Linguagem e Mente: O Debate no Crátilo de Platão

Classificado em Psicologia e Sociologia

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Esquema do Caderno: Linguagem e Mente

Pensamento e Sustento Linguístico

  • Uso intersubjetivo: Usos entre sujeitos, comunicação.

A Linguagem no Crátilo (O Problema da Convencionalidade do Signo)

Este diálogo, subtitulado "Sobre a Correção dos Nomes", estabelece as bases para o tratamento posterior da natureza da linguagem e do significado. Platão considera duas respostas possíveis à questão, influenciadas pelos mobilistas e sofistas:

  • Naturalismo: Defendido por Crátilo.
  • Convencionalismo: Defendido por Hermógenes.

Signos e Significado

O signo possui um significado (ex: mesa, árvore). O naturalismo defende que existe uma relação natural entre o objeto e o signo (palavra/nome).

O Fracasso do Naturalismo

Embora a tese naturalista seja forte quanto à relação entre pessoas e coisas, ela fracassa devido à existência de uma língua originária e aos problemas da variação linguística.

O Convencionalismo

Afirma que não há um "comum" entre a palavra e a coisa designada; são apenas convenções estabelecidas socialmente. Consequentemente, o signo não contribui para o conhecimento da realidade, tornando a linguagem pouco relevante para a filosofia.

Argumentos de Platão

No confronto entre as posições, Platão levanta o problema da variação linguística: diferentes línguas usam palavras distintas para as mesmas coisas. O naturalismo tenta se defender propondo uma língua originária ideal, que representaria a verdadeira natureza das coisas.

O Legislador de Nomes (Nomothetes)

A ideia de um legislador que teria estabelecido a relação entre palavras e coisas. Grande parte do Crátilo estuda a origem e formação das palavras, buscando recuperar esse sentido original, sem sucesso.

A Tese da Mimese

A ideia de que as sílabas imitariam características das coisas. Exemplo: a palavra grega Skleros (duro) contém a letra 'L', cujo som simboliza maciez. A busca por etimologias acaba por fracassar.

Conclusão: O Impasse

O Crátilo termina em impasse, pois ambas as alternativas são insatisfatórias:

  • Naturalismo: Relevante para o conhecimento, mas insustentável.
  • Convencionalismo: Plausível, mas sem contribuição para o conhecimento.

Conclui-se que não houve uma filosofia da linguagem consolidada, pois a investigação linguística não foi considerada relevante para a filosofia da época.

Sofistas

(Conteúdo a ser desenvolvido)

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