Logística e Cadeia de Suprimentos: Conceitos e Aplicações
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Conceito de Logística e Cadeia de Suprimentos
Logística é a parte da Gestão da Cadeia de Suprimentos que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, produtos semiacabados e produtos acabados, bem como as informações a elas relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às necessidades dos clientes.
Três Funções Básicas da Logística
- Armazenagem: Integridade das matérias-primas.
- Transporte: Movimentação do local de produção para o local de consumo.
- Estoques: Equilíbrio da produção.
Canais de Distribuição: Realidades e Tendências
- O papel da armazenagem e transporte.
- Estratégias de Distribuição.
- Alianças e parcerias estratégicas.
Distribuição Física
- Distribuição física é o ramo da logística empresarial que trata da movimentação, armazenagem e processamento de pedidos dos produtos finais da empresa.
- A distribuição física de produtos são os processos operacionais e de controle que permitem transferir os produtos desde o ponto de fabricação até o ponto em que a mercadoria é finalmente entregue ao consumidor.
- São os processos operacionais e de controle que tratam da movimentação, armazenagem de produtos acabados e processamento de pedidos.
Objetivos da Distribuição Física
- Levar os produtos certos.
- Para os lugares certos.
- Nos prazos certos.
- Com o nível de serviço certo.
- Pelo menor custo possível.
Canais de Distribuição
Os canais de distribuição são métodos que as empresas utilizam para levar seu produto até o cliente ou consumidor final.
A função básica de um canal de distribuição é escoar a produção de bens em geral, sejam bens de consumo, sejam bens industriais ou ainda serviços.
Diferenças: Distribuição Física vs. Canal de Distribuição
Distribuição Física
- Processos que permitem transferir produtos desde o ponto de fabricação ao consumidor final (ou varejo).
- Depósitos, veículos de transportes, estoques, equipamentos de carga, etc.
Canal de Distribuição
- Aspectos ligados à comercialização de produtos e aos serviços associados.
- Intermediários (fabricante, atacadista, varejista).
Diferentes Perspectivas
- Logística & Distribuição Física: armazenagem, movimentação, processamento dos pedidos.
- Marketing & Canal de Distribuição: nível de atendimento.
Tipos de Mercados de Distribuição Física
Mercado do Usuário Final
Mercados que usam o produto para a satisfação de suas necessidades ou para criar novos produtos. Normalmente, são numerosos, adquirem quantidades menores e compram com mais frequência.
Mercado do Usuário Final (Logística Inbound)
Logística interna = FOB (O fornecedor é responsável por todos os custos e riscos com a entrega da mercadoria, incluindo o seguro e frete).
- Abastecimento da manufatura com matérias-primas e componentes.
- Varejo: deslocamento para aquisição de produtos acabados da manufatura pelo consumidor final.
Mercado do Usuário Final (Logística Outbound)
Logística externa = CIF (O fornecedor é responsável por todos os custos e riscos com a entrega da mercadoria, incluindo o seguro e frete).
- Distribuição dos produtos acabados (CIF).
- Varejo: desloca produtos acabados da manufatura ao consumidor final.
Mercado Composto por Intermediários
São os que não consomem o produto, mas o oferecem para revenda. Suas compras são, em geral, em mais quantidade e menos frequência.
Relação com Canais de Distribuição
Níveis de Administração da Distribuição Física
Nível Estratégico
A alta administração da empresa decide o modo que deve ter a configuração do sistema de distribuição.
- Localização dos armazéns.
- Seleção dos modais de transportes.
- Sistema de processamento de pedidos, etc.
Nível Tático
A média gerência da empresa estará envolvida em utilizar seus recursos da melhor e maior forma possível.
- Mínima ociosidade dos equipamentos.
- Ocupação otimizada da área de armazéns.
- Otimização dos meios de transportes, sempre em níveis máximos possíveis à carga, etc.
Nível Operacional
Supervisão garante a execução das tarefas diárias.
- Carregar caminhões.
- Embalar produtos.
- Manter registros dos níveis de inventário, etc.
Sistemas de Distribuição Física
Sistema Um para Um
- Um único ponto de origem para um único ponto de destino.
- Desvantagem: caminhão voltar vazio.
Sistema Um para Muitos
- Um único ponto de origem para vários pontos de destino.
- Vantagem: otimização do caminhão.
- Desvantagem: dificulta o controle.
Sistema Muitos para Um
- Vários pontos de origem para um único ponto de destino.
- Vantagem: otimização das docas de descarga, otimização do frete.
Sistema Muitos para Muitos
- Vários pontos de origem para vários pontos de destino.
- Vantagem: Otimização dos veículos de transporte.
Conceito de Compensação de Custos
Atividades Primárias da Distribuição Física
Transporte; Manutenção de Estoques e Processamento de Pedidos.
Processamento de Pedidos
Dividida em três grupos:
- Elementos operacionais: entrada de pedidos, escalonamento, preparo para a expedição e faturamento.
