Manejo de Bovinos de Corte: Parasitas, Pastagens e Nutrição
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Parasitas
Parasitas são organismos que vivem na superfície ou no interior do corpo de um organismo de maior porte, denominado hospedeiro. O prejuízo ao hospedeiro pode ser insignificante, considerável ou insuportável; isso dependerá do número de parasitas, da espécie, do grau de lesões que eles acarretam e do vigor e estado de nutrição do hospedeiro. Dentre eles teremos:
Ectoparasitas
- Piolhos
- Sarna
- Carrapatos
- Miíases (bicheiras)
- Berne
- Mosca do chifre
Endoparasitas
São em números muito elevados; são eles os vermes pulmonares, estomacais e intestinais.
Manejo de bovinos de corte
Nutrição Animal: Alimentação de bovinos em pastagens, suplementação mineral e protéica.
Defesa sanitária: Principais doenças — sintomatologia e profilaxia, primeiros socorros, controle de endo e ectoparasitas.
Manejo: Manejo de gado de corte; manejo de cria, recria e engorda.
Pastagens para gado de corte. Fontes: Pastagens nativas e cultivadas. Expansão das pastagens cultivadas: valorização da terra, necessidade de maior produtividade, novas técnicas de plantio, espécies e cultivares mais adaptadas.
Aspectos a serem considerados para a produção de bovinos de corte: condições de clima e solos, forma de utilização da forragem, sistema de produção, pastagens para as diferentes categorias.
Espécies forrageiras
A escolha de boas forrageiras: potencial produtivo, persistência e adaptação a fatores ambientais, climáticos e de solos, e hábitos de crescimento, etc. Diferenciação entre gramíneas e leguminosas.
Gramíneas
Estão incluídas capins e gramas. O porte varia: rasteiras (gramas), porte médio (capins) até porte alto (milho, sorgo, cana, etc.). São utilizadas na forma de pastagens, fenos, silagens e capineiras.
Leguminosas
São de porte variável, muito ricas em proteínas. São também utilizadas como adubação verde, por causa do seu nível de nitrogênio dos nódulos de bactérias de suas raízes.
Forrageiras mais utilizadas
- Capim colonião (Panicum maximum Jacq.)
- Capim Mombaça (Panicum maximum cv. Mombaça)
- Capim Tanzânia (Panicum maximum cv. Tanzânia)
- Capim Brachiaria (Brachiaria decumbens Stapf)
Cochos e bebedouros
Cochos: Ao longo das cercas, com acesso dos animais por um único lado. O cocho deve apresentar dimensionamento de 0,70 m/animal e, quando o cocho é dentro da área do curral, deve ter 0,35 m/animal. Com profundidade de 0,35 a 0,40 m e altura de 0,65 a 0,70 m do solo.
Cocho para minerais: Largura 0,30 m, profundidade 0,30 m, altura 0,65 a 0,70 m do solo e comprimento de 3 m.
Bebedouros: Um animal adulto, pesando em torno de 300 a 450 kg de peso vivo, pode ingerir até 60 litros de água por dia. Deve-se prever reserva de 15 a 20 litros/animal/dia. Altura 0,70 m, largura de 0,40 a 0,80 m e profundidade de 0,50 m.
Manejo de cria e recria
Instalações e infraestrutura: Inclui cercas, pastos e aguadas, currais, troncos, bretes, balanças, estábulos, cocheiras, divisões etc.
Cuidados com os bezerros
No nascimento: o bezerro deve mamar o colostro (natural ou artificial) para adquirir imunidade. Cortar e curar o umbigo. Deve-se curar o umbigo com cicatrizante, repelente e desinfetante pelo menos duas vezes ao dia. Bezerro e mãe devem ficar em pasto separado. Após o 15º dia vacinar, pois o bezerro já assimila grande parte da vacina. Outras vacinas, como aftosa, carbúnculo hemático e sintomático, brucelose, são aplicadas após o 4º mês de idade, dando-lhes maior garantia. Vermifugação deve ser feita por precaução a cada 3 meses.
Marcação: Tatuar na orelha aos 5 dias e marcação a ferro após 5 meses. Em animais que receberão registro não se deve marcar no grupão ou ancas. Observar o local de marcação, pois com o desenvolvimento do animal essa marca tende a subir.
Mochação (Descorna)
É feita por conveniência de manejo. Selecionar animais com chifres reduzidos. Animais mochos eliminam o manejo de descorna, sendo mais vantajoso. Deve ser feita nos primeiros dias. Só se descornam animais comerciais; os de registro não se pode. Métodos: ferro incandescente ou pasta cicatrizante.
Castração
Pode ser feita por ato cirúrgico, burdizzo, anel de borracha ou química. A castração com faca causa menor estresse e a cicatrização é mais rápida. Fisiologicamente não há necessidade de castração; não devendo castrar os animais, pois o hormônio masculino fixa o cálcio tanto no osso como nos músculos. O hormônio masculino é responsável pelo crescimento muscular. A castração não deve ser feita nesta fase, pois esta prática facilita apenas o manejo, comprometendo o desenvolvimento total do animal.
Creep feeding (suplementação pré-desmame)
Função do creep feeding: suplementação pré-desmame iniciada após 30 dias de vida, que estimula o desenvolvimento precoce do rúmen e incentiva os animais a procurar outros alimentos, além do leite materno. No momento do desmame, os animais já estarão habituados à suplementação em cochos, diminuindo o período de adaptação e, consequentemente, o estresse e a perda de peso.
Vantagens do creep feeding: Após o 3º mês de lactação, a produção de leite começa a diminuir, enquanto o bezerro, inversamente, aumenta suas exigências nutricionais.
Desvantagens do creep feeding: Novilhas de reposição que chegam ao desmame muito gordas podem apresentar desempenho ruim como vacas. A gordura substituirá tecido glandular no úbere, prejudicando a produção leiteira e afetando sua prole. As novilhas devem ser alimentadas para atingir maturidade sexual entre 12 e 15 meses; em creep feeding elas devem ser alimentadas apenas para promover crescimento esquelético, o que não afetaria seu desenvolvimento reprodutivo. Para esta categoria, a suplementação só se torna necessária na medida em que o pasto está pobre ou há restrição qualitativa ou quantitativa de leite.