Os Maias: Resumo dos Capítulos VI, X e XVIII

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Capítulo VI: Jantar no Hotel Central

Carlos e Craft encontram-se na entrada do Hotel Central, antes do jantar, quando veem chegar uma mulher deslumbrante (Maria Eduarda). Subiram até um gabinete onde Carlos foi apresentado a Dâmaso. Este conhecia aquela mulher que, alegadamente, pertencia à família Castro Gomes. Pouco depois aparece "o nosso poeta" Tomás de Alencar, que é apresentado a Carlos por intermédio de Ega. Passado um bocado, a porta abre-se e Cohen, desculpando-se pelo atraso, é apresentado por Ega a Carlos. Durante o jantar, fala-se sobre o Realismo. Alencar suplicou que não se discutisse "literatura latrinária". Carlos posiciona-se na conversa contra o Realismo e Ega reage às críticas, defendendo arduamente os princípios do Realismo. Depois falou-se sobre o empréstimo, o qual Cohen achava imprescindível, ao contrário de Carlos, que acreditava que levaria o país à bancarrota. Ega, imbatível, aposta numa invasão espanhola, a qual daria início a um novo Portugal. Alencar, sendo um "patriota à antiga", discordou totalmente da ideia. Com o jantar prestes a terminar, Alencar e Ega entram em conflito a propósito da poesia moderna de Simão Craveiro. Mas Cohen chama a atenção a Ega e ambos fazem as pazes e brindam com um copo de champanhe, esquecendo o que aconteceu.

Capítulo X: Corrida de Cavalos

Carlos estava a ficar farto da Gouvarinho e dos seus encontros às escondidas, e queria ver-se livre dela. Carlos decide ir às corridas de cavalos com Craft. No local, encontra a Gouvarinho, que lhe propõe irem a Santarém dormir juntos e, daí, cada um seguir o seu lado. Após uma pequena discussão, acaba por aceitar o pedido da Gouvarinho. Depois, fazem-se apostas para a corrida do "Grande Prémio Nacional". Surpreendentemente, Carlos ganha a todos. No meio da confusão, Carlos encontra Dâmaso, que lhe informa que Castro Gomes partiu para o Brasil e que Maria Eduarda está instalada no prédio do Cruges. Carlos decide, então, visitar Cruges como pretexto para ver Maria Eduarda mas, ao chegar ao prédio, ela não estava lá. Com este episódio, Eça de Queirós pretende criticar o desejo de se imitar o que se faz no estrangeiro, como é o caso das corridas de cavalos e das touradas. Toda a situação parece ridícula, pois o que pretendia ser requintado não era: falta entusiasmo pelo acontecimento; as pessoas apenas aparecem por ser um espaço social; as mulheres não iam vestidas de acordo com a situação e os homens surgem numa "pasmaceira tristonha", sem motivações visíveis.

Capítulo XVIII: Passeio Final

Um ano e meio depois da viagem de Carlos e Ega pelo mundo, estes voltam a encontrar-se em Lisboa, onde fazem um passeio e observam as mudanças na cidade. Durante o passeio, observam: a estátua de Camões, Dâmaso, o obelisco, a nova geração e Eusébio. Depois, Carlos e Ega decidem visitar o Ramalhete, onde a maior parte das decorações já estavam a ser despachadas para Paris, onde Carlos iria viver permanentemente. No final, apercebem-se de que são uns falhados, e que, na verdade, não são realistas, mas sim românticos. O episódio acaba com os dois amigos a correr para apanhar o americano.

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