Lesões Neurológicas: Artéria Cerebral Posterior e TCE

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Artéria Cerebral Posterior

Lesões na Artéria Cerebral Posterior podem causar:

  • Hemianopsia.
  • Agnosia visual.
  • Prosopagnosia – dificuldade para nomear pessoas.
  • Anomia – dificuldade em nomear cores.
  • Dislexia – dificuldade para ler.
  • Agrafia – dificuldade para escrever.
  • Déficit de memória.

Traumatismo Cranioencefálico (TCE) e Escala de Coma de Glasgow

A postura de flexão dos membros superiores – especificamente cotovelos e punhos – e de extensão de membros inferiores corresponde a um padrão chamado DECORTICAÇÃO. Este é geralmente produzido por extensas lesões envolvendo o diencéfalo e o mesencéfalo.

A postura de extensão dos membros inferiores e superiores acompanhada de adução, extensão e rotação interna dos ombros, cotovelos e punhos, trata-se de um padrão postural chamado DESCEREBRAÇÃO. Este padrão ocorre comumente após lesões bilaterais no mesencéfalo e na ponte.

Localizações Frequentes da Lesão de Artéria Distal (LAD)

As localizações mais frequentes da LAD são:

  1. Substância branca subcortical dos hemisférios cerebrais (estágio 1).
  2. Corpo caloso (estágio 2).
  3. Mesencéfalo e ponte (estágio 3).

Tumefação Cerebral e Prognóstico no TCE

A Tumefação Cerebral é o aumento do volume cerebral por edema cerebral (brain swelling). O mais comum no TCE é o edema vasogênico ou congestão por aumento do volume sanguíneo dos vasos cerebrais.

A Hemorragia Subaracnóidea Traumática (HSAt) é um marcador do TCE, indicando pior prognóstico, quando presente, nos pacientes com TCE moderado e grave: há correlação entre o volume de sangramento identificado na tomografia e a evolução prognóstica.

Pressão Intracraniana (PIC)

A PIC é determinada pelo equilíbrio de três fatores segundo a doutrina de Monro-Kellie:

  • Massa cerebral representa 80% da PIC.
  • Sangue representa 10% da PIC.
  • Líquido Cefalorraquidiano (LCR) representa 10% da PIC.

Quadro Clínico: Cefaleia, náusea, vômito, diplopia e rebaixamento do nível da consciência = desvio da linha média e herniação cerebral.

Comprometimentos Neurológicos

Os comprometimentos incluem:

  • Déficit Motor (NMS).
  • Ataxia Extrapiramidal.
  • Alterações Sensitivas (Superficial e Profunda).
  • Queixas Álgicas.
  • Apraxias; Agnosia.
  • Déficits Cognitivos e Comportamentais: apatia, desinibição, impulsividade, agressividade, irritabilidade, ansiedade, distúrbio do sono, psicose, depressão.
  • Distúrbio de Linguagem.

Doenças Musculares e Fibras Nervosas

Classificação das fibras nervosas:

  • e (fibras mielinizadas grossas e velocidades de condução altas).
  • (fibras mielinizadas finas e velocidades de condução intermediárias).
  • C (fibras amielínicas com velocidades de condução baixas).

Tipos de Lesão Nervosa Periférica

  • Neuropraxia — lesão leve com perda motora e sensitiva, sem alteração estrutural.
  • Axonotmese — é comumente vista em lesões por esmagamento, estiramento ou por percussão. Há perda de continuidade axonal e subsequente degeneração Walleriana do segmento distal. Nesse tipo de lesão não ocorre perda de célula de Schwann, e a recuperação irá depender do grau de desorganização do nervo e também da distância do órgão terminal.
  • Neurotmese — separação completa do nervo, com desorganização do axônio causada por uma fibrose tecidual com consequente interrupção do crescimento axonal. A recuperação espontânea é pobre sem intervenção cirúrgica.

Degeneração Walleriana

Na degeneração Walleriana a região proximal à lesão ocorre degeneração do axônio até o nódulo de Ranvier mais próximo, que, em situações extremas, acarreta a morte da célula por apoptose. A região distal à lesão é o local onde ocorrem as primeiras modificações, culminando em desintegração do axônio e mielina que progride distalmente.

Nervos e Raízes Envolvidas

  • Nervo Mediano – C5-C6-C7-C8-T1.
  • Nervo Radial – C6-C7-C8-T1.
  • Nervo Ulnar – C7-C8-T1.
  • Nervo Isquiático – L4-L5-S1-S2-S3.
  • Nervo Fibular – L4-L5-S1-S2 (pode causar Marcha Escarvante).
  • Nervo Tibial – L5-S1-S2.

Quadro Clínico da Lesão Nervosa Periférica

O quadro clínico inclui:

  • Fraqueza muscular (plegia | paresia).
  • Hipoestesia; Anestesia e Parestesia.
  • Hipotonia.
  • Hiporreflexia | Arreflexia.
  • Atrofia.
  • Pele ressecada (secundária à desmielinização).

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