- Elementos de comunicação: mudanças no pedido, informações sobre localização, agilidade e situação do pedido e correção de erros.
- Elementos de crédito e cobrança: informações de cadastro e processamento de contas a pagar.
Percepções Conflitantes do Ciclo de Pedidos
- Utilização de métricas diferentes por parte de clientes e fornecedores para avaliar o mesmo fenômeno.
Exemplo: tempo de ciclo, que muitas vezes é medido a partir de uma visão limitada por parte dos fornecedores e uma visão mais ampla por parte de seus clientes.
Variabilidade dos Processos
- Quanto menor a padronização de processos, mais problemas.
Principais Causas da Variabilidade
Estas causas podem ser divididas entre processos de informação/decisórios e processos físicos.
Processos de Informação
- Atrasos na transmissão do pedido.
- Demora na aprovação de crédito.
Processos Físicos
- Problemas de disponibilidade de estoque.
- Espera para consolidação de carga.
Picos e Vales de Demanda (Flutuações)
- Promoções de vendas.
- Descontos por quantidade.
- Sistemas de avaliação de desempenho da força de vendas (cotas mensais).
Bens e Serviços: Conceito e Características
Produtos/serviços podem ser classificados como:
- Conveniência: Busca-se o produto/serviço, e não a marca. Rede de distribuição externa. Ex: Água mineral (não procura a marca e sim o produto).
- Exclusividade: Busca-se a marca. Ex: Rolex.
- Comparação: Preferência por uma marca, mas compara-se tal marca com outras dentro do padrão de qualidade. Ex: Maionese Hellmann's.
Canais de Distribuição: Vantagens Competitivas
Os canais de distribuição oferecem a construção de vantagens competitivas sustentáveis, por suas características de longo prazo (tanto no planejamento como na implementação), por exigirem estrutura de organizações consistentes e serem baseados em pessoas e relacionamentos.
Funções dos Canais de Distribuição
Possuem funções tais como:
- Carregamento de estoques.
- Geração de demanda.
- Vendas.
- Distribuição física.
- Serviço pós-vendas.
- Crédito, etc.
- Participantes podem ser eliminados ou substituídos.
- As funções que estes desempenham podem ser eliminadas.
- Quando participantes são eliminados, suas funções são repassadas para frente ou para trás no sistema e assumidas por outros.
Tipos de Distribuição
- Intensiva: Muito forte, vários distribuidores.
- Múltipla: Contato direto com o cliente ou através de distribuição. Ex: Havaianas.
- Exclusiva: Normalmente usada em produtos do tipo “Exclusividade”. Ex: Rolex.
Zoneamento na Distribuição Física
Distribuição física de produtos numa determinada região implica geralmente na subdivisão da mesma em zonas ou bolsões, às quais se alocam os veículos de coleta ou entrega. A situação mais frequente é a da alocação de um veículo a cada zona, visa equilibrar a demanda e a utilização dos recursos.
Princípios do Zoneamento
Dois princípios devem ser observados:
- A procura pelo menor custo operacional, através da diminuição do comprimento total das rotas ou do número de veículos necessários para atender todos os pontos (clientes).
- E a procura do menor tempo de operação.
Opções Estratégicas nas Organizações
Estratégias Defensivas
As organizações deste gênero raramente necessitam fazer ajustamentos em suas tecnologias, estruturas ou métodos de operação.
Estratégias Prospectivas
São caracterizadas por estarem quase que continuamente buscando oportunidades de mercado e que regularmente estão enviando respostas potenciais a tendências emergentes do ambiente.
Estratégias Analistas
São as organizações que operam em dois tipos de domínio, um relativamente estável e outro em mudança.
Estratégias Reativas
São aquelas organizações nas quais a alta gerência percebe frequentemente as mudanças e incertezas no seu ambiente, sem, entretanto, ser capaz de responder a estas de forma eficiente.
Efeito Showrooming
Frequentar as lojas físicas para conhecer os produtos e serviços das empresas, fazer pesquisas e comparativos antes da decisão de compra se tornou algo fundamental no processo de compra e isso tem trazido enormes desafios para as empresas que não trabalham numa visão integrada de canais de vendas. O conceito refere-se ao fato do consumidor usar as unidades físicas como showrooms das marcas e depois decidir a compra por meio do e-commerce (no site de um outro fornecedor, por exemplo), do mobile commerce (uso de um smartphone com acesso à web) ou das mídias sociais (onde avalia as opiniões dos consumidores).
Sistemas Horizontais de Marketing
- Vantagem: Maior cobertura, maior poder de negociação, etc.
- Desvantagem: Mais conflitos.
Efeito Showrooming (Reafirmação)
O conceito refere-se ao fato do consumidor usar as unidades físicas como showrooms das marcas e depois decidir a compra por meio do e-commerce.
Omni-Channel
A essência do “omni” (significado de tudo, todos, totalmente, etc.) é estar presente em todos os canais de vendas possíveis.
Modelo de 4 Estágios
Comparação dos restaurantes que servem marmitex, até o restaurante que oferece os serviços mais requintados. Neutralidade interna e externa, apoio interno e externo.
Canais de Distribuição: Realidades e Tendências
Tradicionais:
- Promoção: maior dificuldade em sustentar uma vantagem competitiva sustentável.
- Preço: maior dificuldade em sustentar uma vantagem competitiva sustentável.
- Praça: maior dificuldade em sustentar uma vantagem competitiva sustentável.
- Produto: maior dificuldade em sustentar uma vantagem competitiva sustentável.
Encurtando os Canais
- Tendência de encurtamento dos canais (Tecnologia da Informação, Comércio Eletrônico).
- Atacadistas mais sujeitos à eliminação.
- Pedidos de varejistas diretos aos fabricantes ou distribuidores.
- Atacadistas: artifício para atingir mercados geograficamente distantes.
- Aumento da competição: postura PROATIVA.
- Atacadistas: estoque e crédito financeiro.
- Busca: enxugamento do canal de distribuição.
Atacadistas: Características
- Mercados Atendidos: Direcionam suas vendas aos varejistas.
- Tamanho das Compras: Grande quantidade (ganho de escala).
- Métodos de Operação: Grandes armazéns (depósitos), Localização fora do perímetro urbano ($ terreno).
- Área Atacadista: Tendem a cobrir uma área geográfica mais extensa.
- Custo das Mercadorias: Poder de negociação e de descontos.
Canais de Distribuição: Fatores de Oferta
Clientes veem ofertas em termos de: PREÇO, QUALIDADE, SERVIÇOS (da disponibilidade do produto ao atendimento de pós-vendas).
Dos 7 primeiros elementos, 6 eram de distribuição:
- Velocidade de entrega.
- Alta frequência de entrega.
- Disponibilidade em estoque.
- Entrega na data combinada.
- Condições dos produtos.
- Exatidão da documentação.
Projeto de Canais de Distribuição
- Etapa 1: Identificação dos segmentos homogêneos de Clientes.
- Etapa 2: Identificação e priorização das funções, função a ser associada a cada canal.
Categorias de Funções do Canal
Agrupadas em categorias:
- Informações sobre o produto: Informações para os consumidores, como evolução tecnológica, atenção com os aspectos ecológicos, etc.
- Customização do produto: Adaptação dos produtos às leis, religião, etc.
- Afirmação da qualidade do produto: Certos produtos requerem, além da garantia normal, uma afirmação explícita de sua qualidade e confiabilidade. Exemplo: produtos químicos para a indústria farmacêutica.
- Tamanho do lote: Necessidade de especificação do lote, associada ao desembolso de recursos financeiros por parte dos clientes, considerando despesas de aquisição, manuseio e armazenagem.
- Variedade: Alguns canais exigem diferentes especificações sobre o mesmo tipo de produto. Ex.: aparelhos com voltagem 110V e/ou 220V.
- Disponibilidade: Alguns clientes exigem maior disponibilidade de tipos de um mesmo produto. Ex. fraldas de diversos tipos, tamanhos e especificações.
- Serviços de Pós-Venda: A natureza (instalação, manutenção, consertos, reclamações, etc.) e a intensidade desse tipo de função vão depender do tipo de produto.
- Etapa 3: Benchmarking Preliminar. Sob a ótica dos clientes, confrontar a análise do projeto com as melhores práticas do mercado. Verificar principalmente o nível de satisfação sob a ótica dos clientes da cadeia de suprimento.
- Etapa 4: Revisão do Projeto. Definir algumas opções (alternativas) possíveis em relação aos canais de distribuição e suas respectivas funções.
- Etapa 5: Custos e Benefícios. Nesta fase são avaliados, de forma sistemática, todos os custos e benefícios associados a cada opção gerada na etapa 4. Estimar market share e investimentos previstos para cada alternativa.
- Etapa 6: Integração com as atividades atuais da Empresa. Torna-se necessário integrar o novo projeto com a estrutura de canais já existentes na empresa. Indagar se a estrutura de distribuição preconizada garante vantagem de mercado e se tem condições de permanecer no longo prazo.
Controle de Estoque por Tipo de Demanda
- Estoques de demanda permanente: são estoques daqueles produtos que requerem ressuprimento contínuo, pois seus produtos são consumidos durante todas as fases do ano. Ex: creme dental.
- Estoques de demanda sazonal: são estoques de produtos comercializados em determinados momentos do ano. Ex: Árvores de Natal.
- Estoques de demanda irregular: são estoques cuja venda de seus produtos não pode ser prevista na íntegra. Ex: gasolina x álcool em regiões produtoras de álcool.
- Estoques de demanda em declínio: ocorre no caso de produtos que estão sendo retirados do mercado em razão do declínio da demanda. Ex: Fitas VHS x DVDs.
- Estoques de demanda dependente: ocorrem no caso de itens que são usados na linha de produção de alguns produtos acabados. Ex: Pneus de automóveis em razão das vendas do produto acabado, que é o automóvel.
Controle de Estoque por Data de Fabricação
- FIFO (first in, first out): Primeiro que entra, primeiro que sai.
- FILO (first in, last out), LIFO (last in, first out): Primeiro que entra, último que sai.
- FEFO (first expire, first out): Primeiro que vence, primeiro que sai.
Controle de Estoque: Sistemas de Localização
Localização por Memória
Tipo de organização do armazém que depende da memória das pessoas. De acordo com Moura (1997) este sistema pode funcionar bem se forem levados em conta alguns requisitos:
- Apenas uma pessoa trabalha na área de armazenagem.
- O número de SKU deve ser pequeno.
- O número de locais de armazenagem é relativamente pequeno.
Localização Fixa
Neste sistema, atribui-se um local permanente para cada item. Este sistema permite armazenar e retirar itens com o mínimo de registros, ou mesmo sem registro algum. Bastante simples e é fácil de localizar os itens estocados. Apresenta uma utilização cúbica ruim em relação ao sistema flutuante. É adequado a pequenos depósitos, onde o aproveitamento do espaço não é crucial, o processamento é pequeno e há um pequeno número de itens.
Localização Flutuante
Neste sistema os produtos são armazenados onde houver espaço para eles. O mesmo item pode estar estocado em vários locais diferentes ao mesmo tempo. A vantagem deste sistema é a melhor utilização cúbica. Entretanto, exige informação precisa e atualizada sobre a localização do item e sobre a disponibilidade de espaços vazios. Os sistemas de localização flutuante geralmente são computadorizados.
Vantagens dos Sistemas de Localização
- Escolhe o local de armazenagem mais adequado ao produto.
- Realiza o FIFO.
- Controla o inventário, apontando volumes existentes, produtos próximos ao vencimento, necessidades produtivas, etc.
- Força a realização de inventários quando detecta erros de posicionamento.
Planejamento de Software de Gestão
- Passo 1: Planejar a implementação do software de gestão.
- Passo 2: Identificar necessidades.
- Passo 3: Avaliar as diferentes soluções.
Giro de Estoque ou Rotatividade dos Estoques
“Giro de Estoque” (GE) ou “Rotatividade dos Estoques”, é o número de vezes que um produto ou mercadoria é reposto no estoque de um estabelecimento durante um período de tempo.
Tipos de Estoque
- Estoques de matérias-primas.
- Estoque de material semiacabado.
- Estoque de produto acabado.
- Estoque de materiais de consumo e almoxarifados (materiais de manutenção, ferramentas operacionais, etc.).
Função dos Estoques
Segurança dos Estoques
- Garantia de estoques no caso de falhas de abastecimento, descontinuidades produtivas, acidentes, dificuldades na aquisição de matérias-primas, etc.
Absorção de Variações na Produção
- Lotes Econômicos de produção, estoques em ciclo, Kanban (abastecimento das linhas), flexibilização da produção, diferença nos volumes produtivos entre diferentes setores, etc.
Características da Oferta
- Lotes Econômicos de Compras e Fretes, estoques em trânsito, por exigência de fornecedores (volume mínimo de vendas), por exigências internas, etc.
Absorção de Variações de Demanda
- Volumes de vendas variáveis geram a necessidade de estoques para absorver tais variações e manter nível mínimo de atendimento.
Motivos Especulativos
- Sazonalidades, oportunidades de ofertas vantajosas, expectativas de grandes variações cambiais e de produção, etc.
Causas dos Estoques
Causas Externas
- Variação da demanda.
- Condições climáticas.
- Socioeconômicas e financeiras.
- Ineficiência de fornecedores, etc.
Causas Internas
- Fragilidade dos processos gerenciais.
- Planejamento.
- Não cumprimento de prazos produtivos.
- Desorganização de almoxarifados.
- Movimentações/Processos desnecessários.
- Descumprimento de normas e procedimentos.
- Quebras de equipamentos.
- Ineficiência na escolha de fornecedores, etc.
Custos dos Estoques
Custo de Posse
- Obsolescência.
- Seguro.
- Mão de obra para guarda e movimentação.
- Custo financeiro.
- Custo de área.
- Perdas e Roubos.
Custo da Encomenda
- Frete.
- Custo de Pedir.
- Recepção de materiais.
Custo de Movimentações
- Perdas do Processo.
- Paradas de Máquinas.
- Qualidade.
- Ajustes de Máquinas.
Custo de Não Atendimento
No caso de não atendimento aos prazos de entrega dos pedidos colocados, poderão ocorrer pagamento de multas ou até o cancelamento do pedido, reduzindo o volume de vendas e prejudicando a imagem da empresa. Este segundo custo (cancelamento do pedido) pode ser elevado e de difícil medição, relacionando-se com a imagem, confiabilidade, oportunidades à concorrência, etc.
Disposição dos Estoques
- Intensidade de uso.
- Semelhança ou Complementaridade.
- Características físicas.
Controle de Estoque por Tipo de Demanda
- Estoques de demanda permanente: são estoques daqueles produtos que requerem ressuprimento contínuo, pois seus produtos são consumidos durante todas as fases do ano. Ex: creme dental.
- Estoques de demanda sazonal: são estoques de produtos comercializados em determinados momentos do ano. Ex: Árvores de Natal.
- Estoques de demanda irregular: são estoques cuja venda de seus produtos não pode ser prevista na íntegra. Ex: aparelhos de som automotivo.
- Estoques de demanda regular: são estoques cuja venda de seus produtos pode ser prevista com bastante assertividade. Ex: cigarro; pasta de dente; etc.
- Estoques de demanda em declínio: ocorre no caso de produtos que estão sendo retirados do mercado em razão do declínio da demanda. Ex: Fitas VHS x DVDs.
- Estoques de demanda dependente: ocorrem no caso de itens que são usados na linha de produção de alguns produtos acabados. Ex: Pneus de automóveis em razão das vendas do produto acabado, que é o automóvel.
Controle de Estoque por Data de Fabricação
- FIFO (first in, first out): Primeiro que entra, primeiro que sai.
- FILO (first in, last out), LIFO (last in, first out): Primeiro que entra, último que sai.
- FEFO (first expire, first out): Primeiro que vence, primeiro que sai.
Localização por Memória
Tipo de organização do armazém que depende da memória das pessoas. De acordo com Moura (1997) este sistema pode funcionar bem se forem levados em conta alguns requisitos:
- Apenas uma pessoa trabalha na área de armazenagem.
- O número de SKU deve ser pequeno.
- O número de locais de armazenagem é relativamente pequeno.
Localização Fixa
Neste sistema, atribui-se um local permanente para cada item. Este sistema permite armazenar e retirar itens com o mínimo de registros, ou mesmo sem registro algum. Bastante simples e é fácil de localizar os itens estocados. Apresenta uma utilização cúbica ruim em relação ao sistema flutuante. É adequado a pequenos depósitos, onde o aproveitamento do espaço não é crucial, o processamento é pequeno e há um pequeno número de itens.
Localização Flutuante
Neste sistema os produtos são armazenados onde houver espaço para eles. O mesmo item pode estar estocado em vários locais diferentes ao mesmo tempo. A vantagem deste sistema é a melhor utilização cúbica. Entretanto, exige informação precisa e atualizada sobre a localização do item e sobre a disponibilidade de espaços vazios. Os sistemas de localização flutuante geralmente são computadorizados.
Controle de Estoque: Característica do Produto
Classificação XYZ
- Itens são segmentados baseando-se no critério de criticidade.
- Facilita as rotinas de planejamento, reposição e gerenciamento.
Classe Z:
- Vital: Item cuja falta acarreta consequências críticas, tais como interrupção dos processos da empresa, podendo comprometer a integridade de equipamentos e/ou segurança operacional.
Classificação 123
- Diz respeito a todo o processo de aquisição, incluindo tanto a identificação e qualificação dos fornecedores como o disparo e atendimento de requisições, em termos do grau de confiabilidade das especificações e prazos.
Classe 1:
- Complexa: Tratam-se dos itens de obtenção muito difícil, pois envolvem diversos fatores complicadores combinados, tais como longos set-ups e lead-times (tempo de resposta, distâncias e variabilidades) e riscos quanto à pontualidade, qualidade, fontes alternativas e sazonalidades.
Critérios de Decisão sobre Localização
Para determinação do número, localização e dimensão das instalações de:
- Fábricas.
- Armazéns.
- Plataformas de cross-docking.
- Centros de distribuição.
- Lojas, etc.
Fatores de Localização Industrial
- Disponibilidade e transporte de matéria-prima e/ou produtos semiacabados.
- Disponibilidade e transporte de combustíveis.
- Energia, principalmente elétrica.
- Água.
- Resíduos industriais e esgotos.
- Transportes em geral.
- Bancos e meios de financiamento locais.
- Posição relativa às vias de transporte, portos e desvios ferroviários.
- Possibilidade de fácil acesso dos funcionários à empresa.
- Condições de segurança contra acidentes (inundações, incêndios, etc.), contra vibrações de tráfego pesado, contra propagação de sinistros ocorridos na vizinhança, etc.
Custos Básicos de Localização
Basicamente:
- Custos de instalação.
- Custo de funcionamento (custos fixos).
- Custos de produção (custos variáveis).
- Custo de transferência.
Classificação dos Problemas de Localização
É comum classificar os problemas de localização nos seguintes tipos:
- Contínuos/Discretos:
- Escolha da localização de um conjunto de localizações possíveis.
- Pelo Nível de Agregação:
- Dada a dimensão da informação, por vezes é necessário proceder à agregação de informações para que a dimensão do problema seja exequível.
- Pelo Horizonte Temporal:
- Modelos estáticos (dados apenas para um período) ou dinâmicos (para vários períodos de tempo).
Localização de Uma Única Instalação: Modelo Gravítico
Vantagens do Modelo Gravítico
- Um modelo bastante popular – o modelo do centro de gravidade, gravítico ou do centro de massa:
- Modelo simples.
Desvantagens do Modelo Gravítico
- Normalmente apenas são considerados:
- As taxas (tarifas – custo por km e por ton, m³ ou unidade) de transporte.
- E o volume (ton, m³ ou unidade) produzido/utilizado/armazenado/vendido em cada ponto da rede.
Processo de Localização: Cinco Estágios
- Escolha dos fatores de localização mais importantes.
- Restrição da área a ser levada em consideração, escolha das zonas.
- Pesquisas locais nas zonas escolhidas.
- Atribuições de pesos aos fatores escolhidos.
- Comparação final.
Fluxo da Logística
O fluxo de logística abrange duas dimensões: deslocamento físico dos produtos e intervenções humanas.
Problema da Roteirização de Veículos
O problema da roteirização de veículos pode ser dividido em duas classes básicas:
- Problemas de roteirização em nós: nos quais os locais de atendimento são representados por pontos específicos, caracterizados como nós.
- Problemas de roteirização em arcos: nos quais os locais de atendimento são representados de forma contínua ao longo de uma sequência de vias, caracterizados como arcos ou arestas.
14 Fatores Logísticos da Distribuição Física (Um para Um)
- Distância “origem x destino”.
- Velocidade Operacional.
- Tempo de Carga e Descarga.
- Tempo “porta a porta”.
- Quantidade/Volume.
- Disponibilidade de carga de retorno.
- Densidade da carga.
- Dimensões e morfologia das unidades transportadas.
- Valor unitário.
- Acondicionamento.
- Grau de Fragilidade.
- Grau de Periculosidade.
- Compatibilidade entre diversos produtos.
- Custo Global.
15 Fatores Logísticos da Distribuição Física (Um para Muitos)
- Divisão da região em zonas ou bolsões de entrega.
- Distância entre o CD e o bolsão de entrega.
- Velocidades Médias operacionais.
- Tempo de ciclo.
- Tempo de parada em cada cliente.
- Frequência de visitas aos postos de atendimento (diária, semanal, etc.).
- Quantidade de mercadoria a ser entregue.
- Densidade da carga.
- Dimensões/morfologia das unidades transportadas.
- Valor unitário.
- Acondicionamento.
- Grau de fragilidade.
- Grau de periculosidade.
- Compatibilidade entre produtos diversos.
- Custo global.
Fundamentos de Transportes
- Fundamentos dos Transportes.
- Tipos e seleção de modais.
- Intermodalidade/Multimodalidade.
- Transportes e Logística no Brasil:
- Apresentação da rede de transportes.
- Entraves logísticos.
Componentes dos Transportes
- Componentes diversos:
- Vias.
- Veículos.
- Terminais.
- Dispositivos de controle de fluxo.
- Planos de operação e manutenção.
Importância dos Custos Logísticos
- Elemento mais importante dos custos logísticos:
- Cerca de 2/3 dos custos logísticos totais.
- Profissional de logística: TRANSPORTE
- Propósitos gerenciais.
Foco dos Transportes
- Foco:
- Instalações e serviços dos sistemas de transportes.
- Taxas (custos).
- Desempenho dos serviços de transporte.
- Examinar características das alternativas que levem ao desempenho ótimo.
Importância do Transporte Eficaz
- Sistema de Transporte:
- Eficiência, baixo custo.
- Ampliação da concorrência do mercado.
- Mais economias de escala da produção.
- Redução de preços finais de mercadorias.
Serviço de Transporte: Conceito
Conjunto de características de desempenho adquiridas a um determinado preço.
Cinco Modais Básicos de Transporte
- Aquaviário.
- Ferroviário.
- Dutoviário.
- Rodoviário.
- Aeroviário.
Escolha de Serviços de Transportes
- Variedade de serviços quase ilimitada:
- Combinações entre modais.
- Agências de transporte.
- Associações de embarcadores, etc.
- Escolha pelo usuário:
- Equilíbrio qualidade/custo.
Características Básicas para Escolha
- Preço.
- Tempo médio em trânsito.
- Variabilidade do tempo em trânsito.
Transporte Ferroviário
- Transportador de longo curso.
- Estoque em trânsito.
- Movimentador lento.
- Matéria-prima: Carvão, minérios, madeira, produtos químicos.
- Produtos manufaturados de baixo valor: Alimentos, papéis, produtos de madeira.
Um dos meios de transporte mais eficientes do ponto de vista custo x capacidade de carga x flexibilidade.
- Não é o melhor em custo (perde para o dutoviário e o aquaviário).
- Não é o mais confiável (perde para o dutoviário).
- Não é o mais veloz (perde para o rodoviário e para o aeroviário).
- Não oferece maior capacidade de carga (perde para o aquaviário).
- Não oferece maior frequência (perde para o sistema dutoviário).
No conjunto, é uma das melhores opções, tanto que é adotada como uma das principais formas de transporte em vários países. Não que seja o modal mais usado, mas é o sistema que possui um direcionamento político para os investimentos do setor mais consistente – nos países desenvolvidos.
Vantagens do Transporte Ferroviário
- Adequado para longas distâncias e grandes quantidades.
- Menor custo de seguro.
- Menor custo de frete.
Desvantagens do Transporte Ferroviário
- Diferença na largura de bitolas.
- Menor flexibilidade no trajeto.
- Necessidade maior de transbordo.
Um grande problema deste sistema de transporte é o tempo de carga/descarga, o tempo para montagem dos comboios e a ociosidade durante as quedas sazonais de suas demandas.
Outro problema é quanto à rigidez dos horários.
Uma outra grande desvantagem, assim como no sistema Aquaviário, é o grande estoque em trânsito, os riscos de atraso e a necessidade de grandes estruturas para o recebimento da mercadoria.
Transporte Aquaviário ou Hidroviário
- Marítimo: Longo curso, Cabotagem (ao longo da costa).
- Fluvial: Confinado ao sistema de vias aquáticas internas, Intermodalidade.
- Baixa velocidade, longas distâncias.
- Baixo custo:
- Potência menor do que em outros modos para deslocar a mesma massa.
- Característica do meio em que se realiza o transporte (a água).
- Enorme capacidade de carga (40.000 ton).
- Transporte de cargas em geral: grãos, combustível, carvão, veículos, carrega qualquer tipo de carga.
- Mais lento que ferroviário (Fluvial).
- Necessidade de transbordo nos portos.
- Distância dos centros de produção.
- Maior exigência de embalagens.
- Menor flexibilidade nos serviços, aliados aos frequentes congestionamentos nos portos.
Tipos de Navios Cargueiros
Navios Cargueiros Convencionais
São navios construídos para o transporte de carga geral, ou seja, carga acondicionada. Normalmente, seus porões são divididos horizontalmente, formando o que poderíamos chamar de prateleiras (conveses), onde diversos tipos de cargas podem ser estivados ou acomodados para o transporte. A fim de diferenciá-los dos navios destinados ao transporte de mercadorias específicas, são também chamados de navios convencionais.
Navios Porta-Contêineres
São navios especializados, utilizados exclusivamente para transportar contêineres, dispondo de espaços celulares. Os contêineres são movimentados com equipamento de bordo ou de terra. As unidades são transportadas tanto nas células como no convés.
Navios Roll-on/Roll-off (Ro-Ro)
São navios especiais para o transporte de veículos, carretas ou trailers. Dispõem de rampas na proa, popa e/ou na lateral, por onde a carga sobre rodas se desloca para entrar ou sair da embarcação. Internamente possuem rampas e elevadores que interligam os diversos conveses.
Navios Multipurpose
São navios projetados para linhas regulares para transportarem cargas diversas como: neogranéis (aço, tubos etc.) e contêineres, embora também possam ser projetados para o transporte de granéis líquidos em adição a outras formas de acondicionamento como granéis sólidos e contêineres.
Navios Graneleiros
São navios destinados apenas ao transporte de granéis sólidos. Seus porões, além de não possuírem divisões, têm cantos arredondados, o que facilita a estiva da carga. A maioria desses navios opera como “tramp”, isto é, sem linhas regulares. Considerando que transportam mercadorias de baixo valor, devem ter baixo custo operacional. A sua velocidade é inferior à dos cargueiros.
Transporte Dutoviário
Por apresentar características ímpares, como alto nível de segurança, transportabilidade constante, baixo custo operacional, as dutovias possibilitam o transporte dos seguintes produtos:
Produtos Transportados por Dutovias
- Petróleo e seus derivados (Oleodutos): este tipo de carga pode ser transportado por oleodutos ou gasodutos.
- Gás Natural (Gasodutos): esse gás é transportado pelos gasodutos e é bastante semelhante aos oleodutos, embora tenha suas particularidades, principalmente no sistema de propulsão da carga – compressores.
- Minério, cimento e cereais (Minerodutos ou Polidutos): o transporte destes materiais é feito por tubulações que possuem bombas especiais, capazes de impulsionar cargas sólidas ou em pó.
- Águas Servidas – esgoto (Dutos de Esgoto): as águas servidas ou esgotos produzidos pelo homem devem ser conduzidos por canalizações próprias até um destino final adequado.
- Água Potável (Dutos de Água): após a água ser coletada em mananciais ou fontes, a mesma é conduzida por meio de tubulações até estações onde é tratada e depois distribuída para a população, também por meio de tubulações.
- Correspondências – carvão e resíduos sólidos (Minerodutos): para o transporte deste tipo de carga utiliza-se o duto encapsulado que faz uso de uma cápsula para transportar a carga por meio da tubulação impulsionada por um fluido portador, água ou ar.
Tipos de Operação, Rigidez e Localização
- Quanto ao tipo de operação, esta é dividida em transporte ou transferência.
- Quanto à rigidez, pode ser rígido ou flexível.
- Quanto à localização, pode ser enterrado, flutuante, aéreo ou submarino.
Nas operações de transporte ou de transferência de produtos por dutovias pode ser realizado por um sistema forçado – o qual utiliza um elemento de força para movimentar produto dentro do duto, ou por um sistema por gravidade – que utiliza apenas a força da gravidade para movimentar o produto dentro do duto.
Vantagens do Transporte Dutoviário
- Alta confiabilidade, pois possui poucas interrupções.
- Não necessita de embalagens.
- Pode servir como local de armazenagem.
- Menor possibilidade de acidentes.
- Pouco influenciado por fatores meteorológicos.
- Entrega do produto exatamente no local de consumo.
Desvantagens do Transporte Dutoviário
- Número limitado de prestadores de serviços e de capacidade.
- Nenhuma flexibilidade (uma única origem e um único ponto de entrega).
- Custo elevado de instalação.
- Risco de impactos ambientais severos no caso de acidentes.
- Uso para apenas um tipo de produto.
Transporte Rodoviário
Vantagens do Transporte Rodoviário
- Serviço porta a porta (sem necessidade de carga/descarga entre origem e destino).
- Frequência.
- Disponibilidade de serviço.
- Velocidade média porta a porta.
- Conveniência.
- Adequado para curtas e médias distâncias.
- Simplicidade no atendimento das demandas e agilidade no acesso às cargas.
- Menor manuseio da carga e menor exigência de embalagem.
- Facilidade na substituição de veículos, no caso de acidente ou quebra.
Desvantagens do Transporte Rodoviário
- Menor capacidade de carga entre todos os outros modais.
- Menos competitivo para longas distâncias.
Indicações para Transporte Rodoviário
- Indicado para produtos semiacabados e acabados.
- Carregamentos de tamanho médio, menor que o Ferroviário e Aquaviário.
- Grande volume de cargas incompletas (+50%).
Transporte Multimodal de Carga
Transporte Multimodal de Carga é aquele regido por um único contrato, utiliza duas ou mais modalidades de transporte, desde a origem até o destino, e é executado sob a responsabilidade única de um Operador de Transporte Multimodal (OTM).
Transporte Multimodal: Antes e Hoje
Antes: O embarcador era obrigado a contratar isoladamente cada tipo de transporte utilizado.
Hoje: O OTM se responsabilizará pela carga da origem ao destino, contratando os serviços de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e portuário.
Fatores que Influenciam a Escolha do Modal
- Danos e perdas: há variação no risco de perdas e danos entre os modais.
- Cargas atrasadas ou mercadorias em condições incompatíveis com sua utilização representam problemas para os clientes, bem como a falta de estoque e pedidos não atendidos.
Formas dos Meios de Transporte
- Multimodal: Sistema onde a mercadoria é transportada por mais de um modo de transporte (modal), sob responsabilidade de um único operador, legal e contratual.
- Unimodal: Envolve somente um meio de transporte.
- Intermodal: Sistema onde a mercadoria é transportada por mais de um modo de transporte (modal), por diferentes operadores que são responsáveis, cada qual, pelo seu trecho.
Unimodal
Quando a unidade de carga é transportada diretamente, utilizando um único veículo, em uma única modalidade de transporte e com apenas um contrato de transporte. É a forma mais simples de transporte.
Sucessivo
Quando, para alcançar o destino final, a unidade de carga necessita ser transportada por um ou mais veículos da mesma modalidade de transporte, abrangidos por um ou mais contratos de transporte.
Segmentado
Quando se utilizam veículos diferentes, de duas ou mais modalidades de transporte, em vários estágios, sendo todos os serviços contratados separadamente a diferentes transportadores, que terão a seu cargo a condução da unidade de carga do ponto de expedição até o destino final.
Multimodalidade
- É a integração logística perfeita de todos os modais.
- É importante instrumento de viabilização de vendas para os micro, pequenos e médios exportadores.
- É um instrumento estratégico fundamental para uma política de exportação competitiva para dar ferramental adequado ao empresário que precisa concorrer lá fora com gigantes do comércio internacional.
Requisitos para Transporte Multimodal
- Ser realizado, pelo menos, por dois modos de transporte.
- Haver um único responsável perante o dono da carga (OTM - Operador de Transporte Multimodal).
- Haver um único contrato de transporte entre o Transportador e o dono da mercadoria.
Vantagens do Transporte Multimodal
- Contratos de compra e venda mais adequados.
- Melhor utilização da capacidade disponível da nossa matriz de transporte.
- Utilização de combinações de modais mais eficientes energeticamente.
- Melhor utilização das tecnologias de informação.