Lógica Informal e Principais Falácias Argumentativas
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Argumentos e Falácias
- Questões Complexas: Você já parou de bater no meu primo? Você chateou meu primo?
- Argumento Ad Ignorantiam: Ninguém foi capaz de verificar uma verdade, portanto, ela é falsa. Exemplo: Não foi possível estabelecer que P é verdade, portanto, P é falso.
- Argumento Circular: Apresentam-se razões que significam a mesma coisa. Exemplo: A porcelana é quebradiça e frágil porque é frágil.
- Argumento Ad Hominem: Objetiva justificar algo atacando a pessoa que o defende. Exemplo: Pai, como você me diz para não fumar, se você é um fumante inveterado?
- Argumento de Autoridade: Tenta defender uma opinião apelando apenas a uma autoridade. Exemplo: O Papa diz que o aborto é errado, portanto, o aborto é errado.
- Argumento Ad Baculum: Utiliza algum tipo de ameaça como se fossem boas razões. Exemplo: Se você não votar na minha candidatura, serão os piores quatro anos na Espanha.
- Argumento Ad Populum: Baseia-se no entusiasmo ou em causar outros sentimentos. Exemplo: Com o quanto eu te amo, como é que você vai fazer isso comigo?
- Argumento Ex Populo: Consiste em reivindicar a defesa de algo com o qual todos concordam. Exemplo: Todo mundo admite que P é verdadeira. Então, P é verdadeira.
- Argumento Post Hoc, Ergo Propter Hoc: Diz que A causa B porque A precede B temporariamente. Exemplo: O evento B ocorre após A. Então, A causa B.
- Generalização Apressada: Consiste em uma generalização sem base suficiente. Exemplo: Alguns locais são bonitos → todos os locais são bonitos.
- Argumento da Ladeira Escorregadia: Exemplo: Se você acionar A1, ocorrerão A2, A3... até um A124 não desejável; portanto, não faça A1.
Diálogo Informal e Lógica Argumentativa
Vimos que a lógica formal serve para verificar a validade dos argumentos que podem ser usados em qualquer processo de comunicação, mas não é o suficiente para garantir o sucesso na comunicação. Alguns autores referem-se à argumentação como argumentos corretos em que a conclusão repousa sobre as premissas.
A lógica informal, também conhecida por alguns como "lógica de boas razões", examina as condições para que os argumentos estejam corretos a esse respeito. O diálogo argumentativo é um jogo de linguagem em que dois ou mais participantes trocam mensagens respeitando certas regras, comprometendo-se a cooperar de boa-fé para atingir o objetivo do diálogo.
Regras do Diálogo Argumentativo
- Princípio de Cooperação: Contribuir para a conversa conforme exigido pelo objetivo ou propósito aplicado. Este princípio tem implicações diferentes:
- Regras de Quantidade: Fornecer o máximo de informações necessárias para manter o seu ponto de vista, mas não mais do que o necessário.
- Regras de Qualidade: Não diga o que você acredita ser falso e não tente defender a todo custo uma opinião que não tenha provas suficientes.
- Regra de Relevância: Deve ser relevante, ou seja, focar a sua intervenção sobre as questões em que o diálogo se baseia e não mudar de assunto sem permissão.
- Regra de Modo: Explicar claramente, sem ambiguidades, de forma breve e ordenada.