas: supor que conteúdos ou matéria do conhecimento são inatos; não existem ideias inatas. Engano dos Empiristas: supor que a estrutura da razão é adquirida por experiência ou causada pela experiência.
Para Kant, só há conhecimento quando a experiência oferece conteúdos à sensibilidade e ao entendimento.
Crítica da Razão Pura: visa investigar as condições de possibilidade do conhecimento, o modo pelo qual na experiência de conhecimento sujeito e objeto se relacionam e em que condições esta relação pode ser considerada legítima.
Dogmatismo: procedimento dogmático da razão sem uma crítica precedente de seu próprio poder.
Teoria do Conhecimento de Kant: análise das condições de possibilidade do conhecimento, por meio do qual se pode delimitar a ciência da pseudociência, distinguindo o uso cognitivo da razão que efetivamente produz conhecimento do real.
Filosofia Crítica: busca dar conta da possibilidade do homem conhecer o real e agir livremente.
Dialética do Senhor e do Escravo: uma consciência é a consciência independente, para a qual o ser para si é a essência; outra é a consciência dependente, para a qual a essência é vida ou o ser para um outro. Uma é o Senhor, outra é o escravo. Descreve uma relação assimétrica entre duas consciências que se tratam como sujeito e objeto, e não uma relação entre dois sujeitos, como deveria ser uma relação de reconhecimento mútuo e recíproco. Só ao atingir o saber absoluto a consciência será capaz do reconhecimento universal.