Limites de Consistência e Classificação dos Solos

Classificado em Geologia

Escrito em em português com um tamanho de 4,41 KB

Limites de Consistência e Propriedades Físicas do Solo

Limites de Consistência do Solo: Nos solos grossos, o efeito da umidade é negligenciado devido às suas propriedades. Já nos solos coesos, a umidade é de suma importância para a sua classificação, definindo o estado físico do solo, que pode ser: líquido, plástico, semissólido ou sólido. Ao informar os valores limites entre cada estado, conhece-se o limite de consistência.

O estado plástico é uma propriedade caracterizada pela capacidade do solo de se deformar sem ruptura ou trincas e sem variação de volume; depende de fatores como a umidade e o tipo de argilomineral.

Estados de Consistência:

  • Estado Sólido: Quando o seu volume não varia por variações em sua umidade.
  • Estado Semissólido: O solo apresenta fraturas e se rompe ao ser trabalhado.
  • Estado Plástico: Permite moldá-lo sem que o mesmo apresente fissuras ou variações volumétricas.
  • Estado Líquido: Quando o solo possui propriedades e aparência de uma suspensão, não apresentando resistência ao cisalhamento.

O Limite de Liquidez (LL) separa os estados plástico e fluido. A transição ocorre entre: Sólido (LC - Limite de Contração/Seco), Semissólido (fraturas e trincas), Plástico (LP - Limite de Plasticidade/Moldável) e Líquido (LL - Saturado).

Amolgamento: É a operação de destruição da estrutura do solo, com a consequente perda da sua resistência. Tixotropia: Recuperação da resistência coesiva do solo, perdida pelo efeito do amolgamento, quando este é colocado em repouso. Textura: É o tamanho relativo e a distribuição das partículas sólidas. Estrutura: Refere-se ao padrão de arranjamento e organização das partículas primárias do solo para formar agregados (grão simples, maciço e agregados).

Fatores e Processos de Formação:

Fatores do estado plástico: Granulometria, condições do teor de umidade, forma das partículas e sua composição química e mineralógica.

  • Intemperismo Físico: Responsável pelas fragmentações ou fissuras nas rochas, separando minerais. Fenômenos: água (e seus processos de evaporação e congelamento), variações de umidade, temperatura e vento.
  • Intemperismo Químico: Caracterizado pelas transformações químicas oriundas das diferenças de pressão e temperaturas das rochas. Fenômenos: água, sendo que os principais mecanismos de ataque são a oxidação, hidratação, carbonatação e os efeitos químicos da vegetação.
  • Intemperismo Biológico: Transformação das rochas a partir da ação de seres vivos, como bactérias ou até mesmo animais.

Tipos de Solo e Dinâmicas:

Tipos de Solo: Solos residuais são formados pelo acúmulo da sedimentação da rocha mãe. Os solos transportados sofrem ação de agentes transportadores, podendo ser pela água (aluvionares), vento (eólicos), gravidade (coluvionares) e geleiras (glaciares).

Forças Atuantes: Em solos grossos, as forças que atuam são as gravitacionais; já nos solos finos, as forças atuantes são as de superfície (moleculares e elétricas).

Intemperismo e Erosão: O intemperismo é o conjunto de processos através dos quais as rochas se desintegram e se decompõem à superfície da crosta terrestre. A Erosão é o conjunto de processos que promovem a retirada e transporte do material produzido pelo intemperismo, ocasionando o desgaste do relevo. Tipos de erosão: pluvial, glacial, eólica e antrópica (causada pelo ser humano).

Classificação Granulométrica e Composição:

  • Pedregulho: > 2,0 mm
  • Areia Grossa: 2,0 a 0,6 mm
  • Areia Média: 0,6 a 0,3 mm
  • Areia Fina: 0,3 a 0,075 mm
  • Silte: 0,075 a 0,002 mm
  • Argila: < 0,002 mm

Critérios de nomenclatura: >10% areia (areno); igual argila > silte > areia; 1-5% (com vestígios de); 5-10% (com pouco); 10-29% (com pedregulho); >30% (com muito pedregulho).

Entradas relacionadas: