Luís XIV: Absolutismo, Cultura e o Estado Francês
Classificado em História
Escrito em em
português com um tamanho de 3,47 KB
Luís XIV: O Rei Sol e o Estado Absoluto
Desde que assumiu o governo, Luís XIV procurou fazer da figura do rei uma questão incontestável. Para tal, limitou os poderes da aristocracia, suprimiu as atribuições do Parlamento e transferiu a corte para Versalhes. Este palácio tornou-se símbolo do Estado absoluto: aí a vida da corte passou a girar em torno da figura do monarca, concebida como uma peça teatral, enquanto a vida do rei se converteu num mito e qualquer aparição pública sua numa cerimónia.
Luís XIV tomou medidas para reforçar a solidez do Estado e a coesão nacional, impondo a unidade da fé católica e proibindo qualquer outro credo. A economia foi colocada ao serviço do rei e dos seus gastos pessoais, num processo que o levou a deter um poder absoluto e a confundir a sua pessoa com o Estado (“O Estado sou eu”).
Ao procurar fazer da França uma potência hegemónica no contexto europeu, Luís XIV conduziu-a a guerras contínuas contra a Espanha, a Holanda, o Império Austríaco e os príncipes alemães, que delapidaram os cofres do Estado e deixaram o país arruinado.
Política Cultural e Artes Sob Luís XIV
Luís XIV desenvolveu uma política de proteção às artes, às letras e às ciências, fomentando a produção artística e a investigação, o que levou à criação das Academias.
Ainda no domínio cultural, patrocinou os “Ballets de cour” – bailados que ensinavam as técnicas de dança e também as regras da etiqueta social – e, depois, as “Comédies-ballet” de Molière – espetáculos que se traduziam numa autêntica fusão das artes (teatro, música, dança).
Para este monarca, a música e as artes foram armas políticas tão poderosas como os seus navios de guerra, tendo levado longe a associação da sua imagem às mais efémeras das artes – a música e a dança. Estas não eram apenas um divertimento cortesão ou edificação do espírito, mas a ritualização da política, representação de uma imagem e legitimação simbólica do poder. Daí que essas artes, a par do teatro e da ópera, fossem uma presença constante no dia-a-dia da sua corte.
A Europa entre o Renascimento e o Maneirismo
O Contexto Artístico em Portugal
Em Portugal, a pintura do Renascimento, situada num curto espaço de tempo entre o Gótico final e o início do Maneirismo, é parcialmente coincidente com a pintura manuelina, de temática predominantemente religiosa. A pintura maneirista portuguesa recebeu grande influência da italiana. O nome mais importante da nossa pintura foi o de Francisco Holanda, e a sua temática foi fundamentalmente religiosa e histórica.
Arquitetura Portuguesa: Renascimento e Maneirismo
A arquitetura portuguesa do Renascimento revestiu-se de características peculiares, sendo essencialmente de âmbito religioso, refletindo o espírito da Contrarreforma. É muito marcada pela continuação do manuelino, na utilização das igrejas-salão, na preferência pelas construções horizontais, no uso de abóbadas assentes sobre arcos abatidos e no recurso às nervuras. A sua decoração é feita de elementos platerescos e renascentistas. Revela também influências de vários países da Europa e das colónias ultramarinas.
Enquanto que o Renascimento foi breve em Portugal, o Maneirismo permaneceu por muito tempo – Séculos XVI, XVII, XVIII – correspondendo ao domínio Filipino e ao início do Barroco.